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[Ranking] Uberaba foi a cidade que mais produziu cana-de-açúcar em 2022

Município cultivou 9,74 milhões de toneladas, aumento anual de 13%

NovaCana 11 min de leitura

Uma temporada para recuperação. Esta é uma forma de resumir como a safra 2022/23 foi interpretada pelos produtores de cana-de-açúcar do Centro-Sul, uma vez que, depois de uma das maiores quebras já vistas, em 2021/22, o setor sucroenergético estimou por uma melhora nos canaviais.

Segundo dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), em 2022/23, a produtividade agrícola média na região chegou a 73,3 toneladas de cana por hectare, o que representou um aumentou de 8,1% em relação ao ciclo anterior. A União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), em seu relatório final de safra, confirma que o acréscimo foi resultado de melhores condições climáticas, especialmente no verão de 2022.

Ainda de acordo com a Unica, com o cenário mais favorável, o Centro-Sul conseguiu aumentar a moagem em 4,6%, totalizando 548,28 milhões de toneladas. Já conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), durante o ano civil (entre janeiro e dezembro), foram produzidas na região.

Considerando todo o país, o IBGE contabilizou 724,43 milhões de toneladas, um aumento anual de 1,2%. Apesar da melhora entre os dois últimos anos, o valor ainda está aquém das 756,07 milhões de toneladas vistas em 2020.

Pelo terceiro ano seguido, Uberaba (MG) é a líder do ranking das cem principais cidades produtoras de cana-de-açúcar no Brasil. Em 2022, o município mineiro cultivou 9,74 milhões de toneladas em uma área de 117,3 mil hectares – 25,9% do seu território total, de 452,40 mil hectares. Nos dois últimos anos, a área dedicada à cultura aumentou 9,6%.

Na lista das cem principais cidades produtoras de cana-de-açúcar no Brasil, 54 apresentaram aumentos em sua produção, 28 tiveram quedas e 18 apresentaram estabilidade em comparação com 2021. O cenário é contrário ao do ano anterior e se mostra mais favorável aos municípios: em 2021, 56 cidades viram retrações em suas produções, enquanto apenas 26 registraram acréscimos.

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No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, você confere mais informações e gráficos:

- Ranking das 100 cidades que mais produziram cana em 2022

- Histórico de produção das 20 principais cidades

- Representatividade de cana nos territórios dos municípios

- Histórico da relação entre quantidade de área colhida e cana produzida

- Principais estados produtores

- Histórico de produção dos seis principais estados

Uma temporada para recuperação. Esta é uma forma de resumir como a safra 2022/23 foi interpretada pelos produtores de cana-de-açúcar do Centro-Sul, uma vez que, depois de uma das maiores quebras já vistas, em 2021/22, o setor sucroenergético estimou por uma melhora nos canaviais.

Segundo dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), em 2022/23, a produtividade agrícola média na região chegou a 73,3 toneladas de cana por hectare, o que representou um aumentou de 8,1% em relação ao ciclo anterior. A União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), em seu relatório final de safra, confirma que o acréscimo foi resultado de melhores condições climáticas, especialmente no verão de 2022.

Ainda de acordo com a Unica, com o cenário mais favorável, o Centro-Sul conseguiu aumentar a moagem em 4,6%, totalizando 548,28 milhões de toneladas. Já conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), durante o ano civil (entre janeiro e dezembro), foram produzidas 666,57 milhões de toneladas na região.

Considerando todo o país, o IBGE contabilizou 724,43 milhões de toneladas, um aumento anual de 1,2%. Apesar da melhora entre os dois últimos anos, o valor ainda está aquém das 756,07 milhões de toneladas vistas em 2020.

O Ministério da Agricultura e Pecuária também faz o acompanhamento da produção de cana e declarou que, na temporada 2022/23, foram moídas 607,85 milhões de toneladas da matéria-prima. O volume representa um acréscimo anual de 5%.

Os resultados divergem entre si devido às metodologias utilizadas por cada entidade. O IBGE levanta os números de produção anuais junto às prefeituras de cada município e considera a plantação de cana-de-açúcar para outros fins, como produção de aguardente e melaço. A Unica e o Mapa, por outro lado, fundamentam-se nos dados declarados por safra pelas usinas de etanol e açúcar.

Todos os anos, o instituto atualiza sua base, trazendo informações como área colhida, volume produzido e valor pago pela cana. Segundo o IBGE, dentre todas as cidades brasileiras, 2,87 mil, ou 51,5% do total, possuem plantações de cana em seu território.

