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Mais de 100 cidades têm canaviais com rendimento acima de 85 t/ha em 2022

Dados do IBGE compilados pelo NovaCana trazem os municípios com os canaviais mais produtivos do país

NovaCana 9 min de leitura

O rendimento de um canavial faz toda a diferença no final da safra. Este índice demonstra quantas toneladas de cana-de-açúcar foram extraídas a cada hectare plantado. Assim, um bom resultado é essencial tanto para grandes usinas quanto para produtores independentes.

Muitas companhias do setor sucroenergético, inclusive, tem como meta alcançar os “três dígitos” em seu rendimento médio, ou seja, acima das 100 toneladas por hectare. E mesmo com uma safra de recuperação, como foi a 2022/23, este ainda parece um sonho distante para grande parte das usinas brasileiras.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), ao final da temporada, os canaviais da região Centro-Sul apresentaram um rendimento médio de 61,52 t/ha, alta anual de 0,5% em relação aos 61,2 t/ha vistos no ciclo anterior.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por outro lado, aponta um aumento de 2,3%, saindo de 71,77 t/ha em 2021/22 para 73,39 t/ha na temporada mais recente. A divergência é justificada pelas metodologias usadas por cada entidade: o instituto coleta as informações junto às prefeituras de cada município, contabilizando a cana para outros fins, como produção de aguardente e melaço. Já a Unica, coleta os números diretamente com as usinas de açúcar e etanol.

O novo resultado apontado pelo IBGE demonstra uma retomada aos patamares registrados em outros anos. Entre 2015 e 2020, por exemplo, o rendimento médio dos canaviais brasileiros ficou entre 74,2 t/ha e 75,6 t/ha.

Considerando apenas munícipios que produziram mais de 300 mil toneladas de cana no último ano, o NovaCana elencou 108 cidades brasileiras que obtiveram mais de 85 t/ha de rendimento. Em 2022, 19 delas registraram médias acima de 100 t/ha, uma alta de onze cidades ante o ano anterior – ou seja, o número mais que dobrou.

Do total, 77 cidades eram de São Paulo, maior estado produtor de cana e maior consumidor de etanol do país. Outros 17 municípios são de Goiás; seis do Paraná; e cinco de Minas Gerais. Mato Grosso, Tocantins e Bahia tiveram um representante cada.

O município mineiro de Jaíba é o novo líder do ranking, com um rendimento médio de 118 t/ha, um aumento de 2,5% em relação ao ano passado. O avanço permitiu que a cidade subisse três posições ante a lista anterior e tomasse a dianteira.

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No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, você confere análises e gráficos com:

- Ranking das cidades com produtividade acima de 85 t/ha
- Histórico de rendimento das vinte cidades mais produtivas de 2022
- Rendimento das cinco maiores produtoras de cana-de-açúcar
- Evolução de rendimento do Brasil e dos seis principais estados produtores
- Os canaviais mais improdutivos do país, por região

O rendimento de um canavial faz toda a diferença no final da safra. Este índice demonstra quantas toneladas de cana-de-açúcar foram extraídas a cada hectare plantado. Assim, um bom resultado é essencial tanto para grandes usinas quanto para produtores independentes.

Muitas companhias do setor sucroenergético, inclusive, tem como meta alcançar os “três dígitos” em seu rendimento médio, ou seja, acima das 100 toneladas por hectare. E mesmo com uma safra de recuperação, como foi a 2022/23, este ainda parece um sonho distante para grande parte das usinas brasileiras.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), ao final da temporada, os canaviais da região Centro-Sul apresentaram um rendimento médio de 61,52 t/ha, alta anual de 0,5% em relação aos 61,2 t/ha vistos no ciclo anterior.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por outro lado, aponta um aumento de 2,3%, saindo de 71,77 t/ha em 2021/22 para 73,39 t/ha na temporada mais recente. A divergência é justificada pelas metodologias usadas por cada entidade: o instituto coleta as informações junto às prefeituras de cada município, contabilizando a cana para outros fins, como produção de aguardente e melaço. Já a Unica, coleta os números diretamente com as usinas de açúcar e etanol.

