Sucroenergética pretende captar até R$ 360 milhões com os títulos, que serão vinculados a debêntures
Em relatório disponibilizado no último dia 2, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings avaliou os novos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) da Colombo Agroindústria. Segundo o documento, a emissão será de R$ 300 milhões, com possibilidade de lote adicional de R$ 60 milhões.
Os títulos, que serão lastreados por debêntures do grupo, receberam a nota AA+ em escala nacional. Conforme definição apresentada pela agência, esta classificação indica que a capacidade do devedor de honrar seus compromissos financeiros é “muito forte”.
“O rating da operação é amparado por nossa opinião de crédito sobre a debênture, a qual, por sua vez, resulta da qualidade de crédito da Colombo como devedora das obrigações assumidas em relação ao título”, aponta o relatório assinado pelo analista Vinicius Cabreira.
A classificação, entretanto, é considerada preliminar. “A atribuição do rating final depende de a S&P Global Ratings receber uma opinião legal e a documentação final da transação. Quaisquer informações subsequentes poderão resultar na atribuição de um rating final diferente do preliminar”, reforça.
Ainda segundo o documento, o pagamento dos juros dos CRAs será semestral. Os valores serão definidos após o processo de “bookbuilding”, que é quando o coordenador da oferta e os investidores fazem uma avaliação da demanda de seus ativos no mercado. Mesmo assim, eles estarão limitados pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acrescida de até 4,5% ao ano, e pelo Tesouro IPCA+ 2026 (Notas do Tesouro Nacional com vencimento em 2026), acrescido de até 1,55% ao ano.
Por sua vez, o pagamento do valor principal dos títulos será feito em duas parcelas anuais em 2026 e 2027.
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Em relatório disponibilizado no último dia 2, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings avaliou os novos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) da Colombo Agroindústria. Segundo o documento, a emissão será de R$ 300 milhões, com possibilidade de lote adicional de R$ 60 milhões.
Os títulos, que serão lastreados por debêntures do grupo, receberam a nota AA+ em escala nacional. Conforme definição apresentada pela agência, esta classificação indica que a capacidade do devedor de honrar seus compromissos financeiros é “muito forte”.
“O rating da operação é amparado por nossa opinião de crédito sobre a debênture, a qual, por sua vez, resulta da qualidade de crédito da Colombo como devedora das obrigações assumidas com relação ao título”, aponta o relatório assinado pelo analista Vinicius Cabreira.
A classificação, entretanto, é considerada preliminar. “A atribuição do rating final depende de a S&P Global Ratings receber uma opinião legal e a documentação final da transação. Quaisquer informações subsequentes poderão resultar na atribuição de um rating final diferente do preliminar”, reforça.
Ainda segundo o documento, o pagamento dos juros dos CRAs será semestral. Os valores serão definidos após o processo de “bookbuilding”, que é quando o coordenador da oferta e os investidores fazem uma avaliação da demanda de seus ativos no mercado. Mesmo assim, eles estarão limitados pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acrescida de até 4,5% ao ano, e pelo Tesouro IPCA+ 2026 (Notas do Tesouro Nacional com vencimento em 2026), acrescido de até 1,55% ao ano.
Por sua vez, o pagamento do valor principal dos títulos será feito em duas parcelas anuais em 2026 e 2027.
Qualidade de crédito
Para a análise, a S&P considerou as debêntures da Colombo, que têm a sucroenergética como fonte pagadora dos fluxos de caixa. Assim, a classificação leva em conta a qualidade do crédito da companhia, tanto em relação a instrumentos financeiros quanto a questões estruturais.
Segundo o documento, foi avaliada a possibilidade de insuficiência de recursos para o pagamento dos juros e do valor principal dos certificados. “O risco foi mitigado porque a Colombo é obrigada a arcar com o pagamento de todas as despesas da transação e com o de eventuais impostos que possam incidir sobre a debênture”, afirma.
Também de acordo com o texto, a transação não está exposta aos riscos de descasamento de taxas de juros e de carregamento negativo porque a taxação e o cronograma de amortização das debêntures e dos CRAs coincidem.
A S&P ainda acredita que a operação não possui um participante que possa afetar o desempenho da carteira. “Consideramos que todos desempenham funções administrativas. Desta forma, não avaliamos os riscos de severidade, portabilidade e ruptura dos participantes”, justifica e completa: “A Colombo, devedora da debênture que lastreia a operação, atuaria ativamente para mitigar os riscos no caso de uma deterioração na qualidade de crédito de alguma contraparte”.
Por fim, o relatório aponta que a estrutura da emissão dos CRAs e a do emissor atendem aos critérios da S&P Global Ratings sob um ponto de vista legal. Isso envolve questões de transferências de ativos e o isolamento da insolvência dos participantes, incluindo o caso da falência de uma sociedade de propósito específico de múltiplo uso.
Renata Bossle – NovaCana