Em seu balanço referente ao ano fiscal de 2016, a destilaria Alcoeste, de Fernandópolis (SP), registrou lucro de R$ 23,9 milhões. Esse é o primeiro resultado positivo, após dois anos de prejuízos
Em seu balanço referente ao ano fiscal de 2016 (encerrado em 31 de dezembro), a destilaria Alcoeste, de Fernandópolis (SP), registrou lucro de R$ 23,9 milhões. Esse é o primeiro resultado positivo, após dois anos de prejuízos, além de apontar um incremento significativo nos ganhos anuais da companhia.
Veja a seguir os detalhes do último balanço, como endividamento, formação de receita e o resultado dos últimos cinco anos da companhia.
Em seu balanço referente ao ano fiscal de 2016 (encerrado em 31 de dezembro), a destilaria Alcoeste registrou lucro de R$ 23,9 milhões. Esse é o primeiro resultado positivo, após dois anos de prejuízos, além de apontar um incremento significativo nos ganhos anuais da companhia.

A usina, localizada em Fernandópolis (SP), alcançou esse resultado, em grande parte, por meio do aumento das receitas brutas, que chegaram a um valor 31% maior na comparação entre 2016 e 2015. A destilaria, que faz parte do Grupo Arakaki, tem autorização da ANP para produzir até 420 mil litros de anidro e 500 mil litros de hidratado por dia.
Com isso, o indicador de receita bruta da companhia foi de R$ 315,56 milhões no ano passado ante R$ 240,41 milhões no período anterior.

Para a formação da receita, a companhia apostou principalmente na venda de produtos no mercado interno, que arrecadou R$ 299,03 milhões – um acréscimo de 34,7% em relação aos R$ 222 milhões vistos em 2015.

Endividamento
Em 31 de dezembro de 2016, as dívidas da empresa somavam R$ 270,58 milhões, um valor 9,52% maior do que os R$ 247,05 milhões registrados ao final de 2015.
Do montante atual, R$ 79,79 milhões são empréstimos ou financiamentos com vencimento previsto em um ano, ou seja, ao longo de 2017. As dívidas de curto prazo diminuíram em pouco mais de 26% em relação ao ano anterior.
Já as dívidas com prazo superior a um ano aumentaram em 37,47%. Os débitos dessa natureza somam R$ 190,79 milhões e representam 70% do endividamento da companhia com empréstimos e financiamentos.

Um fator que pode explicar a diminuição das dívidas de curto prazo e o aumento das de longo prazo é a maior captação de recursos por meio de empréstimos e financiamentos realizada pela companhia, acompanhada por um crescimento na amortização do saldo devedor.
Na comparação com o ano anterior, a Alcoeste captou mais dinheiro (R$ 142,08 milhões ante R$ 98,46 milhões). A amortização das dívidas com empréstimos e financiamentos também foi maior (R$ 119,49 milhões ante R$ 90,9 milhões).

Marina Gallucci – NovaCana