O NovaCana compilou uma série de gráficos para a compreensão de mais de 30 indicadores da Raízen Energia e destacou os principais highlights do balanço referente ao 3º trimestre da safra 2016/17
Entre os destaques das demonstrações financeiras divulgadas essa semana pela Raízen Energia está a retração de 6,9% na receita operacional líquida da companhia no 3º trimestre da safra 2016/17 em comparação com igual período da temporada anterior. O indicador foi de R$ 3,71 bilhões na safra anterior para R$ 3,47 bilhões no terceiro trimestre da atual temporada.
Na mesma comparação, o custo operacional da companhia retraiu 11%, partindo de R$ 2,73 bilhões na antiga temporada para R$ 2,44 bilhões na atual. Com a maior queda nos custos, o lucro operacional da companhia terminou em um pouco mais de R$ 1 bilhão, resultado 7,78% do que o registrado em igual período da safra 2015/16.
O NovaCana compilou uma série de gráficos para a compreensão de mais de 30 indicadores da maior empresa do setor sucroenergético do Brasil e destacou os principais highlights do balanço referente ao 3º trimestre da safra 2016/17.
Confira a seguir comparativos e a evolução por trimestre e por safra:
- Produtividade
- Produção de etanol
- Produção de açúcar
- ATR
- Nível de mecanização
- Estoques de etanol
- Estoques de açúcar
- Diferenças no teor de açúcar ao longo do ano
- Cogeração: energia vendida, receita e preço médio
- Etanol: volume vendido, receita e preço médio
- Açúcar: volume vendido, receita e preço médio
- Receita operacional
- Composição das vendas
- Destino da produção ao longo da safra: mercado externo e interno
- Evolução financeira
Entre os destaques das demonstrações financeiras divulgadas essa semana pela Raízen Energia está a retração de 6,9% na receita operacional líquida da companhia no 3º trimestre da safra 2016/17 em comparação com igual período da temporada anterior. O indicador foi de R$ 3,71 bilhões na safra anterior para R$ 3,47 bilhões no terceiro trimestre da atual temporada.
Na mesma comparação, o custo operacional da companhia retraiu 11%, partindo de R$ 2,73 bilhões na antiga temporada para R$ 2,44 bilhões na atual. Com a maior queda nos custos, o lucro operacional da companhia terminou em um pouco mais de R$ 1 bilhão, resultado 7,78% do que o registrado em igual período da safra 2015/16.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) do trimestre caiu 0,8%, para R$ 1,165 bilhão. O Ebitda representa a geração operacional de caixa da companhia, ou seja, o quanto a empresa gera de recursos apenas em suas atividades operacionais – sem levar em conta os efeitos financeiros de impostos.
Quanto maior o volume de recursos gerados na atividade da empresa, melhor a flexibilidade da empresa quando a alocação de locação de ativos, assim como melhor será sua liquidez.



Já a alavancagem da companhia, no período findo em dezembro de 2016, era de 45%. Quando iniciou a safra, o indicador da companhia era de 39%. O índice corresponde à divisão da dívida líquida (total de empréstimos, subtraído do montante de caixa e equivalente de caixa) pelo capital total, ou seja, pela soma do patrimônio líquido.
O alto grau de alavancagem representa maiores riscos para os investidores, mas também maiores taxas de retorno, pois o resultado fica sensível a qualquer variação na receita bruta.
Principais indicadores
A companhia informou que o processamento de cana no trimestre foi menor do que no mesmo período da safra passada em função do fim antecipado da moagem. No trimestre, a moagem caiu 31,2% na comparação anual, para 11,3 milhões de toneladas. A companhia justifica que a moagem este ano foi finalizada, na maior parte das usinas, mais cedo do que na safra anterior.