As cidades com mais cana

Pelo terceiro ano seguido, Uberaba (MG) é a líder do ranking das cem principais cidades produtoras de cana-de-açúcar no Brasil. Em 2022, o município mineiro cultivou 9,74 milhões de toneladas em uma área de 117,3 mil hectares – 25,9% do seu território total, de 452,4 mil hectares. Nos dois últimos anos, a área dedicada à cultura aumentou 9,6%.

Barretos (SP) repetiu a segunda colocação, com 6,64 milhões de toneladas (+0,8%). Mais de metade da área da cidade corresponde a plantações de cana-de-açúcar, que ocupa 79,15 mil dos 156,62 mil hectares da cidade. Apesar do aumento na moagem, a área dedicada a cultura se manteve estável entre 2021 e 2022, indicando um melhor rendimento.

A terceira posição ficou com Quirinópolis (GO), que apresentou um ganho de 10% em sua produção, totalizando 6,59 milhões de toneladas e subindo uma posição em relação à lista do ano anterior. Dentre os 378,91 mil hectares da cidade, 21,1%, ou 79,76 mil hectares, foram destinados ao cultivo da cana, aumento anual de 5,1%.

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O quarto lugar ficou com Morro Agudo (SP), que apresentou uma queda de 3,2% em sua produção, com 5,75 milhões de toneladas; mesmo assim, o município conseguiu subir uma posição ante 2021. Do seu território de 138,81 mil hectares, 92,75 mil hectares foram utilizados para a plantação de cana, ou 66,8% do total.

Guaíra (SP) aparece na quinta colocação, com uma produção de 5,4 milhões de toneladas (+6,3%). Cerca de 50,5%, ou 63,5 mil hectares, da área de 125,85 mil hectares, foi dedicada ao cultivo da gramínea. Ainda que não tenha apresentado variação da área plantada entre um ano e outro, o município paulista subiu três posições no ranking.

Na lista das cem principais cidades produtoras de cana-de-açúcar no Brasil, 54 apresentaram aumentos em sua produção, 28 tiveram quedas e 18 apresentaram estabilidade em comparação com 2021. O cenário é contrário ao do ano anterior e se mostra mais favorável aos municípios: em 2021, 56 cidades viram retrações em suas produções, enquanto apenas 26 registraram acréscimos.

Na relação, o maior aumento entre um ano e outro foi registrado pelo município de Descalvado (SP), com 48,2%, tendo produzido 3,32 milhões de toneladas. Assim, a cidade saltou da 66ª posição em 2021 para o 23º lugar no levantamento mais recente.

Na outra ponta, a retração mais significativa, de 29,5%, foi vista por Denise (MT). O município mato-grossense, que produziu 2,45 milhões de toneladas, caiu da 19ª colocação em 2021 para a 65ª.

São Paulo se mantém como o estado com maior representatividade no ranqueamento, com 65 cidades – quatro a mais do que no ano anterior. Na sequência aparecem Goiás (12), Minas Gerais (11), Mato Grosso do Sul (6) e Mato Grosso (4). Alagoas e Tocantins registraram uma representante cada.

Entre as 20 maiores produtoras do ano, houve apenas uma alteração, com a saída de Denise (MT). A novidade, assim, é o município de Mineiros, que subiu da 22ª posição em 2021 para a 17ª.

Os dados completos da produção em 2022, por estado e município, assim como informações sobre área plantada, rendimento e o preço médio da cana-de-açúcar estão disponíveis no NovaCana DATA.

Rendimento e área colhida

De acordo com o IBGE, a área total de cana colhida no Brasil caiu 1%, para 9,87 milhões de hectares, ante 9,97 milhões de hectares de 2021. Mas, assim como nos últimos três anos, o cultivo de cana ocupou 1,2% do território do país.

Já o rendimento dos canaviais brasileiros, medido pela média entre a cana moída no ano e a área colhida, ficou em 73,39 toneladas por hectare. O resultado representa um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior, quando o índice ficou em 71,77 t/ha.

Com a melhora, o valor volta a se aproximar do patamar visto entre os anos de 2015 e 2019. No período, o rendimento variou entre 74,2 t/ha e 75,6 t/ha.