O novo resultado apontado pelo IBGE demonstra uma retomada aos patamares registrados em outros anos. Entre 2015 e 2020, por exemplo, o rendimento médio dos canaviais brasileiros ficou entre 74,2 t/ha e 75,6 t/ha.

As campeãs em produtividade

Considerando apenas munícipios que produziram mais de 300 mil toneladas de cana no último ano, o NovaCana elencou 108 cidades brasileiras que obtiveram mais de 85 t/ha de rendimento. Em 2022, 19 delas registraram médias acima de 100 t/ha, uma alta de onze cidades ante o ano anterior – ou seja, o número mais que dobrou.

Do total, 77 cidades eram de São Paulo, maior estado produtor de cana e maior consumidor de etanol do país. Outros 17 municípios são de Goiás; seis do Paraná; e cinco de Minas Gerais. Mato Grosso, Tocantins e Bahia tiveram um representante cada.

O município mineiro de Jaíba é o novo líder do ranking, com um rendimento médio de 118 t/ha, um aumento de 2,5% em relação ao ano passado. O avanço permitiu que a cidade subisse três posições ante a lista anterior e tomasse a dianteira.

O segundo lugar ficou com São José da Bela Vista (SP), que teve uma alta de 27,8% em seu rendimento médio, para 115 t/ha. Sua produção foi de 2,36 milhões de toneladas de cana, alta anual de 36,4%.

Jataí (GO) ficou na terceira colocação, com uma produtividade em 112 t/ha – queda de 6,7% em relação ao ano anterior.

Com um rendimento médio de 111 t/ha, Juazeiro (BA) obteve a quarta posição. O município baiano, que liderou a lista nos dois últimos anos, apresentou uma redução de 24,3% no índice e ainda uma queda de 31,4% em sua produção, para 1,72 milhão de toneladas.

Vargem Grande do Sul (SP) ficou em quinto com um rendimento médio de 102,22 t/ha (-4,2%), e Chapadão do Céu (GO) aparece em seguida, com 100,33 t/ha (+12,7%).

Outras 13 cidades paulistas dividiram a sétima colocação, tendo apresentado uma produtividade de 100 t/ha. Com exceção de duas que mantiveram o rendimento, as outras onze passaram por aumentos anuais no índice, com o maior deles, de 66,7%, sendo registrado por Pedregulho.

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Em 2022, a lista das cidades mais produtivas teve doze alterações. Entre as novidades, os maiores incrementos foram vistos pelos municípios paulistas de Pedregulho (+66,7%); Palmital (+42,9%); Poloni (+42,9%); e Macaubal (+33,3%). As quatro cidades conseguiriam alcançar um rendimento de 100 t/ha.

Também entraram na lista: São José da Bela Vista (SP); Chapadão do Céu (GO); Mogi Mirim (SP); São José do Rio Preto (SP); Santa Helena de Goiás (GO); Sales (SP); Descalvado (SP); e Cordeirópolis (SP).

Na outra ponta, entre as cidades que saíram da lista de vinte principais com canaviais mais produtivos, as maiores retrações foram vistas por Andirá (PR), com queda de 22%; pelas sul mato-grossenses Taquarussu e Batayporã, que tiveram retrações de 16,7% cada; e por Florestópolis (PR), que viu seu rendimento cair 10,1% no ano.

Além disso, saíram da lista Porto Ferreira (SP); Leme (SP); Bom Sucesso (PR); Campo Novo dos Parecis (MT); Centenário do Sul (PR); Jandaia (GO); Manduri (SP); e Cachoeira Dourada (GO).

