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As 88 maiores empresas sucroenergéticas do Brasil em 2015

raizen usina 040315Lista traz 25 indicadores que vão além do faturamento, como histórico de vendas, lucro líquido e endividamento, todos relevantes para uma análise da saúde financeira das usinas

NovaCana 7 min de leitura

O setor sucroenergético é um dos mais importantes do Brasil. É possível chegar a essa conclusão olhando diversos aspectos, como empregos gerados, exportação ou mesmo o faturamento das empresas. Em 2015, o segmento contou com 88 empresas dentre as 1000 empresas que mais faturaram no Brasil – juntas, elas venderam US$ 19,4 bilhões.

A lista de empresas reunidas pelo NovaCana traz indicadores que vão além do faturamento de cada uma delas. É apresentado o histórico de vendas desde 2009, o lucro líquido ajustado, a rentabilidade do patrimônio, bem como indicadores econômicos qualitativos como o índice de liquidez, endividamento geral e de longo prazo e liquidez corrente.

No texto abaixo você terá uma compilação com a lista completa destas 88 companhias junto com 25 indicadores financeiros de cada uma delas. O ranking completo está disponível abaixo e a planilha interativa com todos os indicadores está acessível aqui (exclusivo assinantes).

E mais:

- Ranking das companhias com as maiores vendas líquidas de 2015
- Análise da evolução de indicadores financeiros do setor desde 2009 até 2015
- Evolução das principais empresas sucroenergéticas, considerando vendas, resultados financeiros e endividamento

O setor sucroenergético é um dos mais importantes do Brasil. É possível chegar a essa conclusão olhando diversos aspectos, como empregos gerados, exportação ou mesmo o faturamento das empresas. Em 2015, o segmento contou com 88 empresas dentre as 1000 empresas que mais faturaram no Brasil – juntas, elas venderam US$ 19,4 bilhões.

Essa relação das 1000 melhores e maiores empresas – elaborada pela revista Exame em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) – utiliza o valor total do faturamento para fazer seu ranqueamento principal. Esses números são acompanhados por uma série de indicadores relevantes para uma análise da saúde financeira das usinas.

Ao olhar para a relação, o número que mais se destaca é da receita líquida das usinas. Ao todo as 88 empresas faturaram US$ 19,4 bilhões. O maior resultado do setor é da Copersucar Cooperativa, com US$ 2,96 bilhões. A Raízen Energia ficou com a terceira posição e uma receita de US$ 1,48 bilhões.

Em 2015, na lista de 20 maiores empresas em vendas líquidas, entrou a Usina São Francisco. Para estar nesse seleto grupo, as empresas precisavam ter faturado um pouco mais de US$ 211,6 milhões, número que corresponde ao valor vendido pela 20ª colocada, a Usina Batatais.

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No total de 88 empresas, 45 apresentaram queda na receita com vendas, 26 registraram aumento e 17 não haviam sido listadas em 2014. A maior queda relativa (44,5%) foi a Virgolino de Oliveira, cujas vendas líquidas passaram de US$ 214 milhões em 2014 para US$ 118,8 milhões em 2015. Em uma situação oposta, a Melhoramentos ampliou sua venda líquida em 42,3%, indo de US$ 75,5 milhões para US$ 107,4 milhões no período de um ano.

O portal NovaCana compilou essa base de dados e elaborou gráficos e uma planilha interativa que pode ser acessada por meio da plataforma NovaCana DATA (acesso exclusivo para assinantes).

Uma ressalva importante sobre a listagem é que a metodologia utilizada pela revista Exame e a Ficafi não é ideal para avaliar o setor sucroenergético (veja detalhes sobre a metodologia ao final do texto).

Top 50: Vendas estáveis, mais prejuízo e maior endividamento

Considerando as 50 empresas sucroenergéticas mais bem colocadas na relação de cada ano, é possível notar que 2015 foi realmente um ano de resultados negativos. Dentro desse recorte de companhias, a média das vendas líquidas caiu 7,1%, indo de US$ 361,35 milhões para US$ 335,74 milhões. A partir das flutuações observadas em anos recentes, é possível observar que o valor pode ser considerável relativamente estável, ficando 2,6% acima da média dos cinco anos anteriores (US$ 344,6 milhões).

