Grupo aumentou para 9 milhões de toneladas capacidade do cluster em Mato Grosso do Sul
A Adecoagro, empresa agrícola controlada pelo megainvestidor George Soros, revelou que começou na semana passada a sua "nova safra" de cana-de-açúcar no Brasil, onde possui três usinas. Nas duas unidades em Mato Grosso do Sul, Angélica e Ivinhema, a moagem foi antecipada em mais de duas semanas. Oficialmente a safra canavieira no centro-sul inicia em 1º de abril.
A partida antecipada da Adecoagro é parte do plano para estender sua temporada de moagem de cana "do início de março ao final do ano". Agora, com capacidade ampliada, o objetivo é permitir que as despesas sejam distribuídas ao longo de um período maior.
A seguir, leia mais sobre:
- Como o grupo conseguiu bisar cana para antecipar a moagem
- Números da expansão do canavial
- Uso total da capacidade industrial -- mais dias de safra e mais cana por dia -- e aumento da produção
- Evolução do ínidce de eficiência na cogeração (kWh/ton) -- “um dos maiores do setor”
- Crescimento das vendas e Ebitda ajustado
A Adecoagro, empresa agrícola controlada pelo megainvestidor George Soros, revelou que começou na semana passada a sua "nova safra" de cana-de-açúcar no Brasil, onde possui três usinas.
Nas duas unidades em Mato Grosso do Sul, Angélica e Ivinhema, a moagem foi antecipada em mais de duas semanas. Oficialmente a safra canavieira no centro-sul inicia em 1º de abril.
A partida antecipada da Adecoagro é parte do plano para estender sua temporada de moagem de cana "do início de março ao final do ano". Agora, com capacidade ampliada, o objetivo é permitir que as despesas sejam distribuídas ao longo de um período maior.
Ao anunciar ontem (19) à noite seus resultados trimestrais, a companhia afirmou que “a construção da segunda fase da usina Ivinhema está quase completa, adicionando 3 milhões de toneladas de capacidade de moagem para o nosso cluster”.
A antecipação da safra atual está sendo impulsionada pela cana excedente em 2014/15. A companhia afirma contar com 631 mil toneladas de cana bisada, graças ao aumento da produtividade e da qualidade da matéria-prima obtida no ano passado.
Na usina ampliada a moagem começou em 16 de março, com uma capacidade diária de processamento de 20 mil toneladas e, em meados abril, deverá atingir a capacidade final de 25 mil toneladas por dia. Na usina Angélica o esmagamento começou ainda dia 11.
Para suprir a capacidade adicional de matéria-prima, a companhia plantou novos 36,3 mil hectares com cana no ano passado, 40,8% mais do que em 2013, totalizando o cultivo de 124,4 mil hectares, um crescimento de 25% na área total.
“Esperamos que a produtividade da cana e conteúdo de ATR continuem a aumentar à medida que estabilizamos e melhoramos a eficiência em nosso cluster de 9 milhões de toneladas em Mato Grosso do Sul”, disse o grupo.
Originalmente, a unidade de Ivinhema contava com 2 milhões de toneladas de capacidade, agora elevada a 5 milhões de toneladas. Na outra usina do cluster sul-mato-grossense a capacidade é de 4 milhões de toneladas.
Sem tempo ruim
A cana bisada se revelou algo raro na safra 14/15 na região centro-sul do Brasil, reflexo da seca do ano passado que promoveu uma colheita rápida e de baixo rendimento - levando a maioria das usinas a aproveitarem todo canavial disponível.
No enteanto, com suas usinas localizadas fora de São Paulo, principal estado afetado pela seca, a Adecoagro destacou que não havia testemunhado o que alguns comentaristas chamaram de "morte súbita" sofrida pelos seus pares. No trimestre de outubro a dezembro, o grupo esmagou 31% a mais de cana do que um ano antes, com o benefício do "clima favorável durante toda a temporada".
Já a Cosan, detentora da Raízen – a maior processadora de cana do país, no início desta semana divulgou uma queda de 28% nos volumes processados no mesmo trimestre.
A Adecoagro creditou o seu desempenho superior, em parte, devido à "ampliação e renovação das nossas plantações de cana-de-açúcar, o que resultou em plantas mais jovens ", que tendem a produzir mais, além da capacitação da equipe agrícola.
Produção 2014/15
Na safra encerrada, a companhia operou no limite da sua capacidade nominal, esmagando 7,2 milhões de toneladas de cana, volume 12,7% maior do que no ciclo anterior. Em termos de moagem diária houve um aumento de 8,7%, enquanto os dias de moagem efetiva cresceram 3,7%.
Como resultado do aumento da moagem de cana, a produção de açúcar e etanol em 2014 aumentou, respectivamente, em 23,3% e 11,8% em relação a 2013. A energia exportada (MWh) aumentou 48,5% entre safras, como resultado do aumento no esmagamento e na maior eficiência.
No último trimestre do ano, a produção de açúcar da Adecoagro subiu 37%, para 134,8 mil toneladas. A produção de etanol aumentou 41%, para 98,5 milhões de litros neste trimestre final.
As vendas do grupo aumentaram em proporções semelhantes no trimestre. Apesar dos preços mais baixos, as receitas do açúcar subiram 26%, para US$ 62,7 milhões, e no etanol 14,8%, para US$ 55,6 milhões.
Em 2014, a receita das usinas totalizou US$ 378,6 milhões, com expressivo aumento na participação da energia, subindo 105,8%, para US$ 58,7 milhões.
No ano, o segmento canavieiro da Adecoagro obteve um Ebitda ajustado de US$ 153,5 milhões dólares, marcando um aumento de 33,2% em relação a 2013. A margem Ebitda ajustada expandiu-se para 40,5%, de 38,8% no ano anterior.
A melhora do desempenho financeiro é explicada pelo uso pleno da capacidade instalada e um aumento de 31,7% no índice de eficiência de cogeração, que atingiu a média de 61,6 KWh exportados por tonelada de cana, segundo o grupo, “um dos maiores do setor”. A venda de energia ofereceu ainda preços 64,6% maiores, enquanto a comercialização de açúcar e etanol realizou preços menores em dólares.
NovaCana
com texto adicional do Agrimoney



