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Vale do Verdão compra usina São Luiz, da Abengoa Bioenergia, por R$ 385 milhões

Unidade recebeu três propostas em leilão judicial, todas pelo mesmo valor; credores analisaram as opções de pagamento


NovaCana - 17 set 2020 - 08:03

Os credores da Abengoa Bioenergia chegaram a uma decisão sobre a venda da unidade São Luiz, localizada em Pirassununga (SP). A usina, que foi disponibilizada em leilão judicial, deve passar para as mãos do grupo Vale do Verdão, do empresário e fazendeiro goiano José Ribeiro de Mendonça.

A informação é do Valor Econômico. Segundo a reportagem, a Vale do Verdão recebeu o aval de três bancos credores, que representam 64% da dívida da Abengoa.

A São Luiz será a primeira planta paulista da Vale do Verdão, que controla quatro usinas em Goiás, além de atuar com cultivo de grãos e pecuária.

A unidade tem capacidade para moer até 3 milhões de toneladas de cana por safra – desta forma, ela foi vendida por pouco mais de R$ 128/t, já que o valor da negociação ficou em R$ 385 milhões. Contudo, nas últimas safras, a São Luiz tem operado com uma taxa de ociosidade de 35%.

Um ponto considerado atraente, por sua vez, é a localização. A usina está próxima do Terminal de Paulínia e do eixo Rio-São Paulo, o que seria uma vantagem na comparação com outras usinas à venda pelo país. Para completar, sua unidade de cogeração é considerada moderna.

Inicialmente, o certame atraiu três interessados. Além da Vale do Verdão, também enviaram propostas Mario e Adriano Dedini Ometto – antigos donos da unidade, vendida ao grupo espanhol em 2007 – e o grupo Ferrari, que já controla uma unidade no mesmo município. Quando as propostas foram reveladas, em 31 de agosto, os credores perceberam que todas envolviam o lance mínimo, R$ 385 milhões, mas sob condições de pagamento distintas.

Na ocasião, fontes consultadas pelo Valor Econômico já apontavam que a oferta da Vale do Verdão era considerada a mais vantajosa. A companhia pretende pagar R$ 20 milhões em 30 dias, R$ 20 milhões em 60 dias e R$ 25 milhões em 90 dias. Depois, a partir de julho de 2021, seriam pagas 16 parcelas de R$ 20 milhões, corrigidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

novaCana.com
Com informações do Valor Econômico


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