Papéis serão lastreados por Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs)
A Copersucar deve realizar uma captação de recursos de até R$ 500 milhões por meio da emissão de certificados a serem negociados no mercado de capitais. A proposta envolve Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) – instrumentos financeiros usados em negócios entre produtores rurais e cooperativas – que servirão de lastro para os títulos de renda fixa Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
A decisão foi tomada por unanimidade na reunião do conselho de administração da empresa realizada em 22 de fevereiro. A ata, por sua vez, foi publicada no Diário Oficial de São Paulo em 18 de maio.
De acordo com o documento, o equivalente a R$ 400 milhões será distribuído pelos bancos coordenadores da emissão, enquanto os R$ 100 milhões restantes ficarão a cargo da Isec Securitizadora. O prazo de vigência dos papéis é estimado em sete anos.
Os investidores, por sua vez, devem receber juros remuneratórios semestralmente. Saiba mais no texto completo (exclusivo para assinantes).
A Copersucar deve realizar uma captação de recursos de até R$ 500 milhões por meio da emissão de certificados a serem negociados no mercado de capitais. A proposta envolve Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) – instrumentos financeiros usados em negócios entre produtores rurais e cooperativas – que servirão de lastro para os títulos de renda fixa Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).
A decisão foi tomada por unanimidade na reunião do conselho de administração da empresa realizada em 22 de fevereiro. A ata, por sua vez, foi publicada no Diário Oficial de São Paulo em 18 de maio.
De acordo com o documento, o equivalente a R$ 400 milhões será distribuído pelos bancos coordenadores da emissão, enquanto os R$ 100 milhões restantes ficarão a cargo da Isec Securitizadora. O prazo de vigência dos papéis é estimado em sete anos.
Os investidores, por sua vez, devem receber juros remuneratórios semestralmente. O cálculo será feito a partir do valor do título principal atualizado, sendo considerada a maior taxa entre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acrescido de 4,5% ao ano e a Nota do Tesouro Nacional tipo B (NTN-B) 2028 acrescida de 1,42% ao ano.
Ainda de acordo com a ata da reunião, o CDCA terá garantia fidejussória – ou seja, um comprometimento da própria cooperativa envolvendo seu patrimônio – e garantia real, na forma de cessão de direitos de titularidade da companhia.
Em relação a esta segunda, o conselho de administração decidiu que serão oferecidas as obrigações decorrentes da Cédula de Produto Rural a ser emitida em favor da companhia pela Cooperativa de Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo, subsidiária da Copersucar. “Durante toda a operação, os direitos creditórios cedidos fiduciariamente no âmbito de tal contrato deverão respeitar uma razão de garantia em relação ao valor de resgate do CDCA”, complementa a ata.
Em seu balanço financeiro relativo à safra 2019/20, a Copersucar contabilizou duas emissões de CDCAs em seu endividamento. Uma delas, com posição devida de R$ 142,12 milhões em 31 de março de 2020, possui taxa de juros anual pré-fixada de 6,49% (incluindo custos de operação) e vencimentos até 2023. A outra emissão, contabilizada em R$ 2,25 bilhões e com vencimentos até 2025, tem juros pré-fixados e incidência de taxas de Certificado de Depósito Interbancário (CDI), resultando em juros médios anuais de 6,39%.
Renata Bossle – NovaCana