Em comparação com números do primeiro trimestre da temporada anterior, banco de investimentos estima maiores receitas para a Cosan e menores para a São Martinho
O primeiro trimestre da safra 2019/20 trouxe uma queda anual de 3% na moagem para as usinas do Centro-Sul, conforme números da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). O resultado foi acompanhado por uma redução de 3,8% na qualidade da matéria-prima e levou a quedas na produção – tanto de açúcar quanto de etanol.
Assim, não surpreende que o banco BTG Pactual tenha projetado uma queda nas receitas do Grupo São Martinho em comparação com o desempenho no período de abril a junho do ano passado. Porém, a estimativa de redução de 17,82% é maior que a diminuição média da produção no Centro-Sul.
Segundo os números apresentados pelo banco, a receita do grupo deve ser de R$ 622,14 milhões, ante os R$ 757 milhões vistos no mesmo período do ano passado. Na comparação com o trimestre anterior, a queda é ainda mais acentuada, chegando a 44,65%.
Em sua prévia de resultados referentes ao primeiro trimestre de 2019/20, o BTG também trouxe suas projeções de Ebitda e resultado líquido para a São Martinho e para a Cosan, empresa controladora da Raízen.
O primeiro trimestre da safra 2019/20 trouxe uma queda anual de 3% na moagem para as usinas do Centro-Sul, conforme números da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). O resultado foi acompanhado por uma redução de 3,8% na qualidade da matéria-prima e levou a quedas na produção – tanto de açúcar quanto de etanol.
Assim, não surpreende que o banco BTG Pactual tenha projetado uma queda nas receitas do Grupo São Martinho em comparação com o desempenho no período de abril a junho do ano passado. Porém, a estimativa de redução de 17,82% é maior que a diminuição média da produção no Centro-Sul.
Segundo os números apresentados pelo banco, a receita do grupo deve ser de R$ 622,14 milhões, ante os R$ 757 milhões vistos no mesmo período do ano passado. Na comparação com o trimestre anterior, a queda é ainda mais acentuada, chegando a 44,65%.
O BTG ainda estimou um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) trimestral de R$ 335,14 milhões – queda de 16,42% em relação ao mesmo período de 2018 – e um resultado líquido de R$ 110,91 milhões. Neste último caso, a expectativa é de crescimento de 6,65% no mesmo comparativo.
Os números do BTG Pactual para receita e Ebitda também são inferiores aos do consenso de mercado divulgado pela Bloomberg. Neste caso, a projeção para a receita líquida da São Martinho no trimestre é de R$ 701,33 milhões; para o Ebitda é de R$ 375,67 milhões; e para o resultado líquido é de R$ 110,10 milhões.

No quarto trimestre da safra, o BTG havia projetado receita de 1,18 bilhão e Ebitda de R$ 565,93 milhões, enquanto o consenso de mercado era de R$ 661 milhões e R$ 353 milhões, respectivamente. O resultado apresentado posteriormente pela companhia foi uma receita de R$ 1,12 bilhão e um Ebitda de R$ 623,76 milhões.
Cosan
Em sua prévia de resultados referentes ao primeiro trimestre de 2019/20, o BTG também trouxe suas projeções para a Cosan, empresa controladora da Raízen. Ao contrário do que ocorre com a São Martinho, a perspectiva é de um aumento nos três resultados analisados em comparação com o mesmo trimestre da safra anterior.
A perspectiva do banco é de uma receita líquida de R$ 15,24 bilhões (+13,12%), um Ebitda de R$ 1,32 bilhão (+27%) e um resultado líquido de R$ 474,72 milhões (+1.658,23%). Os valores estão relativamente próximos aos do consenso de mercado, que prevê receita de R$ 15,68 bilhões, Ebitda de R$ 1,29 bilhão e resultado líquido de R$ 357 milhões.

No último trimestre da safra 2018/19, a expectativa do BTG era de um Ebitda de R$ 1,49 bilhão e um resultado líquido de R$ 774,69 milhões, enquanto o mercado projetava, respectivamente, R$ 1,53 bilhão e R$ 607,50 milhões. O resultado foi um Ebitda de R$ 1,4 bilhão e um lucro líquido de R$ 395,7 milhões.
NovaCana