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Mercado de CBios inicia 2022 com créditos suficientes para cobrir 30% da meta anual

Produtoras de biocombustíveis emitiram 30,88 milhões de créditos no ano passado, ultrapassando objetivo do RenovaBio pela segunda vez consecutiva

NovaCana 6 min de leitura

Com a perda de mercado do etanol e a redução da mistura obrigatória de biodiesel, o ano passado foi de cautela no mercado de biocombustíveis. Ainda assim, as produtoras certificadas no RenovaBio geraram créditos de descarbonização (CBios) em quantidade mais que suficiente para que as comercializadoras de combustíveis fósseis cumprissem os objetivos do programa.

Em 2021, a meta de aposentadoria de CBios era de 24,86 milhões. A este volume foram somados 363 mil créditos referentes a objetivos individuais não concluídos de 2020 e descontadas as 174 aposentadorias realizadas por investidores externos ao programa, totalizando 25,22 milhões de créditos.

No acumulado do ano, entretanto, as emissões totalizaram 30,88 milhões de CBios. O volume equivale a 124,2% da meta referente a 2021, com 6,02 milhões de créditos excedentes. O valor diz respeito ao número de CBios escriturados pelas produtoras de biocombustíveis até 31 de dezembro, conforme dados disponibilizados pela B3 – única registradora do RenovaBio.

Considerando também o saldo relativo a 2020, o novo ano começou com 10,44 milhões de CBios em circulação – equivalente a 29% da meta para 2022, de 35,98 milhões de CBios.

No primeiro dia útil de 2022, 5,05 milhões de CBios estavam em posse dos produtores de biocombustíveis, enquanto as distribuidoras detinham 5,11 milhões. Além disso, 273,16 mil créditos se encontravam nas mãos de investidores sem metas a cumprir.

Leia mais sobre o mercado de CBios, incluindo acompanhamento de preços e perspectivas para 2022, no texto completo (exclusivo para assinantes).

Com a perda de mercado do etanol e a redução da mistura obrigatória de biodiesel, o ano passado foi de cautela no mercado de biocombustíveis. Ainda assim, as produtoras certificadas no RenovaBio geraram créditos de descarbonização (CBios) em quantidade mais que suficiente para que as comercializadoras de combustíveis fósseis cumprissem os objetivos do programa.

Em 2021, a meta de aposentadoria de CBios era de 24,86 milhões. A este volume foram somados 363 mil créditos referentes a objetivos individuais não concluídos de 2020 e descontadas as 174 aposentadorias realizadas por investidores externos ao programa, totalizando 25,22 milhões de créditos.

No acumulado do ano, entretanto, as emissões totalizaram 30,88 milhões de CBios. O volume equivale a 124,2% da meta referente a 2021, com 6,02 milhões de créditos excedentes. O valor diz respeito ao número de CBios escriturados pelas produtoras de biocombustíveis até 31 de dezembro, conforme dados disponibilizados pela B3 – única registradora do RenovaBio.

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Considerando também o saldo relativo a 2020, o novo ano começou com 10,44 milhões de CBios em circulação – equivalente a 29% da meta para 2022, de 35,98 milhões de CBios.

No primeiro dia útil de 2022, 5,05 milhões de CBios estavam em posse dos produtores de biocombustíveis, enquanto as distribuidoras detinham 5,11 milhões. Além disso, 273,16 mil créditos se encontravam nas mãos de investidores sem metas a cumprir.

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Em relatório lançado em 15 de dezembro, a StoneX afirma que, mesmo de modo preliminar, as perspectivas para 2022 devem se manter positivas. A consultoria observa que o ano começou com um grande volume excedente de créditos no mercado e que a oferta de CBios ao longo do ano deve ser mais do que suficiente para cumprir a meta.

A StoneX prevê que, em 2022, 17,6 milhões de créditos seriam gerados pela produção de etanol hidratado e 12 milhões a partir do anidro. Ainda de acordo com a consultoria, estes números representariam um aumento anual de 14% e 12%, respectivamente. Assim, o etanol seria responsável por 86,4% das emissões esperadas para 2022 – contra 87,8% em 2021.

Do início do programa até o momento, as produtoras de biocombustíveis já escrituraram 49,48 milhões de créditos de descarbonização.

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Meta (quase) obedecida

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 96,8% das distribuidoras cumpriram com suas obrigações mínimas referentes ao RenovaBio. Conforme as regras do programa, companhias sem pendências de anos anteriores podem deixar de entregar até 15% de seu objetivo; no ano seguinte, contudo, é preciso entregar o volume integral.

Assim, de acordo com dados disponibilizados pela agência, 118 das 142 distribuidoras com metas para 2021 entregaram pelo menos 85% do volume necessário de CBios. Já sete distribuidoras aposentaram menos de 85% dos objetivos e 17 não aposentaram CBio algum – estas companhias, além de acumularem as obrigações de entrega dos créditos, estão sujeitas a multas e outras penalidades.

Por sua vez, conforme dados da B3, foram tirados de circulação 24,42 milhões de CBios até o último dia útil de 2021. Considerando este volume, a taxa de atendimento da meta do período seria de 98,22%.

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Como a B3 não informa quem solicitou a aposentadoria dos créditos, é possível que uma parte deste total seja referente a investidores que não têm compromissos com o programa. Ainda que esteja previsto que a retirada de títulos feitas pelas chamadas “partes não obrigadas” possa ser deduzida dos objetivos finais do RenovaBio, as aposentadorias de 2021 devem ser contabilizadas em 2022.

Para completar, é pouco provável que um número relevante de aposentadorias tenha sido solicitado por investidores externos.

Preços elevados

Na última quinzena do ano, o valor médio do preço dos CBios sofreu a quarta elevação consecutiva. Enquanto nos primeiros 15 dias de dezembro o preço médio era de R$ 55,22, na segunda metade ele já chegava a R$ 59,67.

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Com isso, o valor ficou 51,79% acima da média de 2021, que fechou em R$ 39,31, e foi 46,62% superior à média histórica do programa, de R$ 40,69 por crédito. Desta forma, o mercado ficou acima da marca de R$ 30, valor médio projetado no início do ano pelo Santander e pelo Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão (Pecege) para 2021.

Em 2021, o maior valor registrado ocorreu em 14 de dezembro, R$ 66. Já o menor preço foi em 9 de julho, R$ 26,75. Desde o início da comercialização dos créditos, em junho do ano passado, o valor variou entre R$ 15 e R$ 72.

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Atualmente, segundo a ANP, 301 unidades participam do RenovaBio; destas, três fabricam biometano e 30, biodiesel. Dentre as 268 usinas de etanol certificadas, 257 utilizam apenas a cana-de-açúcar; seis processam milho e cana; quatro, apenas milho; e uma produz biocombustível de primeira e de segunda geração de forma integrada.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
Com reportagem adicional de Giully Regina

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