Os bons números das empresas brasileiras de bioenergia em 2022 se refletiram nos seus resultados financeiros e, por consequência, no levantamento anual feito pelo Valor Econômico com as mil empresas do país com as maiores receitas líquidas.
Em uma amostra de 43 bioenergéticas, as receitas e os lucros cresceram, além das dívidas terem caído, conforme foi possível concluir pelo recorte realizado pelo NovaCana em reportagem exclusiva. Além disso, no comparativo entre este setor e outros 27 segmentos econômicos, o cenário também é benéfico.
A partir dos dados apresentados na publicação Valor 1000, compilada pelo jornal, é possível observar critérios econômico-financeiros e o crescimento das companhias. Com a média das amostras de cada setor também é factível contrastar os 28 segmentos considerados pelo levantamento.
O NovaCana já compilou indicadores das dez melhores bioenergéticas, levando em conta os seis critérios da publicação, além de trazer os números das 43 maiores empresas do setor em 2022.
Agora, a reportagem verificou que o desempenho médio do setor de bioenergia, em comparação com os outros segmentos da economia destacados na publicação, teve uma melhoria entre 2021 e 2022.
Entre seis aspectos financeiros que puderam ter suas médias calculadas pelo NovaCana, as bioenergéticas apresentaram queda anual em rentabilidade patrimonial (-22%) e margem da atividade (-6%). Já os aumentos aconteceram nos quesitos liquidez corrente (+10,5%), receita líquida (+9,6%), margem Ebitda (+5,9%) e giro de ativo (+1,3%).
Além disso, a média do setor ficou acima da nacional em quatro dos seis critérios: margem Ebitda, liquidez corrente, giro de ativo e rentabilidade patrimonial.
As bioenergéticas que fizeram parte da análise de 2022 são (em ordem alfabética): Adecoagro Brasil, Atvos, Balbo, Barralcool, Batatais, Bazan, Be8, Binatural, Binatural Bahia, BP Bunge, Caeté, Cerradão, Cerradinho, Clealco, CMAA, Cocal, Colombo, Copersucar, Coprodia, Coruripe, Da Mata, Da Pedra, Delta Sucroenergia, FS, Fuga, Inpasa, Ipiranga, Lincoln Junqueira, Lins, Melhoramentos, Nardini, Oleoplan, Olfar, Olho D'Água, Potencial, Santa Adélia, Santa Fé, Santa Isabel, São Manoel, São Martinho, Tereos Internacional, Viterra e Zilor.
Dentre os setores listados, o de bioenergia é o décimo com maior número de empresas representantes, mantendo a quantidade de 2021, mas caindo uma posição em relação aos outros setores.
Com nove companhias a mais no comparativo anual, o setor de comércio varejista segue sendo o com o maior número de empresas dentre as mil maiores do país, totalizando 94. Em seguida, o agronegócio aparece com 92 empresas, dez a mais do que no ano anterior. O terceiro lugar ficou com transportes e logística, com ampliação de quatro empresas.
Do total, 12 áreas tiveram quedas no número de companhias listadas, oito apresentaram aumentos e oito permaneceram com a quantidade entre um ano e outro.
Confira a reportagem completa no texto exclusivo para assinantes. O conteúdo inclui comparativos e gráficos sobre:
- Receita líquida
- Margem Ebitda
- Margem da atividade
- Liquidez corrente
- Giro de ativo
- Rentabilidade patrimonial
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