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Grupo Colombo lucra R$ 405,33 milhões em 2020/21; aumento de 87,1% ante safra anterior

A sucroenergética fez assembleia para discutir a emissão de debêntures no valor de R$ 400 milhões

NovaCana 5 min de leitura

Errata (16/07, às 16h15): Em uma versão anterior, o título desta reportagem trazia o lucro líquido do grupo Colombo na safra 2019/20 como sendo o valor de 2020/21. Além disso, no texto, o nome da usina Santa Albertina estava grafado incorretamente. Ambas as informações já foram corrigidas.

Em janeiro deste ano, os acionistas da Colombo Agroindústria aprovaram a emissão, formalização e operacionalização de debêntures no valor de R$ 360 milhões. Como aponta o edital de convocação publicado no Diário Oficial de São Paulo, eles voltaram a se reunir no começo de julho para discutir sobre uma nova emissão de até R$ 400 milhões.

De acordo com o edital de convocação de assembleia geral extraordinária publicado no Diário Oficial de São Paulo, as debêntures não serão conversíveis em ações, sendo da espécie quirografária, com garantia adicional fidejussória – a companhia assume o compromisso com seu patrimônio. O documento não inclui informações sobre pagamentos e juros remuneratórios.

As emissões vêm em uma boa fase nas finanças da companhia. Como demonstra o balanço financeiro publicado no Diário Oficial de São Paulo, a Colombo Agroindústria registrou um lucro líquido consolidado de R$ 405,33 milhões na safra 2020/21. O valor representa um crescimento de 87,13% ante o ciclo anterior, quando a sucroenergética obteve R$ 216,6 milhões.

Com o controle de três usinas – Ariranha, Palestina e Santa Albertina, todas localizadas em São Paulo – o grupo vem registrando uma trajetória de crescimento desde que o lucro líquido teve sua última queda, na safra de 2017/18, quando a companhia encerrou a temporada com R$ 100,62 milhões.

Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes:

- Resultados líquidos anuais da Colombo Agroindústria
- Relação entre receitas e custos
- Lucro bruto dos últimos anos
- Dívida atual da usina

Errata (16/07, às 16h15): Em uma versão anterior, o título desta reportagem trazia o lucro líquido do grupo Colombo na safra 2019/20 como sendo o valor de 2020/21. Além disso, no texto, o nome da usina Santa Albertina estava grafado incorretamente. Ambas as informações já foram corrigidas.

Em janeiro deste ano, os acionistas da Colombo Agroindústria aprovaram a emissão, formalização e operacionalização de debêntures no valor de R$ 360 milhões. Como aponta o edital de convocação publicado no Diário Oficial de São Paulo, eles voltaram a se reunir no começo de julho para discutir sobre uma nova emissão de até R$ 400 milhões.

De acordo com o edital de convocação de assembleia geral extraordinária publicado no Diário Oficial de São Paulo, as debêntures não serão conversíveis em ações, sendo da espécie quirografária, com garantia adicional fidejussória – a companhia assume o compromisso com seu patrimônio. O documento não inclui informações sobre pagamentos e juros remuneratórios.

As emissões vêm em uma boa fase nas finanças da companhia. Como demonstra o balanço financeiro publicado no Diário Oficial de São Paulo, a Colombo Agroindústria registrou um lucro líquido consolidado de R$ 405,33 milhões na safra 2020/21. O valor representa um crescimento de 87,13% ante o ciclo anterior, quando a sucroenergética obteve R$ 216,6 milhões.

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Com o controle de três usinas – Ariranha, Palestina e Santa Albertina, todas localizadas em São Paulo – o grupo vem registrando uma trajetória de crescimento desde que o lucro líquido teve sua última queda, na safra de 2017/18, quando a companhia encerrou a temporada com R$ 100,62 milhões.

O melhor do desempenho do grupo pode ser observado desde o seu lucro bruto, que cresceu 118,2% ante a última safra, passando de R$ 468,13 milhões para R$ 1,02 bilhão. Embora os últimos três anos tenham registrado variações positivas, a maior até então era de apenas 10,4%, entre 2018/19 e 2019/20.

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Na safra 2020/21, as receitas do grupo subiram, chegando a R$ 1,99 bilhão, um avanço de 22% ante o último ciclo, quando o resultado foi de R$ 1,63 bilhão. Os custos com produtos também aumentaram na última safra, mas a uma taxa menor, tendo uma variação de 5,3% e saindo de R$ 1,07 bilhão em 2019/20 para R$ 1,31 bilhão.

Desta forma, a relação entre custos e as receitas registrou uma melhora, caindo de 65,7% para 56,7% – neste indicador, quanto mais baixo o valor, melhor é o desempenho da sucroenergética. Na safra de 2016/17, o grupo atingiu seu maior resultado dos últimos anos, com 75,02%.

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Ainda segundo os números da Colombo, o valor justo dos ativos biológicos (cana em pé) também obteve números positivos, passando de uma desvalorização de R$ 92,72 milhões para um saldo positivo de R$ 157,82 milhões.

Perfil da dívida

Ao final da safra 2020/21, a Colombo Agroindústria registrou um crescimento de 12,1% no valor de seus empréstimos e financiamentos, de R$ 1,46 bilhão para R$ 1,64 bilhão.

A taxa foi inferior à vista entre os dois anos anteriores, quando o aumento da dívida bruta foi de 91,5% por conta de um processo de restruturação societária, com a incorporação de imóveis rurais da empresa João Colombo Agrícola, além dos demais saldos de ativos e passivos da Usina Colombo.

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Em 31 de março deste ano, o endividamento de curto prazo da Colombo, referente a débitos que vencem em até um ano, era de R$ 454,19 milhões. O montante é 40,6% maior na comparação com os R$ 323,03 milhões de um ano antes.

Já o total dos financiamentos e empréstimos com vencimento em médio e longo prazo aumentou 4%, indo de R$ 1,14 bilhão para R$ 1,88 bilhão.

Lucas Vasconcelos – NovaCana

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