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Exportação de açúcar por contêiner: As 50 maiores empresas e resumo do 1º trimestre de 2017

conteiner 230517No primeiro trimestre do ano as exportações em contêiner cresceram 13,85% em relação ao mesmo período em 2016. Em compensação, o volume de açúcar que saiu do país à granel recuou

NovaCana 5 min de leitura

Como maior exportador de açúcar do mundo, o Brasil envia anualmente centenas de navios cheios do produto em direção a vários países. Levada nos porões, a commodity é comumente processada em refinarias depois de chegar ao local de destino. No entanto, nem todos os compradores de açúcar têm a estrutura industrial necessária ou precisam de uma quantidade tão grande do produto.

Nesses casos, a alternativa para o exportador são os contêineres, que não somente atendem demandas menores, como servem para transportar açúcar com maior valor agregado sem correr riscos.

Em um mercado aquecido para o açúcar, a exportação por meio dessa modalidade tem se destacado como opção de negócios para as usinas brasileiras. No ano passado, os contêineres foram responsáveis por transportar 9,8% do açúcar exportado pelo Brasil, um market share superior ao registrado em 2015 (9%). Comparando os volumes, houve um crescimento de 31,61% em relação ao ano anterior.

Agora, em 2017, os números iniciais confirmam a tendência de crescimento.

Enquanto o mercado por contêiner cresceu, o mercado de exportação à granel recuou.

Os detalhes estão apresentados na reportagem a seguir:

- Ranking das 50 empresas que mais exportaram açúcar via contêiner no 1º trimestre de 2017

- Dados e comparativo da exportação de açúcar via contêiner nos primeiros meses do ano

- Principais mercados de destino para a modalidade de exportação no trimestre

- Participação de mercado do açúcar conteinerizado

Como maior exportador de açúcar do mundo, o Brasil envia anualmente centenas de navios cheios do produto em direção a vários países. Levada nos porões, a commodity é comumente processada em refinarias depois de chegar ao local de destino. No entanto, nem todos os compradores de açúcar têm a estrutura industrial necessária ou precisam de uma quantidade tão grande do produto.

Nesses casos, a alternativa para o exportador são os contêineres, que não somente atendem demandas menores como servem para transportar açúcar com maior valor agregado sem correr riscos.

Em um mercado aquecido para o açúcar, a exportação por meio dessa modalidade tem se destacado como opção de negócios para as usinas brasileiras. No ano passado, os contêineres foram responsáveis por transportar 9,8% do açúcar exportado pelo Brasil, um market share superior ao registrado em 2015 (9%). Comparando os volumes, houve um crescimento de 31,61% em relação ao ano anterior.

Agora, em 2017, os números iniciais confirmam a tendência de crescimento. No primeiro trimestre do ano, saíram dos portos brasileiros via contêineres um pouco mais de 591,12 mil toneladas de açúcar – o número representa um crescimento de 13,85% na comparação com igual intervalo de 2016, quando, segundo a agência marítima Williams Brazil, 519,17 mil toneladas foram registradas.

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Embora o número não seja tão expressivo quanto os 20% de aumento registrados em 2016 sobre 2015, os volumes ainda representam um ganho de mercado para a exportação de açúcar conteinerizado no trimestre.

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Em termos de representação no mercado de exportação da commodity, a modalidade por contêiner representou 10,49% de todo o açúcar que saiu do Brasil no primeiro trimestre do ano. No mesmo período de 2016, esse percentual era de 8,2%. Além disso, enquanto o mercado por contêiner cresceu, a exportação à granel recuou cerca de 12% no 1º trimestre de 2017 em uma comparação com o mesmo intervalo de 2016.

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Contudo, o resultado positivo do trimestre se deve especialmente aos números de março. As remessas de janeiro registraram uma participação inferior à 9,6%, que é equivalente à participação da modalidade no total dos últimos 27 meses. Em fevereiro, os envios dessa modalidade representaram 9,9%.

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Já no mês de março, os envios dessa modalidade representaram 15,1% do volume de açúcar levado ao exterior. Dentro de um recorte de 27 meses, esse é o maior índice de participação desde abril de 2015, quando a exportação via contêiner foi responsável por 16,3% das exportações.

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Portos e destinos

O maior volume de açúcar conteinerizado foi escoado pelo Porto de Santos, de onde saíram 544,26 mil toneladas (ou 92% do total). Na sequência, vem o Porto de Suape, com 24,74 mil toneladas (4,1% do total).

Por sua vez, os destinos mais comuns entre janeiro e março permanecem nos continentes africano e asiático. Até março, Myanmar foi o principal comprador do açúcar conteinerizado do Brasil, com 125,55 mil toneladas, ou 20,7% do total. Na sequência estão a África do Sul, com 55,33 mil toneladas (9,36%), e o Togo, com 45,2 mil toneladas (7,6%).

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Ranking

No primeiro trimestre do ano, a Coopersucar foi a companhia líder no ranking de maior volume exportados via contêiner, com um total de 57,58 mil toneladas do adoçante embarcados. Ainda assim, o volume é 44% menor que as 103,74 mil toneladas exportadas pela companhia no mesmo período do ano passado.

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Com 51,64 mil toneladas, a VA&E Trading ocupa o segundo lugar. A companhia, que ocupou a primeira posição na lista do acumulado de 2016, também ficou atrás da Coopersucar no primeiro trimestre do ano passado, quando havia exportado 53,6 mil toneladas.

Outras empresas de destaque nesses embarques incluem a Usina Santa Fé, a Louis Dreyfus do Brasil (controladora da Biosev), a Usina Alta Mogiana e a Raízen Energia.

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Marina Gallucci – NovaCana

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