Condições climáticas extremas enfrentadas pela Índia sinalizam que o país poderá ampliar a demanda por importações de etanol dos Estados Unidos e do Brasil
Condições climáticas extremas enfrentadas pela Índia sinalizam que o país poderá ampliar a demanda por importações de etanol dos Estados Unidos e do Brasil. O país asiático revisou para baixo a expectativa de chuvas para o período das monções deste ano, e já conta com a possibilidade de seca em 2015, o que pode afetar culturas agrícolas.
Veja a seguir as informações adicionais de agentes do mercado e fontes ligadas à indústria indiana.
Condições climáticas extremas enfrentadas pela Índia sinalizam que o país poderá ampliar a demanda por importações de etanol dos Estados Unidos e do Brasil. O país asiático revisou para baixo a expectativa de chuvas para o período das monções deste ano, e já conta com a possibilidade de seca em 2015, o que pode afetar culturas agrícolas.
Uma onda de calor com temperaturas que chegam aos 45°C já matou mais de 2,3 mil pessoas, segundo fontes oficiais. O Departamento Meteorológico da Índia reduziu sua estimativa para as chuvas de monções para 88% em relação à média esperada, ante de uma projeção anterior de 93%. O El Nino é apontado como o principal causador dessa revisão.
O biocombustível estrangeiro seria usado para atender o mandato indiano de E5, gasolina com 5% de etanol. O país produz cerca de 2,1 bilhões de litros de etanol; 75% são utilizados nas indústrias alimentícia e de bebidas.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) aponta que as chuvas das monções abaixo do esperado têm impacto negativo na produção agrícola e cria pressão inflacionária, particularmente no cultivo de alimentos. Uma fonte do mercado asiático destaca que, com a importação o país poderia destinar a produção doméstica de etanol para uso industrial.
Fontes ligadas à indústria da Índia decidiram conferir os níveis de suprimentos de etanol do Brasil, devido à previsão de maiores volumes de produção, e dos Estados Unidos, devido à diminuição da demanda por parte dos norte-americanos – a partir da nova proposta para o uso de combustíveis renováveis no mercado norte-americano, que reduziu a meta do etanol de milho.
Segundo estes agentes ligados à indústria asiática, existe a possibilidade de que os preços do etanol dos Estados Unidos sejam ainda mais pressionados e que haja redução nos custos de importação para a região.
Recentemente a Índia não figura entre os principais destinos do produto brasileiro. O último envio foi em 2013, quando o Brasil exportou 25,8 milhões de litros para o mercado indiano.
NovaCana
com informações da Platts e Agrimoney