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Os maiores canaviais do país: Ranking das 100 cidades que mais produziram cana em 2020

Uberaba (MG) é a nova líder, com 7,97 milhões de toneladas de cana

NovaCana 10 min de leitura

O setor sucroenergético viveu recordes na safra 2020/21. O Centro-Sul, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), totalizou uma moagem de 605,46 milhões de toneladas, valor que representa um aumento de 2,56% ante 2019/20. Além disso, a qualidade da matéria-prima também melhorou, com 144,72 quilos de açúcar total recuperável (ATR) por tonelada de cana, crescimento de 4,44% no comparativo entre as safras.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), durante o ano civil de 2020 (janeiro a dezembro), foram colhidas 757,116 milhões de toneladas de cana em todo o país. Em comparação à 2019, o aumento é de 0,56%, indicando estabilidade nos últimos dois anos.

Com uma produção de 7,97 milhões de toneladas, Uberaba (MG) é a nova líder no ranking das 100 principais cidades produtoras de cana do Brasil. Em uma área de 452,4 mil hectares, o cultivo de cana representa 21,5% do território, totalizando 97,26 mil hectares.

Este ano, a cidade mineira tirou o título de Morro Agudo (SP), que produziu 7,62 milhões de toneladas e ficou em segundo lugar. O município paulista de 138,81 mil hectares dedicou 99 mil deles para a cana-de-açúcar, ou mais de 70% de sua área total.

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Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes, gráficos e análises sobre:

- Ranking das 100 cidades que mais produziram cana
- Histórico da relação entre quantidade de cana produzida e área colhida
- Histórico das 20 cidades e dos seis estados que mais produziram cana em 2020
- A representatividade da cana nos municípios brasileiros
- Quanto das cidades que mais produziram é cana

O setor sucroenergético viveu recordes na safra 2020/21. O Centro-Sul, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), totalizou uma moagem de 605,46 milhões de toneladas, valor que representa um aumento de 2,56% ante 2019/20. Além disso, a qualidade da matéria-prima também melhorou, com 144,72 quilos de açúcar total recuperável (ATR) por tonelada de cana, crescimento de 4,44% no comparativo entre as safras.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), durante o ano civil de 2020 (janeiro a dezembro), foram colhidas 757,116 milhões de toneladas de cana em todo o país. Em comparação à 2019, o aumento é de 0,56%, indicando estabilidade nos últimos dois anos. Já segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o cultivo chegou a 663,43 milhões de toneladas, o que marcaria um avanço de 1,4% em relação ao ano anterior.

A divergência entre os números se justifica porque o IBGE leva em conta dados de cultivo a partir de informações das prefeituras de cada município, considerando plantações de cana-de-açúcar para outros fins, como produção de melaço e aguardente. Por sua vez, o Mapa e a Unica usam como base os números de cultivo coletados junto às usinas de etanol e açúcar.

Os dados do IBGE são atualizados anualmente, considerando a área colhida, volume produzido e valor pago pela cana. E, conforme explica o instituto, dos mais de 5 mil municípios brasileiros, quase 60%, ou 3,31 mil, possuem plantações de cana-de-açúcar em seus territórios.

Cidades com mais cana

Com uma produção de 7,97 milhões de toneladas, Uberaba (MG) é a nova líder no ranking das 100 principais cidades produtoras de cana do Brasil. Em uma área de 452,4 mil hectares, o cultivo de cana representa 21,5% do território, totalizando 97,26 mil hectares. Este ano, a cidade mineira tirou o título de Morro Agudo (SP), que produziu 7,62 milhões de toneladas e ficou em segundo lugar. O município paulista de 138,81 mil hectares dedicou 99 mil deles para a cana-de-açúcar, ou mais de 70% de sua área total.

Morro Agudo foi a primeira da lista por três anos consecutivos, mas não registrou aumentos de produtividade entre 2019 e 2020, enquanto o cultivo em Uberaba cresceu 17,3%.

Em terceiro lugar veio o município de Rio Brilhante (MS), com 6,51 milhões de toneladas – um aumento de 3% na comparação anual –, subindo uma posição no ranking em relação a 2019. A cidade, que abriga três usinas, dedicou 84,76 mil hectares para o cultivo de cana, correspondendo a 21,3% de seu território de 398,36 mil hectares.

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A quarta colocação ficou com o município de Quirinópolis (GO), que contabilizou 6,34 milhões de toneladas de cana em 2020, aumento de 6,7% na produção anual. Dos 378,91 mil hectares da cidade, o cultivo de cana correspondeu a 20,3% do total, com uma plantação de 76,97 mil hectares.

Já Nova Alvorada do Sul (MS), que produziu 6 milhões de toneladas, ficou em quinto lugar. Com uma queda de 7,9% ante à produção do ano passado, o município acabou perdendo duas colocações no ranking.

Entre as 100 principais cidades produtoras de cana-de-açúcar no Brasil, 55 tiveram aumentos em sua produção, 23 não registraram variação e apenas 22 contabilizaram reduções no cultivo em 2020.

A cidade que registrou o maior aumento anual de produção no ranking foi Martinópolis (SP), com 878,4%, produzindo 3,07 milhões de toneladas. Com isso, o município pulou da 132ª posição em 2019 para a 37ª em 2020.

Na outra ponta, o município de Angélica (MS) teve a maior queda produtiva da lista, com 25,4%. Em 2020, a cidade cultivou 3,06 milhões de toneladas de cana, contra as 4,1 milhões de toneladas no ano anterior.

Na lista de 20 maiores produtores de cana não houve tantas alterações entre os dois últimos anos. Subiram de posição: Nova Andradina (MS), de 44ª para 18ª, e Miguelópolis (SP), de 21ª para 20ª. A cidade sul-mato-grossense registrou aumento de 31% em sua produção, totalizando 3,71 milhões de toneladas. Já o município paulista manteve o nível visto em 2019, fechando o ano com uma produção de 3,61 milhões de toneladas.

Entretanto, saíram da lista as cidades de Ivinhema (SP), que caiu da 16ª posição para a 27ª, e Paraguaçu Paulista (SP), que passou da 20ª colocação para a 45ª. Ambos os municípios tiveram quedas de quase 20% em suas produções anuais.

São Paulo se manteve como estado com maior representatividade no ranking, contando com 61 municípios; logo em seguida aparecem Goiás (13) e Minas Gerais (11). Enquanto isso, Mato Grosso do Sul teve sete cidades e Mato Grosso cinco. Além disso, Tocantins, Alagoas e Bahia aparecem com um município cada.

Os dados completos da produção em 2020, por estado e município, assim como informações sobre área plantada, rendimento e o preço médio da cana-de-açúcar estão disponíveis no NovaCana DATA.

Área colhida e rendimento dos canaviais brasileiros

A área total colhida de cana no Brasil segue uma tendência de estabilidade, com 10,01 milhões de hectares em 2020 – leve queda em comparação com os 10,09 milhões de hectares colhidos no ano anterior. Considerando a área total do país, o cultivo de cana ocupou 1,2% do território, mesmo resultado visto em 2019.

Já o rendimento dos canaviais, índice medido pela relação entre a quantidade de cana moída no ano e a área colhida, ficou em 75,6 toneladas por hectare. Neste caso, houve um aumento de 1,23% em relação ao ano anterior, quando o índice ficou em 74,68 t/ha.

Apesar de seguir estável pelos últimos seis levantamentos, o índice já esteve pior: em 2014, o rendimento chegou a 70,63 t/ha, menor valor da série histórica, iniciada em 2007. Já o valor recorde aconteceu em 2009, quando foram registrados 80,26 t/ha.