Os dados completos sobre produtividade por estado e por município, assim como informações sobre área de cultivo, produção e preço médio da cana-de-açúcar estão disponíveis no NovaCana DATA.

Rendimento das cidades campeãs em produção

Dentre as cinco cidades com as maiores produções de cana-de-açúcar no Brasil em 2022, apenas Guaíra (SP) entrou no ranking de melhores rendimentos, contabilizando 85 t/ha. O município também registrou o maior incremento anual em produtividade, com 6,3%.

Em seguida, Barretos (SP), que produziu 6,64 milhões de toneladas de cana no ano, apresentou um rendimento de 83,93 t/ha, alta de 0,8%.

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A grande campeão de produção, Uberaba (MG), teve um acréscimo de 3,1% em seu rendimento, com 83 t/ha. O município mineiro cultivou 9,74 milhões de toneladas da cultura.

Com uma produção de 6,59 milhões de toneladas, Quirinópolis (GO) teve um rendimento médio de 82,85 t/ha (+4,7%). Por fim, mesmo com uma alta anual de 3,3%, Morro Agudo (SP) teve o menor rendimento dentre as maiores produtoras, com 62 t/ha. O município paulista cultivou 5,75 milhões de toneladas de cana em 2022.

Produtividade por estado

Dentre os seis principais estados produtores de cana-de-açúcar, quatro apresentaram aumentos em seus rendimentos médios, um ficou estável e dois tiveram quedas.

Pelo quarto ano seguindo, Goiás lidera a lista, com uma produtividade de 78,97 t/ha. O estado apresentou uma alta de 1,6% em relação aos 77,72 t/ha vistos em 2021.

São Paulo aparece em segundo, com 76,62 t/ha, um acréscimo anual de 3,3%. Em seguida, Mato Grosso teve uma queda de 1,8%, para 76,12 t/ha.

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Minas Gerais passou pelo maior aumento da lista, 4,9%, indo a 74,99 t/ha, enquanto Mato Grosso do Sul teve a redução mais acentuada, com 8,1%, totalizando 64,54 t/ha. Com 66,13 t/ha, o Paraná manteve seu rendimento médio estável.

Considerando todos os estados produtores, o Distrito Federal ainda mantém o melhor rendimento médio, com 94,4 t/ha. No último ano, a capital do país produziu 27,09 mil toneladas de cana.

Tocantins apresentou o maior acréscimo da lista, ampliando seu rendimento em 35,1%, para 84,72 t/ha.

Na outra ponta, Roraima teve uma produtividade de 16,5 t/ha. Apesar de ser o mais baixo pelo terceiro ano consecutivo, o estado teve um aumento de 4,6% ante os 15,77 t/ha registrados em 2021.

A maior retração, por sua vez, foi registrada pelo Rio Grande do Sul. Com uma produtividade de 31,44 t/ha, o estado teve queda anual de 24,2%.

Os canaviais mais improdutivos

Considerando apenas os municípios com produção acima de 300 mil toneladas em 2022, 46 cidades tiveram um rendimento médio abaixo de 60 t/ha – 11 cidades a menos do que no ano anterior.

Do total, dez municípios eram de Alagoas. Paraná e Pernambuco aparecem em seguida, empatados com oito representantes cada.

Entre as dez cidades com menores resultados em produtividade, seis eram do Centro-Sul e quatro do Norte-Nordeste.

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Com uma retração de 71,7%, o município de Paraíso das Águas (MS) teve o pior rendimento, com 20,66 t/ha. Ele foi seguido por Baía Formosa (RN), com 30 t/ha (-43,4%).

Em terceiro lugar ficou Icaraíma (PR), com 37,29 t/ha (-9,3%). Cruzeiro do Oeste (PR), Paranaíba (MS) e Aparecida do Taboado (MS) tiveram uma produtividade média de 37,54 t/ha, 38 t/ha e 38,33 t/ha, respectivamente.

NovaCana DATA

Giully Regina – NovaCana

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