Perspectiva é de que o uso da matéria-prima alternativa possa fazer as usinas brasileiras aproveitarem melhor o atrativo mercado da Califórnia (EUA)
Consultoria Internacional avaliou o futuro do etanol no mercado californiano e aponta que o etanol de melaço reforçará a presença das usinas brasileiras na Califórnia.
O consumo do etanol brasileiro na Califórnia pode ser ampliado com o uso do melaço como matéria-prima. A afirmativa é da consultoria IFC Internacional, em estudo que projeta os cenários necessários ao cumprimento da lei californiana para combustíveis, o Low Carbon Fuel Satandard (LCFS).
A análise considera a potencial redução da intensidade de carbono do etanol com o aproveitamento do subproduto do refino do açúcar. Isso porque o Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia (CARB, na sigla em inglês) já recomendou classificações para etanol de melaço em que a pegada de carbono relacionada ao uso indireto da terra (ILUC, na sigla em inglês), resulta em emissões muito menores, o que pode vir a tornar esses combustíveis mais competitivos e valorizados no mercado californiano.
"O consumo de etanol de cana do Brasil provavelmente será reforçado com a recente recomendação da equipe do CARB para que um caminho de etanol de melaço seja aprovado para o cumprimento LCFS", avalia a consultoria.
O texto se refere à recomendação para liberar a classificação à empresa Pantaleon Sugar Holdings, da Guatamela, e sugere que as produtoras brasileiras também poderiam se beneficiar com o uso da matéria-prima alternativa. Na época da publicação do estudo, em junho de 2013, ainda não era pública a solicitação da Raízen ao CARB para o etanol de melaço da usina Costa Pinto.
Devido à demanda por biocombustíveis de baixo carbono, o IFC vê a possibilidade de que fábricas de etanol, do Brasil e de países que compõe a Iniciativa da Bacia do Caribe (CBI), possam "implementar capacidades de produção semelhantes para reduzir a intensidade de carbono de suas ofertas de produtos".
Até o momento, nenhuma das quatro solicitações conhecidas de fabricantes de etanol de melaço recebeu o aval definitivo do CARB.
Amanda SchArr – NovaCana
| Veja também: - Raízen quer emplacar etanol de melaço, mas Odebrecht contesta |
A análise considera a potencial redução da intensidade de carbono do etanol com o aproveitamento do subproduto do refino do açúcar. Isso porque o Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia (CARB, na sigla em inglês) já recomendou classificações para etanol de melaço em que a pegada de carbono relacionada ao uso indireto da terra (ILUC, na sigla em inglês), resulta em emissões muito menores, o que pode vir a tornar esses combustíveis mais competitivos e valorizados no mercado californiano.
"O consumo de etanol de cana do Brasil provavelmente será reforçado com a recente recomendação da equipe do CARB para que um caminho de etanol de melaço seja aprovado para o cumprimento LCFS", avalia a consultoria.
O texto se refere à recomendação para liberar a classificação à empresa Pantaleon Sugar Holdings, da Guatamela, e sugere que as produtoras brasileiras também poderiam se beneficiar com o uso da matéria-prima alternativa. Na época da publicação do estudo, em junho de 2013, ainda não era pública a solicitação da Raízen ao CARB para o etanol de melaço da usina Costa Pinto.
Devido à demanda por biocombustíveis de baixo carbono, o IFC vê a possibilidade de que fábricas de etanol, do Brasil e de países que compõe a Iniciativa da Bacia do Caribe (CBI), possam "implementar capacidades de produção semelhantes para reduzir a intensidade de carbono de suas ofertas de produtos".
Até o momento, nenhuma das quatro solicitações conhecidas de fabricantes de etanol de melaço recebeu o aval definitivo do CARB.
Amanda SchArr – NovaCana