Financeiro

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Grandes bioenergéticas têm margem Ebitda maior que média de mil empresas

Companhias do segmento registraram melhora anual no desempenho médio em três dos seis indicadores financeiros analisados


NovaCana - Publicado: 12 Dez 2024 - 08:41

Apesar dos números positivos para as sucroenergéticas durante a safra 2023/24, os resultados financeiros referentes a 2023 foram desfavoráveis para as grandes companhias de bioenergia. Os números fazem parte de um levantamento anual feito pelo Valor Econômico com as mil empresas do país de maior receita líquida.

Em uma amostra de 48 bioenergéticas, as receitas e os lucros caíram, além das dívidas terem aumentado, conforme o recorte realizado pelo NovaCana em reportagem exclusiva. Já no comparativo entre este setor e outros 28 segmentos econômicos, os resultados foram mistos.

A partir dos dados apresentados na publicação Valor 1000, é possível calcular alguns critérios econômico-financeiros e o crescimento das companhias. Com a média das amostras de cada setor também é factível contrastar os 29 segmentos considerados pelo levantamento.

O NovaCana já compilou indicadores das dez melhores bioenergéticas, levando em conta os seis critérios da publicação, além de trazer os números das 48 maiores empresas do setor em 2023.

Entre seis aspectos financeiros que puderam ter suas médias calculadas pelo NovaCana, as bioenergéticas apresentaram queda anual em receita líquida (-17,6%), giro de ativo (-18,9%) e rentabilidade patrimonial (-14,8%). Já os aumentos foram nos quesitos de margem Ebitda (+17,5%), liquidez corrente (+9,4) e margem da atividade (+8,6%).

Além disso, a média do setor ficou acima da nacional em quatro dos seis critérios: margem Ebitda, liquidez corrente, giro de ativo e rentabilidade patrimonial. Em margem da atividade, ocorreu um empate.

As bioenergéticas que fizeram parte da análise de 2023 são (em ordem alfabética): Adecoagro Brasil, Atvos Agroindustrial, Balbo, Batatais, Bazan, Be8, Bevap, Binatural, Bionergética Aroeira, BP Bunge, Caeté, Cerradão, Cerradinho, Clealco, CMAA, Cocal, Colombo Agroindústria, Copersucar, Coprodia, Coruripe, Da Mata, Pedra Agroindustrial, Delta Sucroenergia, FS, Fuga, Inpasa Agroindustrial, Ipiranga Agroindustrial, Jalles Machado, Lincoln Junqueira, Lins, Melhoramentos Norte do Paraná, Nardini, Oleoplan, Olfar, Olho D'Água, Potencial Biodiesel, Santa Adélia, Santa Fé, Santa Isabel, São Domingos, São Manoel, São Martinho, Tereos Açúcar & Energia, Uisa, USJ, Vale do Verdão, Viterra Bioenergia e Zilor

Dentre os setores listados, o de bioenergia é o quinto com maior número de empresas representantes, com cinco companhias a mais do que em 2022, subindo cinco posições.

Também com cinco companhias a mais no comparativo anual, o setor de comércio varejista segue sendo o com o maior número de empresas dentre as mil maiores do país, totalizando 99. Em seguida, o agronegócio aparece com 90 empresas, duas a menos do que no ano anterior.

O terceiro lugar ficou com transportes e logística, com ampliação de somente uma empresa no mesmo comparativo. Em 2023, a publicação acrescentou um setor à lista, o de serviços financeiros, somando 29.

Confira na reportagem completa (somente para assinantes) gráficos e análises sobre os seguintes indicadores:

- Receita líquida

- Margem Ebitda

- Margem da atividade

- Liquidez corrente

- Giro de ativo

- Rentabilidade patrimonial


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