Maiores empresas, principais destinos e portos — o volume de açúcar exportado por contêineres cresceu 31,61% em 2016 na comparação com o ano anterior, chegando a 2,86 milhões de toneladas
Em um mercado aquecido para o açúcar, até mesmo a exportação por meio de contêineres, tem se destacado como opção de negócios para as usinas brasileiras. A chamada conteneirização é a modalidade preferida por compradores que não têm refinarias – e que, por sua vez, optam pelo açúcar cristal ou refinado – ou precisam de uma quantidade pequena do produto bruto. Em 2016, ela foi responsável por 9,8% do açúcar exportado pelo Brasil, um market share superior ao registrado em 2015 (9%).
Em volume, essas exportações representaram 2,86 milhões de toneladas. Desse total, quase 60% foi enviado por apenas 10 empresas.
Saiba mais:
- Ranking das 50 empresas que mais exportaram açúcar via contêiner em 2016
- Comparação volumétrica das exportações empresariais com resultados de 2015
- Volumes embarcados por período
- Participação de mercado do açúcar conteneirizado
- Principais portos de saída
- Principais mercados de destino

Em um mercado aquecido para o açúcar, até mesmo a exportação por meio de contêineres, tem se destacado como opção de negócios para as usinas brasileiras. A chamada conteneirização é a modalidade preferida por compradores que não têm refinarias – e que, por sua vez, optam pelo açúcar cristal ou refinado – ou precisam de uma quantidade pequena do produto bruto. Em 2016, ela foi responsável por 9,8% do açúcar exportado pelo Brasil, um market share superior ao registrado em 2015 (9%).
As informações são da agência marítima Williams Brasil e os dados completos estão disponíveis no NovaCana DATA.
Em volume, essas exportações representaram 2,86 milhões de toneladas. Desse total, quase 60% foi enviado por apenas 10 empresas: VA&E Trading do Brasil, Copersucar, Usina Santa Fé, Raízen Energia, Sucden do Brasil, Usina Alta Mogiana, Nardini Agroindustrial, ED&F Man Brasil, Louis Dreyfus Commodities Brasil e Biosev Bioenergia. Considerando que as duas últimas listadas fazem parte de um mesmo grupo empresarial, o mercado de exportação por contêiner se torna ainda mais concentrado.
Também é preciso observar que a empresa líder dessa relação, a VA&E, ocupava a nona posição no ranking de 2015 e registrou um crescimento de 338,2% no volume anual exportado. A trader ultrapassou a Copersucar no terceiro trimestre do ano passado e, aproximadamente no mesmo período, já procurava parcerias para ampliar seus negócios no Brasil. A estratégia envolve a atuação como intermediária na relação entre usina e fornecedores com a garantia de comercialização da produção.
Outra companhia de destaque no ranking é a Usina Alta Mogiana, que ampliou suas exportações via contêineres em 226,6%, indo de 43,5 mil para 141,9 mil toneladas de açúcar conteneirizado.

Perfil das exportações
Assim como ocorre com as exportações de açúcar de maneira geral, a maior parte das 2,86 milhões de toneladas enviadas via contêiner – 2,72 milhões (ou 95,1%) – saiu do Brasil por Santos (SP). O valor indica um aumento na participação relativa do porto, que representava 90% dos envios em 2015, com 1,96 milhões de toneladas.
Outros portos de destaque foram Paranaguá (PR), com 80,3 mil toneladas, e Suape (PE), com 38,74 mil toneladas de açúcar. O porto pernambucano, aliás, apostou no açúcar conteneirizado e, em novembro, inaugurou um terminal para envio de açúcar branco via contêiner, que está credenciado na Bolsa de Londres. Assim, aproximadamente 47% dos envios realizados pelo porto (18,23 mil toneladas) ficaram concentrados nos últimos dois meses do ano. Desse modo, a expectativa é apresentar um resultado mais significativo em 2017.

Ainda que os pontos de partida do Brasil estejam concentrados, os destinos são bem variados. A maior parte do volume total foi para países da Ásia, que compraram 1,31 milhões de toneladas de açúcar enviado por essa modalidade de transporte. Já a África – que possuía a liderança em 2015 – ficou em segundo lugar, com 1,20 milhões de toneladas, um número estável na comparação com o ano anterior.
O crescimento da participação asiática não é uma surpresa para o setor – e a expectativa é que ele continue em 2017. O principal motivo é a diminuição na produção local, que registrou queda nas duas últimas safras e deve ter uma recuperação apenas parcial em 2017/18. Com os estoques locais ainda prejudicados, as importações devem se manter ou até mesmo crescer.
Assim, em 2016, o campeão de importações de açúcar brasileiro via contêiner foi o Iêmen, com 509,6 mil toneladas. Na sequência estão Myanmar (349,3 mil), Sri Lanka (329,8 mil), Angola (166,3 mil) e Gâmbia (128,3 mil). Alguns dos mais tradicionais importadores do açúcar brasileiro também estão na lista, mas com volumes menores, como é o caso de Estados Unidos (104,1 mil) e China (13,3 mil).
No NovaCana DATA é possível saber mais detalhes sobre as exportações brasileiras de açúcar via contêiner, incluindo a relação completa das empresas exportadoras, a evolução dos envios de cada porto e o acompanhamento dos montantes destinados para cada país de destino, além da relação entre destinos e companhias.
Renata Bossle – NovaCana