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Preço do açúcar deve aumentar devido à queda na relação estoque-consumo, diz ISO

Consumo deve voltar a crescer com a recuperação econômica após a pandemia, porém a queda na produção mundial de açúcar irá impactar os preços

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A menor produção de açúcar em Brasil, Índia, China e Estados Unidos – que foi apenas minimizada por pequenas altas em Tailândia, União Europeia, Paquistão e México –, ainda precisa ser considerada pelo mercado de futuros, pois possui um efeito direto na oferta global, como aponta o diretor executivo da Organização Internacional de Açúcar (ISO, na sigla em inglês), Jose Orive.

Durante a 21ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em outubro, Orive destacou que, na safra 2021/22, houve um aumento na produção de açúcar de beterraba nos países que utilizam a raiz como matéria-prima depois do ciclo 2020/21 bastante desanimador. “Nós teremos um aumento ante o ano passado, o hemisfério norte está indo bem e a União Europeia está indo melhor do que esperavam”, ressalta.

Entretanto, ele acredita que a mudança no consumo de açúcar é preocupante. De acordo com o diretor, desde o início dos anos 2000, havia um crescimento anual de mais de 2% na demanda global; agora, o valor é de 1,56%. Segundo Orive, a ISO imagina que haverá um aumento no consumo com as perspectivas de crescimento econômico, mas há grandes disparidades em relação à vacinação que podem representar uma recuperação desigual na economia mundial.

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A menor produção de açúcar em Brasil, Índia, China e Estados Unidos – que foi apenas minimizada por pequenas altas em Tailândia, União Europeia, Paquistão e México –, ainda precisa ser considerada pelo mercado de futuros, pois possui um efeito direto na oferta global, como aponta o diretor executivo da Organização Internacional de Açúcar (ISO, na sigla em inglês), Jose Orive.

Durante a 21ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em outubro, Orive destacou que, na safra 2021/22, houve um aumento na produção de açúcar de beterraba nos países que utilizam a raiz como matéria-prima depois do ciclo 2020/21 bastante desanimador. “Nós teremos um aumento ante o ano passado, o hemisfério norte está indo bem e a União Europeia está indo melhor do que esperavam”, ressalta.

Entretanto, ele acredita que a mudança no consumo de açúcar é preocupante. De acordo com o diretor, desde o início dos anos 2000, havia um crescimento anual de mais de 2% na demanda global; agora, o valor é de 1,56%. Segundo Orive, a ISO imagina que haverá um aumento no consumo com as perspectivas de crescimento econômico, mas há grandes disparidades em relação à vacinação que podem representar uma recuperação desigual na economia mundial.

Além disso, a ISO estima uma diminuição no consumo global de açúcar em 2022, mesmo que países com economia mais avançada ou em desenvolvimento venham registrando aumentos. De acordo com o diretor, a demanda por açúcar está caindo em nações como Tailândia, Brasil e México por conta, em parte, do impacto de campanhas contra o açúcar (em combate à obesidade e à diabetes) e, também, do aumento de impostos sobre alimentos açucarados.

Orive ainda pontua que as pessoas acabaram mudando os hábitos de consumo por conta da pandemia de covid-19. Dessa forma, ainda há incertezas quanto ao impacto e quais países serão afetados com mais intensidade.

Ele ainda destaca que a ISO prevê um déficit global de 2,55 milhões de toneladas na relação entre produção e consumo em 2021/22 (outubro a setembro). Para o diretor, esta talvez seja a resposta para algumas crises futuras; no ano anterior, já houve um déficit de 1,45 milhões de toneladas. Segundo o órgão, o quadro é motivado pelo aumento do consumo e uma produção estagnada. Porém, a expectativa é que o movimento seja cíclico e que os resultados se invertam.

Relação entre estoque e consumo

De acordo com o diretor da ISO, a relação entre o estoque e o consumo de açúcar – considerada o principal indicador para a direção futura dos preços – está em 54,6%, ante 54% no ano anterior. Historicamente, o valor da commodity tende a aumentar com a subida do índice: com o déficit em 2021, o estoque deve decair e isso já estaria levando a um preço médio mais alto.

Orive explica que a pandemia de covid-19 levou vários países a segurarem seus estoques e, além disso, problemas de logística ajudaram na manutenção destas políticas. Assim, ele espera que a situação se altere à medida que o mercado volte a aumentar o consumo.

Em relação ao comércio global, a ISO espera uma diminuição de 3,2 milhões de toneladas. Esta redução na perspectiva para as exportações foi motivada pelas incertezas que devem afetar o mercado e a colheita de 2021/22 do hemisfério sul. Afinal, mesmo com os desequilíbrios nas safras, Tailândia, Brasil, Guatemala e Austrália ainda serão os principais exportadores de açúcar em 2021/22.

Para completar, o valor dos fretes também aumentou, estando acima do patamar usual. De acordo com o diretor, isso tem impactado todo o mercado. Outros tópicos citados por ele são os efeitos climáticos e as emissões de carbono. Este primeiro, aliás, é tido por Orive como um “coringa” para 2021/22, já que o Brasil sofreu com secas e geadas na temporada.

Lucas Vasconcelos – NovaCana

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