A melhora das margens nos negócios de açúcar e etanol da Bunge trouxeram reflexos significativos para os resultados da empresa multinacional
A melhora das margens nos negócios de açúcar e etanol da Bunge trouxeram reflexos significativos para os resultados da empresa multinacional. Segundo a mais recente divulgação de resultados da empresa – que reúne o período de outubro a dezembro de 2016, além do acumulado do ano – o lucro total foi maior que o esperado, sendo puxado pelos preços mais altos do açúcar e do etanol e por uma melhora na margem nos óleos comestíveis no Brasil.
O lucro líquido da Bunge disponível para acionistas subiu para US$ 262 milhões, ou US$ 1,82 por ação, no trimestre encerrado em 31 de dezembro de 2016, ante US$188 milhões, ou US$ 1,30 por ação, no mesmo período do ano anterior. De acordo com publicação da Reuters, excluindo itens extraordinários, a companhia lucrou US$ 1,70 por ação, batendo a expectativa média de analistas de lucro de US$ 1,57 por ação.
Os resultados trimestrais da Bunge, de acordo com a própria companhia, foram puxados pelas usinas de cana-de-açúcar, onde a valorização dos preços de açúcar e etanol “mais do que compensou” a queda no volume moído.
A seguir, saiba mais sobre os resultados – trimestrais e anuais – da divisão sucroenergética da companhia:
- Volume de vendas
- Receita de vendas
- Lucro bruto
- Impacto da variação cambial
- Ebit do segmento
A melhora das margens nos negócios de açúcar e etanol da Bunge trouxeram reflexos significativos para os resultados da empresa multinacional. Segundo a mais recente divulgação de resultados da empresa – que reúne o período de outubro a dezembro de 2016, além do acumulado do ano – o lucro total foi maior que o esperado, sendo puxado pelos preços mais altos do açúcar e do etanol e por uma melhora na margem nos óleos comestíveis no Brasil.
O lucro líquido da Bunge disponível para acionistas subiu para US$ 262 milhões, ou US$ 1,82 por ação, no trimestre encerrado em 31 de dezembro de 2016, ante US$188 milhões, ou US$ 1,30 por ação, no mesmo período do ano anterior. De acordo com publicação da Reuters, excluindo itens extraordinários, a companhia lucrou US$ 1,70 por ação, batendo a expectativa média de analistas de lucro de US$ 1,57 por ação.
Os resultados trimestrais da Bunge, de acordo com a própria companhia, foram puxados pelas usinas de cana-de-açúcar, onde a valorização dos preços de açúcar e etanol “mais do que compensou” a queda no volume moído. Segundo o CEO da Bunge, Soren Schroder, a empresa conseguiu um trimestre sólido em um ano desafiador.
Açúcar e etanol
A queda no volume vendido no último trimestre do ano passado foi de 9,4% em uma comparação com o mesmo período de 2015, com o total comercializado de açúcar e etanol indo de 3,02 bilhões para 2,73 bilhões de metros cúbicos (a Bunge agrupa as vendas de açúcar e etanol em metros cúbicos).

No total do ano, a queda no volume vendido é ainda maior, indo de 10,44 bilhões para 9,08 bilhões de metros cúbicos (-13,1%).

Especificamente com relação à área sucroenergética no Brasil, Soren Schroder afirma que o açúcar está sendo negociado a preços mais altos e que os valores do etanol devem ser suportados por um equilíbrio favorável entre oferta e demanda. “Mais importante, nós também daremos continuidade a nosso programa de melhoramento de performances, esperando um crescimento de US$ 100 milhões em 2017”, completa.
No quarto trimestre de 2016, a receita foi de US$ 1,28 bilhão, um valor 30,6% superior ao visto no mesmo período de 2015. Já o lucro bruto foi de US$ 51 milhões (-21,5%). Ainda que a receita obtida no quarto trimestre de 2014 tenha sido superior à registrada agora, a Bunge teve prejuízo em sua divisão de açúcar e energia no final daquele ano.


No ano, a relação geral entre receita e lucro bruto é relativamente similar, ainda que a comparação anual não traga resultados relativos tão díspares. Em 2016, a divisão da companhia apresentou uma receita de US$ 3,8 bilhões (+9,1), com lucro bruto de US$ 159 milhões (-3%).


Outro aspecto que fez uma leve diferença nos resultados da divisão sucroenergética da Bunge é relacionado ao ganho cambial. Enquanto 2015 trouxe um prejuízo de US$ 30 milhões no quarto trimestre e US$ 68 milhões no acumulado anual, a valorização do real frente ao dólar – que beneficiou as exportações – trouxe rendimentos de US$ 4 milhões no trimestre e US$ 9 milhões no ano como um todo.


Contudo, os bons resultados não impediram que a empresa apresentasse um Ebit consolidado (lucro antes de juros e tributos, incluindo imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido) negativo para açúcar e etanol. O índice é usado pela própria multinacional para medir a performance operacional da companhia e de seus diferentes segmentos, mas, segundo a Bunge, ele não é calculado segundo os Princípios Contábeis Geralmente Aceitos nos Estados Unidos (US-GAAP).


Para o futuro, no entanto, o objetivo é trazer números positivos nesse indicador. Conforme o diretor financeiro da Bunge, Thomas Boehlert, a divisão de açúcar e bioenergia da multinacional tem um Ebit previsto entre US$ 100 e US$ 120 milhões para 2017. “Nossa previsão para o crescimento ano-a-ano reflete nossas ações para melhorar os canaviais, os preços do açúcar em patamares elevados, uma balança favorável da relação oferta-demanda para o etanol no Brasil e assume uma safra com padrões normais de clima”, enumera.
Renata Bossle – NovaCana