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Leilões da Infinity Bio-Energy: Após terras da Cridasa, Cepar está à venda por R$ 30,1 mi

Primeira etapa do leilão ocorre entre 22 e 24 de julho; caso não haja lances, a segunda praça segue até 14 de agosto


novaCana.com - 22 jul 2019 - 11:56
Conforme laudo, equipamentos da Cepar estão em situação mecânica “razoável”

Falido desde 2017, o grupo Infinity Bio-Energy controlava quatro usinas: duas em Minas Gerais e duas no Espírito Santo. Após um processo de recuperação judicial que durou oito anos e mais dois anos de falência decretada, as unidades seguem com destino incerto e ainda não encontraram compradores – uma situação que se torna mais difícil à medida em que os ativos se deterioram.

Uma das usinas é a Central Energética do Vale do Paraíso (Cepar), que entra em leilão nesta segunda-feira (22). O certame segue até 24 de julho, às 14h.

O valor inicial de venda é de R$ 30,1 milhões, conforme avaliação realizada pela Datagro. Caso a unidade não seja arrematada, o leilão se estende automaticamente para a segunda praça, até as 14h do dia 14 de agosto, com desconto de 30% – com isso, o valor passa a ser R$ 21,7 milhões.

Segundo o leiloeiro Renato Schlobach Moyses, do Canal Judicial, empresa responsável pelo leilão, há a possibilidade da unidade receber descontos ainda maiores. “Se não vender, depois a gente pode fazer um segundo leilão com um valor mais reduzido”, afirma.

A Cepar está localizada em São Sebastião do Paraíso (MG), a 400 quilômetros da capital mineira. Supostamente, a unidade tem capacidade de moer 700 mil toneladas de cana-de-açúcar por safra. Entretanto, um laudo feito pela Datagro demonstra que a maior moagem registrada foi em 2009/10, com 553,72 mil toneladas.

A produção de etanol hidratado estimada é de 56 milhões de litros por temporada, com capacidade diária de 400 mil litros. A usina não produz anidro e nem açúcar. Além disso, ela operou em apenas três safras, entre 2008/09 e 2010/11 – ou seja, ela está parada há nove anos.

Assim, Moyses acredita que a expectativa de venda da Cepar não é muito alta. “Nós vamos avaliar o que o mercado fala, se aparecerem interessados, o que eles questionam, se acham caro ou barato, qual a problemática que vai surgir. A partir daí, faremos um ajuste de estratégia de venda”, explica.

O profissional acrescenta que a intenção principal é de reativar a usina. “Quem comprar vai adquirir todas as terras, com todos os itens que estão lá dentro. Reativar e tornar efetivamente viável é a ideia”, complementa.

Confira, na versão completa, a análise do estado de conservação da Cepar e mais detalhes sobre os demais ativos da Infinity Bio-Energy


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