A unidade Alcana tem valor inicial de R$ 64,5 milhões; já a Cepar, que está em seu segundo certame, espera lances a partir de R$ 21,07 milhões
Após tentativas frustradas de vendas das terras da usina Cridasa e do parque industrial da Central Energética do Vale do Paraíso (Cepar), o grupo Infinity Bioenergy irá realizar dois novos leilões: o da usina Alcana, localizada em Nanuque (MG), e novamente o da Cepar. Enquanto isso, a situação das usinas Cridasa e Disa – que não opera desde a safra 2015/16 – permanece incerta.
O grupo Infinity Bioenergy, que está falido desde 2017, possui atualmente quatro usinas: duas em Minas Gerais e duas no Espírito Santo. Além disso, passou por um processo que durou uma década entre o pedido de recuperação judicial e a falência decretada.
Nesta nova etapa, o leilão da Alcana, que inclui a usina e suas máquinas e equipamentos, tem lance inicial de R$ 64,5 milhões. O processo inicia às 14h de 14 de outubro e encerra às 14h de 16 de outubro. Caso não haja interessados na compra durante o primeiro pregão, o leilão segue sem interrupção até as 14h de 6 de novembro, com desconto de 30% no valor. Assim, o lance inicial passa a ser R$ 45,15 milhões.
O novo leilão da Cepar também ocorre entre os dias 14 e 16 de outubro, com início e encerramento às 14h30. O valor do lance inicial é de R$ 21,07 milhões, o mesmo que o da segunda praça do leilão anterior, encerrado em 14 de agosto. Caso ocorra uma segunda praça, o valor mínimo para a venda da unidade corresponderá a 50% do valor da avaliação judicial, ou seja, R$ 15,05 milhões.
“O mercado entendeu que o valor que foi leiloado na última vez não se mostrou como uma ótima oportunidade”, afirma a Infinity Bioenergy. Localizada em São Sebastião do Paraíso (MG), a usina havia entrado em leilão em 22 de julho pelo valor inicial de venda de R$ 30,1 milhões.
Os certames estão sendo realizados pela MaisAtivo Judicial.
Confira, na versão para assinantes, detalhes sobre a situação das usinas, leilões anteriores do grupo e opiniões sobre a venda das unidades do grupo Infinity Bioenergy.
Após tentativas frustradas de vendas das terras da usina Cridasa e do parque industrial da Central Energética do Vale do Paraíso (Cepar), o grupo Infinity Bioenergy irá realizar dois novos leilões: o da usina Alcana, localizada em Nanuque (MG), e novamente o da Cepar. Enquanto isso, a situação das usinas Cridasa e Disa – que não opera desde a safra 2015/16 – permanece incerta.
O grupo Infinity Bioenergy, que está falido desde 2017, possui atualmente quatro usinas: duas em Minas Gerais e duas no Espírito Santo. Além disso, passou por um processo que durou uma década entre o pedido de recuperação judicial e a falência decretada.
Nesta nova etapa, o leilão da Alcana, que inclui a usina e suas máquinas e equipamentos, tem lance inicial de R$ 64,5 milhões. O processo inicia às 14h de 14 de outubro e encerra às 14h de 16 de outubro. Caso não haja interessados na compra durante o primeiro pregão, o leilão segue sem interrupção até as 14h de 6 de novembro, com desconto de 30% no valor. Assim, o lance inicial passa a ser R$ 45,15 milhões.
O novo leilão da Cepar também ocorre entre os dias 14 e 16 de outubro, com início e encerramento às 14h30. O valor do lance inicial é de R$ 21,07 milhões, o mesmo que o da segunda praça do leilão anterior, encerrado em 14 de agosto. Caso ocorra uma segunda praça, o valor mínimo para a venda da unidade corresponderá a 50% do valor da avaliação judicial, ou seja, R$ 15,05 milhões.
“O mercado entendeu que o valor que foi leiloado na última vez não se mostrou como uma ótima oportunidade”, afirma a Infinity Bioenergy. Localizada em São Sebastião do Paraíso (MG), a usina havia entrado em leilão em 22 de julho pelo valor inicial de venda de R$ 30,1 milhões.
Os certames estão sendo realizados pela MaisAtivo Judicial.
Situação das usinas
A Alcana, segundo avaliação feita pela consultoria Datagro e divulgada pela empresa leiloeira, está em estado de conservação compatível com o tempo de paralisação da usina, que não opera desde a safra 2013/14. A unidade tem capacidade de moagem de 1,5 milhões de toneladas de cana e a área a ser vendida possui 48,4 hectares.
O documento aponta que os equipamentos parecem ter situação mecânica “razoável” e 85% deles estava na unidade no momento da avaliação. Alguns itens, no entanto, foram para manutenção externa e não retornaram por falta de pagamento.
A consultoria também visualizou deterioração na pintura, nas tubulações e nas fiações, além de ausência de alguns acessórios. Ainda constatou que é difícil visualizar a real situação da usina por conta do mato que cresceu ao redor.
Outro ponto de atenção expresso no relatório é que as caldeiras não foram corretamente hibernadas, o que coloca a capacidade operacional em risco. O documento também constata que, apesar da “eventual reativação industrial da unidade ser possível a um custo competitivo”, o processo não ocorreria a curto prazo e possui outros entraves: os antigos canaviais foram destinados à outra unidade na região e as demais áreas agrícolas aptas para a produção foram convertidas para outras culturas.
“A maior parte das terras no entorno das usinas são de propriedade de uma família e, para essa eventual reativação, a participação dela no projeto como acionista ou como parceira é necessária, visto que a maior parte da vinhaça teria que ser alocada em suas terras”, explica o documento.
Já a Cepar está localizada em São Sebastião do Paraíso (MG), a 400 quilômetros da capital mineira. Supostamente, a unidade tem capacidade de moer 700 mil toneladas de cana-de-açúcar por safra. Entretanto, outro laudo feito pela Datagro demonstra que a maior moagem registrada foi em 2009/10, com 553,72 mil toneladas.
A produção de etanol hidratado estimada é de 56 milhões de litros por temporada, com capacidade diária de 400 mil litros. A usina não produz anidro e nem açúcar. Além disso, ela operou em apenas três safras – entre 2008/09 e 2010/11 – e está parada há nove anos.
Leilões anteriores
No passado, a Infinity Bioenergy também já colocou em leilão lotes pertencentes à Cridasa, localizada em Pedro Canário (ES). Eles estavam disponíveis para receber lances de 25 a 27 de junho de 2019, em primeira praça, e até 17 de julho, em segunda praça. Entretanto, nenhum lote foi vendido.
Conforme informou o grupo, apesar da tentativa de venda da Cridasa ter incluído imóveis urbanos e rurais, os segundos eram considerados “os melhores ativos”, mas tiveram a venda suspensa. “Acreditamos que isso tenha influenciado o resultado global do leilão”, comenta a Infinity.
A companhia ainda completa: “Neste novo leilão da Cepar e Alcana, não acreditamos haver a possibilidade de uma nova suspensão. Dos potenciais compradores com quem conversamos, a opinião geral é de que existe interesse caso ocorram novos deságios”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana