Biosev e Petrobras respondem por 47% dos pedidos na quinzena
Apesar da valorização do dólar e do interesse renovado do Centro-Sul na exportação de etanol, os dados da primeira quinzena de março mostram que algumas empresas no nordeste estão querendo mesmo é a importação de etanol. Entre estas empresas interessadas, uma novidade.
Pela primeira vez, desde março de 2012, quando as informações passaram a ser compiladas, a Petrobras aparece entre as possíveis importadoras. A estatal, que já importa gasolina e diesel pode incluir o combustível renovável na relação dos produtos que compra no exterior.
Apesar da valorização do dólar e do interesse renovado do Centro-Sul na exportação de etanol, os dados da primeira quinzena de março mostram que algumas empresas do nordeste estão querendo mesmo é a importação de etanol. Entre estas empresas interessadas, uma novidade.
Pela primeira vez, desde março de 2012, quando as informações passaram a ser compiladas, a Petrobras aparece entre as possíveis importadoras. A estatal, que já importa gasolina e diesel, pode incluir o combustível renovável na relação dos produtos que compra no exterior.
Nos primeiros 15 dias do mês as empresas brasileiras fizeram pedidos para importar 41,6 milhões de litros. Os destinos majoritários dos pedidos de compra do etanol estrangeiro foram portos do nordeste brasileiro e, juntas, Biosev e Petrobras foram responsáveis por quase metade das solicitações.
Empresas
De acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por liberar os pedidos de importação, 12 empresas registraram interesse na primeira quinzena de março.
A Biosev, como verificado em fevereiro, foi a principal solicitante. Na quinzena a empresa recebeu a liberação para importar 9,904 milhões de litros, respondendo por 23,7% da demanda do período.
A Petrobras foi a segunda principal interessada, com autorização para importar 9,893 milhões de litros, equivalente a 23,7% da procura. O Porto de Suape (PE) foi o destino das duas principais solicitações de importação.
Em seguida, a Central Itumbiara de Bioenergia e Alimentos, usina goiana da BP Biocombustíveis registrou pedidos de 8,909 milhões de litros, 21,4% do interesse, e a Pedro Afonso Açúcar e Energia, usina da Bunge em Tocantins, pediu 6,944 milhões de litros, 16,6% do total.
As distribuidoras Total e Alesat responderam, nessa ordem, por outros 3 milhões (7,2%) e 2,9 milhões (7,1%) de litros. Outras cinco empresas da área química e laboratorial receberam autorização para compra de pequenos volumes.

Portos de entrada
Os principais destinos do interesse de importação na quinzena foram os portos de Suape (PE), São Luís (MA), e Aratu (BA) que foram liberados a receber, respectivamente, 19,7 milhões de litros (47,5%), 12,9 milhões de litros (31%) e 8,9 milhões de litros (21,4%).

Acumulado do ano
No acumulado de 2015, até a primeira quinzena de março, os pedidos de importação de etanol somam 130,4 milhões de litros. O volume é menor do que a metade da demanda registrada no ano passado, em períodos aproximados.
Em 2014, quando não existia a informação dos dados quinzenalmente, até fevereiro a demanda acumulada no ano era de 271,3 milhões de litros. Já ao final de março chegava a 321,9 milhões de litros.
Os dados completos sobre as empresas que estão buscando a importação de etanol podem ser acessados aqui.
Amanda SchArr – NovaCana