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Em relação à ocupação de cana-de-açúcar em cada cidade, Santa Lúcia (SP) foi o município com maior taxa cultivo da gramínea em seu território total. Dos seus 15,4 mil hectares, 89,6%, ou 13,8 mil hectares, foram destinados à cultura.

A cidade ficou em 217º lugar na listagem por volume produzido, com 1,03 milhão de toneladas – mesmo resultado e posição registrados no ano anterior. Seu rendimento no período ficou acima da média nacional, com 75 t/ha.

O município pernambucano de Primavera ficou em segundo lugar, com 84% da sua área correspondendo a plantações de cana-de-açúcar. No ranking de produção, a cidade ficou em 530º lugar, com 358,6 mil toneladas cultivadas.

Em terceiro aparece Areiópolis (SP), que dedicou 81,5% de seu território à cana. A cidade paulista foi a líder do ranking em 2021, mas a área plantada de cana caiu 12,5% entre os dois últimos anos, para 7 mil hectares. No ranking geral, Areiópolis ficou em 355º lugar, com uma produção de 630 mil toneladas; ela ainda registrou um rendimento de 90 t/ha.

Outras três cidades paulistas contaram com uma plantação de cana que ocupa mais de 80% do seu território: Jaboticabal (81,5%), que produziu 5,18 milhões de toneladas; Pitangueiras (80,8%), com 2,44 milhões de toneladas; e Ipaussu (80,4%) com 1,3 milhão de toneladas.

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Além disso, 13 municípios registraram entre 70% e 80% da sua área total dedicada ao cultivo da cana-de-açúcar. Outros 31 ocuparam entre 60% e 70% com a cultura, enquanto 57 ficaram entre 50% e 60%. No total, 875 cidades possuem canaviais que correspondem a entre 1% e 50% de suas áreas totais. Já 1,89 mil cidades cultivaram menos de 1% da área.

Cana por estado

Na lista dos dez maiores estados produtores, metade apresentou aumentos entre 2021 e 2022. O maior deles, 6,4%, foi registrado por Pernambuco, totalizando 16,6 milhões de toneladas. Ele foi seguido por Minas Gerais, que teve um acréscimo anual de 4,9%, com 73,31 milhões de toneladas.

São Paulo, o maior estado produtor de cana-de-açúcar, moeu 420,72 milhões de toneladas, registrando uma alta anual de 3,9%. A produção do estado representa 58,1% do total nacional, com 5,49 mil hectares colhidos e um rendimento médio de 76,62 t/ha (+3,3%).

A maior retração, por sua vez, foi registrada pela Bahia, com 14,5%. O estado produziu 4,69 milhões de toneladas no período, em uma área de 75,09 mil hectares. Seu rendimento, de 62,43 t/ha, apresentou queda de 16,9% entre um ano e outro.

Em seguida, Mato Grosso do Sul teve uma redução de 13,8% em sua produção, para 40,76 milhões de toneladas. Em 631,53 mil hectares, o estado teve um rendimento médio de 64,54 t/ha, retração anual de 8,1%.

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Paraná, Mato Grosso e Alagoas também tiveram baixas em suas produções, totalizando 34,45 milhões, 17,35 milhões e 17,05 milhões de toneladas, respectivamente.

Os dez principais estados somam 97,2% de toda a cana-de-açúcar produzida no país, ou 704,22 milhões de toneladas. Este volume ocupa uma área de 9,51 milhões de hectares, com rendimento médio de 67,78 t/ha.

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Considerando todas as unidades da federação, o ranking estadual teve apenas quatro alterações, com oito estados invertendo posições.

A variação mais expressiva foi a queda de 87% na produção do Amazonas, que saiu de 287,47 milhões de toneladas em 2021 para 37,24 milhões de toneladas em 2022. Desta forma, o estado ficou em 22º lugar, trocando de posição com Santa Catarina, que mesmo com uma retração de 4%, totalizou 187,59 milhões de toneladas e ficou em 21º.

Na 17ª colocação, o Pará ficou acima do Piauí, com produções de 1,21 milhão e 1,06 milhão de toneladas, respectivamente. Logo na sequência, o Ceará apresentou uma baixa de 9% em sua produção, para 522,6 mil toneladas, ficando acima de Rio Grande do Norte, com 412,96 mil toneladas (-30%).

Distrito Federal (23º) e Rondônia (24º) também inverteram suas colocações, com produções de   27,09 mil e 17,81 mil toneladas, respectivamente.

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Giully Regina – NovaCana

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