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O mesmo, no entanto, não pode ser dito sobre o lucro líquido ajustado. Nesse caso, as 50 maiores sucroenergéticas de 2015 tiveram um prejuízo médio de US$ 26,59 milhões – um valor 324,8% maior que os US$ 6,26 milhões vistos em 2014.

Esse também é o maior prejuízo já registrado desde que a Revista Exame começou a divulgar seus indicadores, em 2009. Vale observar que o setor não registra um resultado médio positivo desde 2012, quando as 50 companhias mais bem classificadas registraram lucro médio de US$ 830 mil.

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Outro indicador analisado é a taxa de endividamento geral. Ela é calculada pela soma das dívidas e obrigações de curto prazo e de longo prazo. O resultado é mostrado em porcentagem em relação ao ativo total ajustado, representando a participação de recursos financiados por terceiros na operação da empresa.

Nesse caso, em 2015, as empresas sucroenergéticas conseguiram bater o recorde registrado em 2009. Na ocasião, a taxa de endividamento médio das 50 companhias melhor classificadas foi calculada em 74,53%. No ano passado, o indicador chegou a 82,57% - mais de nove pontos percentuais acima dos 73,31% de 2014.

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Indicadores dos principais players do setor

A seguir, confira como as 10 empresas do setor com as maiores vendas líquidas de 2015 evoluíram com relação às vendas, aos resultados financeiros líquidos e à taxa de endividamento.

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Para uma análise completa de todas as companhias listadas, acesse o NovaCana DATA (exclusivo assinantes).

Metodologia e inconsistências

Para chegar ao resultado, a pesquisa encomendada pela Revista Exame checou e analisou os balanços de três mil empresas. O trabalho foi realizado sob a coordenação da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

Uma ressalva importante sobre a listagem é que a metodologia utilizada pela revista Exame e a Fipecafi não é ideal para avaliar um setor como o sucroenergético por desconsiderar o período de safra e por não agrupar balanços de um mesmo grupo. Em razão disto, a lista possui algumas ausências e inconsistências marcantes.

Um dos problemas gerados pela metodologia utilizada é a presença múltipla de empresas de grande, como a Raízen e Copersucar. Isso acontece pela existência de CNPJs diferentes ou pela divulgação desagrupada dos balanços financeiros. Além disso, a Odebrecht Agroindustrial não é contabilizada agrupada, constando na relação a Brenco e outras unidades em separado. O mesmo acontece com a Bunge, uma vez que a companhia divulga seus resultados por usina e apenas uma de suas unidades está nessa lista.

A pesquisa é realizada todos os anos por uma equipe de 20 profissionais que selecionam as mil maiores empresas do Brasil, pelo critério do desempenho em vendas em dólares, excluídas as empresas do setor financeiro.

Conforme a publicação, o conjunto de dados compreende todas as demonstrações contábeis publicadas no Diário Oficial dos Estados até maio de 2016 e companhias limitadas que enviaram seus dados e responderam questionários.

Dessa forma, possíveis distorções nos valores apresentados podem ser atribuídas à limitação do período contabilizado. Por causa da metodologia empregada, em geral, os valores mencionados não refletem o ano fiscal das companhias, mas sim o ano civil. Esse recorte deixa para trás o último trimestre das sucroenergéticas, que habitualmente começam a publicar o resultado integral do exercício, encerrado em 31 de março, a partir de junho.

Adicionalmente, foram consideradas as empresas de porte significativo e bem conhecidas no mercado que preferem não divulgar seus números. Nesse caso, os analistas da revista estimaram o faturamento.

ATUALIZAÇÃO (29/07/2016, às 10h): Os gráficos foram atualizados com os dados históricos da Usina São Martinho, conforme cálculo realizado pelo NovaCana.

Renata Bossle – NovaCana

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