Pressões inflacionárias em maquinários e insumos; preços baixos e menor consumo de etanol; e queimadas foram alguns dos fatores que influenciaram negativamente as usinas sucroenergéticas em 2023.
Neste cenário desafiador, a São Martinho foi a empresa que demostrou mais resiliência, voltando a liderar o ranking do Valor 1000 que traz as dez melhores no setor de bioenergia. O grupo comanda quatro usinas, sendo três localizadas em São Paulo e uma em Goiás.
O levantamento destaca as melhores companhias de diferentes setores. O desempenho é calculado a partir de seis critérios, com pesos diferentes de acordo com sua relevância, representando 70% da nota. Os outros 30% são referentes a ações nas áreas ambiental, social e de governança (ESG na sigla em inglês) pelas maiores empresas em faturamento; a análise é restrita às três com as maiores notas em seis parâmetros.
A avaliação feita pelo Valor Econômico é resultado de uma parceria entre o Centro de Estudos em Finanças, da Fundação Getúlio Vargas, e o Serasa Experian.
A campeã fez 80,1 pontos, ficando 8,4 pontos acima dos 71,7 pontos registrados pela BP Bunge no ano anterior, quando a joint venture foi a primeira colocada. Por sua vez, a empresa – rebatizada no começo de outubro para BP Bioenergy após uma aquisição – teve uma queda sensível na sua pontuação, para 40,8 pontos, passando a ocupar a oitava posição no ranking.
Dentre as dez melhores companhias de bioenergia, seis se mantiveram no ranking entre 2022 e 2023: São Martinho, Delta Sucroenergia, Santa Isabel, Inpasa, BP Bunge e Colombo Agroindustrial. As empresas Da Pedra, Adecoagro, FS e Olfar saíram, possibilitando a entrada de Lincoln Junqueira, Ipiranga Agroindustrial, Zilor e Tereos Açúcar e Energia.
A reportagem restrita aos assinantes do NovaCana apresenta detalhes do ranking e a listagem completa.
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