Das mil empresas brasileiras com as maiores receitas líquidas em 2023, 48 delas pertencem ao setor de bioenergia. O levantamento foi feito pela publicação Valor 1000 e inclui sucroenergéticas, usinas de etanol de milho e de biodiesel.
Com isso, o ranking mais recente apresentou cinco empresas a mais do que no ano anterior, quando 43 bioenergéticas estavam na lista. Em contrapartida, considerando quatro dos critérios que a publicação analisa – receita líquida, lucro líquido, Ebitda e endividamento oneroso – o setor de bioenergia teve queda nos três primeiros e aumento no último, demostrando um desempenho inferior ante 2022.
Na média simples do grupo de 48 empresas, houve uma redução de 17,6% na receita líquida entre 2022 e 2023, saindo de R$ 5 bilhões para R$ 4,13 bilhões. Vale destacar que o NovaCana atualizou os dados de 2022 com base nas variações divulgadas na pesquisa mais recente.
Onze empresas listadas tiveram queda no indicador, segundo a análise do Valor Econômico, variando entre baixas de 0,8% a 29,5%. Além disso, as companhias Lincoln Junqueira e Bevap não tiveram o dado de variação divulgado pela publicação.
De qualquer modo, apenas uma queda homérica tiraria a primeira colocação da Copersucar, que ocupa esta posição desde o início da série histórica, em 2011. Em 2023, a companhia permaneceu na dianteira com mais de R$ 40 bilhões de vantagem ante o segundo lugar.
A empresa, responsável por comercializar a produção de mais de 30 usinas, obteve ganhos líquidos de R$ 54,08 bilhões no ano, conforme apuração do Valor. Ainda assim, sofreu uma queda anual de 22,9%.
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