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Em relação à ocupação de cada cidade, Areiópolis (SP) continua como a cidade com maior taxa de cana cultivada em sua área total. Dos 8,60 mil hectares do município, 8 mil foram dedicados à cultura – 98,12% do território total.

No ranking de maiores produtores, a cidade paulista ficou em 339º lugar, com 675 mil toneladas de cana cultivadas. Mesmo mantendo o volume de 2019, Areiópolis caiu 27 posições entre os dois anos. Já o rendimento ficou novamente acima da média nacional, com 84,44 kg/ha.

Em seguida, outras três cidades do estado de São Paulo contaram com uma grande porcentagem de seu território dedicado à cana: Santa Lúcia (89,59%) ficou na 226ª colocação no ranking com uma produção de 1,03 milhão de toneladas; Jaboticabal (81,45%), na 8ª posição com 5,17 milhões de toneladas; e Ipaussu (80,36%), que produziu 1,33 milhão de toneladas e ficou em 175º lugar.

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Além disso, 13 cidades registraram que entre 70% e 80% de sua área total foi dedicada ao cultivo de cana-de-açúcar. Outras 39 ocuparam entre 60% e 70% com a cultura e 54 municípios ficaram entre 60% e 50%. Mais de 800 cidades possuem canaviais em entre 1% e 50% de seus territórios, enquanto 2,31 mil contam com menos de 1%.

Concentração de cana por estado

Em 2020, São Paulo se manteve como o maior estado produtor de cana-de-açúcar no Brasil, com cultivo de 431,53 milhões de toneladas, aumento de 1,4% ante os 425,62 milhões de toneladas vistos em 2019.

O estado foi responsável por 57% de toda a cana colhida em 2020 em uma área de 5,51 milhões de hectares, com um rendimento médio de 78,29 toneladas por hectare. Mesmo sendo um dos melhores resultados da lista, houve uma queda de 1,6% no rendimento do estado em uma comparação anual.

Já Minas Gerais aumentou sua produção em 7,4% entre os dois últimos anos, com 78,38 milhões de toneladas, sendo responsável por 10,4% do total nacional. Colhendo em uma área total de 1 milhão de hectares, o rendimento do estado chegou a 77,99 t/ha em 2020, 0,8% acima do registrado um ano antes.

Goiás, que foi o segundo maior estado produtor em 2019, agora aparece em terceiro lugar, contabilizando 76,48 milhões de toneladas em 2020, com um crescimento de 1,6% em sua produção. Em uma área de 937,62 mil hectares, Goiás teve um rendimento maior do que São Paulo e Minas Gerais, somando 81,57 t/ha, acréscimo de 2,6% ante a média vista em 2019.

Em seguida, Mato Grosso do Sul e Paraná registraram quedas em suas produções, com 47,9 milhões e 40,31 milhões de toneladas, respectivamente. Já o sexto maior estado produtor, Mato Grosso, contabilizou 20,81 milhões de toneladas de cana cultivada, um resultado 10,8% menor que o registrado no ano anterior.

Os dez principais estados somam 97,3% de toda a cana-de-açúcar produzida no país, ou 736,65 milhões de toneladas. Tudo isso em uma área de 9,66 milhões de hectares e com rendimento médio de 70,18 t/ha.

O aumento anual mais significativo foi registrado por Pernambuco, com 17,5%. O estado produziu 14,83 milhões de toneladas ante as 12,14 milhões de toneladas de 2019.

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O ranking estadual se manteve praticamente intacto considerando as outras unidades da federação. A única alteração foi entre Ceará e Rio Grande do Sul, que trocaram de posição para 19ª e 20ª, respectivamente.

O estado nordestino teve um aumento de 1,5% na sua produção, totalizando 588,1 milhões de toneladas, enquanto o sulista viu sua produção cair 14,4%, fechando em 538,07 milhões de toneladas.

NovaCana DATA

Giully Regina – NovaCana

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