Indicadores de vendas
A companhia vendeu no 3º trimestre da safra 1,049 milhão de toneladas de açúcar. O volume é 21% menor do que o processado no mesmo período da safra passada (1,270 milhão de toneladas). De acordo com números calculados pelo NovaCana, no mesmo período, o preço médio de açúcar vendido variou positivamente, com um crescimento de 5,11%, saindo de R$ 1.257 para R$ 1.325 por tonelada.
Os preços melhores, no entanto, não foram suficientes para reverter a queda nas receitas obtidas pela venda de açúcar. As vendas totalizaram, no terceiro trimestre de 2016/17, R$ 1,39 bilhão, frente a R$1,59 bilhão no terceiro trimestre da safra 2015/16.
O montante vendido de etanol no trimestre também recuou. Com uma venda de 980 milhões de litros, o volume representa um recuo de um pouco mais de 6% na quantidade vendida no mesmo período da temporada passada, quando foram comercializados 1,03 bilhão de litros.
Assim como aconteceu com o açúcar, o trimestre representou alta nos preços do biocombustível. O valor médio praticado no 3º trimestre da safra foi 6,62% maior do que no mesmo intervalo da temporada passada. No etanol, isso resultou em um avanço nas receitas, que passaram de R$ 1,862 bilhão para R$ 1,880 bilhão. O número quase chega a 1% de crescimento.
Já a receita líquida obtida através da venda de energia produzida por cogeração, alcançou no trimestre R$ 118,6 milhões. O valor representa uma queda de 29% em relação ao mesmo período da safra do ano anterior.
Isso aconteceu porque, no terceiro trimestre da safra, o volume de vendas atingiu 673 mil MWh, queda de 20,1%. A menor moagem frente ao ano passado e a consequente diminuição na disponibilidade de biomassa contribuíram para o resultado. Além disso, a queda do preço de energia spot segue impactando o preço médio de venda, de acordo com a companhia – que foi de R$ 176/MWh no período (-11,2% na comparação com mesmo trimestre da safra anterior).




Indicadores de estoques
Com os melhores preços pago pelos produtos produzidos no 3º trimestre de 2016/17, a Raízen viu uma valorização dos seus estoques.
Os estoques de açúcar contabilizados em 31 de dezembro foram avaliados em R$ 1,179 bilhão, um valor 14,9% maior do que o visto no mesmo trimestre de 2015/16. O resultado foi possível mesmo com os estoques estando com volumes 7,5% menores do que no igual trimestre da safra passada. O valor pago por tonelada do produto foi de R$ 941 milhões – 24% maior do que na safra passada.
Já os estoques de etanol que chegaram a níveis 25% mais baixos no 3º trimestre da safra em andamento (em relação com o mesmo período do antigo ciclo). Por outro lado, a avaliação é que o preço pago pelo metro cúbico do etanol no trimestre foi de R$ 1,24 bilhão, uma valorização de 24,9% em relação à safra anterior.


Investimentos
Os investimentos da Raízen Energia totalizaram R$ 456,7 milhões (+31,7%). O principal impacto no Capex decorreu de um maior gasto com manutenção de entressafra, dado que o encerramento da moagem ocorreu mais cedo quando comparado à 2015/16.
Além disso, no balanço divulgado aos investidores, a Raízen destaca que concluiu dois investimentos em expansão de moagem de cana no último trimestre. Um deles foi a expansão da usina Raízen Paraguaçu, em Paraguaçu Paulista (SP), no valor de R$ 25,715 milhões. Outro investimento foi na expansão da usina Raízen Caarapó, em Caarapó (MS), por R$ 93,749 milhões. A empresa também realizou investimentos de melhorias em sua unidade de etanol celulósico no montante de R$ 30,522 milhões.
Expectativa para 2017/18
Ontem, 16 de fevereiro, a Cosan, sócia da Raízen Energia juntamente com a Shell, informou que a companhia sucroenergética poderá elevar a moagem de cana na nova safra 2017/2018 para 63 milhões de toneladas. Já a estimativa mais baixa para nova safra indica que a moagem da Raízen poderia se igualar à da safra 16/17, que se encerra oficialmente em março.
Até o terceiro trimestre da safra em curso, o total de cana processada atingiu 59,4 milhões de toneladas. No início da temporada, a moagem havia sido projetada entre 59 milhões e 61 milhões de toneladas, ante 62,7 milhões em 2015/16, de acordo com a companhia.
A Cosan ainda informou que o volume de açúcar produzido pela Raízen deve ficar entre 4,3 milhões e 4,7 milhões de toneladas na safra 2017/18. A produção de etanol também pode crescer. A empresa projetou um volume produzido do biocombustível entre 2 bilhões e 2,3 bilhões de litros na safra 2017/18.
A companhia não detalhou o que a levou a realizar tais projeções, mas ressaltou que o guidance para 2017/18 é preliminar, podendo sofrer alterações até a conclusão do processo orçamentário da Raízen, uma vez que a safra só começa em abril.
Marina Gallucci – NovaCana