Obras da unidade já estão concluídas e processo para obtenção de autorização junto à ANP está em andamento desde outubro do ano passado
O primeiro trimestre de 2022 veio acompanhado de um lucro líquido de R$ 27,66 milhões para a Caramuru Alimentos. Especificamente, o setor de biocombustíveis foi responsável por um resultado bruto positivo de R$ 90,42 – no período, as vendas de biodiesel geraram uma receita de R$ 590,6 milhões para a empresa.
Em breve, estes resultados contarão também com o desempenho da primeira usina de etanol da Caramuru. Anunciada em 2017, a unidade localizada em Sorriso (MT) utilizará soja como matéria-prima e, segundo o relatório de informações trimestrais da empresa, deve começar a operar ainda no primeiro semestre de 2022.
“Ao final do investimento, a planta deterá capacidade de produção de aproximadamente 10 milhões de litros de etanol por ano. Essa planta será uma das primeiras a produzir etanol de soja em escala comercial no Brasil”, informa a Caramuru.
A princípio, a companhia declarou à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) uma previsão de conclusão para fevereiro de 2020. Porém, a comunicação da conclusão das obras e o início dos trâmites para obtenção de uma autorização para operação foram realizados apenas em outubro de 2021.
No texto completo (exclusivo para assinantes), saiba mais sobre o processo para obtenção de autorização e sobre o financiamento obtido pela Caramuru junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
O primeiro trimestre de 2022 veio acompanhado de um lucro líquido de R$ 27,66 milhões para a Caramuru Alimentos. Especificamente, o setor de biocombustíveis foi responsável por um resultado bruto positivo de R$ 90,42 – no período, as vendas de biodiesel geraram uma receita de R$ 590,6 milhões para a empresa.
Em breve, estes resultados contarão também com o desempenho da primeira usina de etanol da Caramuru. Anunciada em 2017, a unidade localizada em Sorriso (MT) utilizará soja como matéria-prima e, segundo o relatório de informações trimestrais da empresa, deve começar a operar ainda no primeiro semestre de 2022.
“Ao final do investimento, a planta deterá capacidade de produção de aproximadamente 10 milhões de litros de etanol por ano. Essa planta será uma das primeiras a produzir etanol de soja em escala comercial no Brasil”, informa a Caramuru.
A princípio, a companhia declarou à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) uma previsão de conclusão para fevereiro de 2020. Porém, a comunicação da conclusão das obras e o início dos trâmites para obtenção de uma autorização para operação foram realizados apenas em outubro de 2021.
No momento, a atualização mais recente do processo corresponde a um ofício enviado pela ANP em 18 de maio. O documento, que não está disponível para consulta, foi seguido de um e-mail informando que os documentos solicitados devem ser enviados de forma eletrônica, ou seja, a agência ainda precisará analisar mais papéis.
Financiamento com a Finep
Em sua divulgação de resultados, a Caramuru resume o histórico do financiamento obtido em 6 de março de 2017 junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
O projeto aprovado na ocasião era relacionado a inovações no processo para produção simultânea de concentrado proteico SPC, lecitina e etanol de soja. A princípio, o valor previsto para a execução era de R$115,26 mil. Deste montante, a Finep concederia 60%, ou R$ 69,15 mil, a título de financiamento reembolsável. Os 40% restantes, valor correspondente a R$ 46,11 mil, seriam fornecidos pela própria companhia.
“O contrato firmado junto à Finep previa um prazo de 24 meses para a realização do Plano Estratégico de Inovação (PEI)”, relata a empresa, que segue: “No entanto, tiveram atrasos de ordem técnica, que foram prontamente justificados e acatados pela Finep, que prorrogou a execução do projeto”.
Ainda de acordo com a Caramuru, a pandemia de covid-19 levou a novos atrasos na obra. “[Isso ocorreu] justamente nos meses de março e abril de 2020, período que se intensificaria as contratações e a maioria das montagens nas plantas”, explica.
Ainda assim, o projeto foi concluído em agosto de 2021, iniciando com a produção de lecitina no final do mês. Apenas após a aprovação do relatório final, a Finep deve efetuar o desembolso do saldo remanescente do financiamento, de R$ 28,56 mil.
Renata Bossle – NovaCana