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Colombo Agroindústria lucra R$ 251,59 milhões em 2021/22, queda anual de 37,9%

Resultado da companhia foi pressionado por um aumento anual de 68,9% nos custos de produção após reestruturação do grupo; no mesmo comparativo, receita subiu 21,3%

NovaCana 5 min de leitura

Atualização (21/07, às 09h30): A pedido do grupo Colombo, o NovaCana reforça que os resultados abaixo se referem à Colombo Agroindústria e não à holding que engloba todas as empresas do grupo. Além disso, o título, a linha fina da reportagem e o texto foram alterados após observação de que uma parte significativa do aumento dos custos deriva da reestruturação do grupo.

Em um ano marcado pelo crescimento no lucro das sucroenergéticas, a Colombo Agroindústria – que faz parte do grupo Colombo – contabilizou uma queda em seu resultado líquido. Na safra 2021/22, a companhia obteve ganhos de R$ 251,59 milhões, retração de 37,9% ante os R$ 405,33 milhões vistos na temporada anterior. O resultado também corresponde ao primeiro ciclo completo após a cisão parcial dos ativos de cogeração e propriedade agrícolas.

A divulgação dos resultados, feita pela empresa no jornal Gazeta de São Paulo, acontece quase um ano após a emissão de debêntures “verdes” da Colombo. A série única, no valor de R$ 400 milhões, foi direcionada para investimentos classificados como prioritários pelo Ministério de Minas e Energia (MME), de modo que os papéis trazem benefícios adicionais aos investidores.

Atualmente, a Colombo controla três usinas em São Paulo, possuindo uma capacidade de moagem de até 10,25 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.

Leia mais no texto completo:

- Evolução dos resultados da Colombo
- Formação das receitas e dos custos da companhia
- Relação entre receitas e custos
- Perfil do endividamento bruto

Atualização (21/07, às 09h30): A pedido do grupo Colombo, o NovaCana reforça que os resultados abaixo se referem à Colombo Agroindústria e não à holding que engloba todas as empresas do grupo. Além disso, o título, a linha fina da reportagem e o texto foram alterados após observação de que uma parte significativa do aumento dos custos deriva da reestruturação do grupo.

Em um ano marcado pelo crescimento no lucro das sucroenergéticas, a Colombo Agroindústria – que faz parte do grupo Colombo – contabilizou uma queda em seu resultado líquido. Na safra 2021/22, a companhia obteve ganhos de R$ 251,59 milhões, retração de 37,9% ante os R$ 405,33 milhões vistos na temporada anterior. O resultado também corresponde ao primeiro ciclo completo após a cisão parcial dos ativos de cogeração e propriedade agrícolas.

A divulgação dos resultados, feita pela empresa no jornal Gazeta de São Paulo, acontece quase um ano após a emissão de debêntures “verdes” da Colombo. A série única, no valor de R$ 400 milhões, foi direcionada para investimentos classificados como prioritários pelo Ministério de Minas e Energia (MME), de modo que os papéis trazem benefícios adicionais aos investidores.

Atualmente, a Colombo controla três usinas em São Paulo, possuindo uma capacidade de moagem de até 10,25 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.

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Crescimento nos custos

De acordo com a companhia, a retração no resultado pode ser vista desde a fase operacional, sendo derivada de uma reestruturação do grupo. Em 2021/22, os custos de produção atribuídos especificamente à Colombo Agroindústria cresceram 68,9%, saindo de R$ 1,14 bilhão para R$ 1,93 bilhão.

No período, as áreas que tiveram maior acréscimo de despesas foram: manutenção (+259,9%), CBios (+144,5%), pessoal (+95,3%), serviços prestados (+64,1%), taxas e contribuições (+55,3%) e matéria-prima (+41%).

Ao mesmo tempo, as receitas subiram 21,3%, de R$ 2 bilhões para R$ 2,43 bilhões. Por conta da cisão dos negócios da companhia, a geração de energia elétrica deixou de ser contabilizada em 2021/22.

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Na safra, o produto que mais gerou rendimentos para a empresa foi o etanol, com R$ 1,37 bilhão (+37,1%), seguido de perto pelo açúcar direcionado ao mercado interno, com R$ 1,05 bilhão (+13,6%). Contudo, a maior variação veio com os CBios, que conferiram R$ 43,77 milhões em 2021/22 (+224,8%).

Com isso, os custos com os produtos vendidos representaram cerca de 79,3% da receita líquida obtida em 2021/22. Ainda que este resultado mantenha os números da Colombo no azul, ele representa uma alta de 22,3 pontos percentuais ante os 57% vistos em 2020/21.

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Para a contabilização de seu lucro bruto, a Colombo ainda considera a variação no valor de seu ativo biológico (cana em pé). Em 2021/22, este resultado foi positivo em R$ 188,73 milhões, minimizando o impacto do aumento dos custos.

Desta forma, o lucro bruto da sucroenergética caiu 32,2% em 2021/22, para R$ 692,9 milhões. Na temporada anterior, o valor havia sido recorde, com R$ 1,02 bilhão.

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Perfil da dívida

Segundo os resultados divulgados, a Colombo também ampliou seu endividamento bruto. Em 31 de março de 2022, as dívidas da empresa com empréstimos e financiamentos somavam R$ 1,86 bilhão – alta de 13,4% na comparação anual.

Dentro do valor total, R$ 808,2 milhões correspondem a três empréstimos direcionados a capital de giro; R$ 643,04 milhões são referentes a debêntures; R$ 380,77 milhões são uma emissão de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA); e R$ 31,09 milhões são recursos obtidos via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Apesar do maior valor total, a sucroenergética registrou uma queda de 2,2% na posição das dívidas com vencimento em 12 meses, que totalizavam R$ 444,23 milhões ao final da temporada 2021/22.

Desta forma, o crescimento do endividamento se concentrou nos débitos comprometidos a longo prazo, que alcançaram R$ 1,42 bilhão em 31 de março.

Renata Bossle – NovaCana

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