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Acionistas da Colombo aprovam emissão de R$ 360 milhões em “debêntures verdes”

Os títulos servirão de lastro para uma emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs)

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Conforme adiantado pelo NovaCana, os acionistas da Colombo Agroindústria, que controla três usinas em São Paulo, reuniram-se em 21 de janeiro para tratar da emissão, formalização e operacionalização de debêntures da companhia no valor de R$ 360 milhões.

Em ata publicada no Diário Oficial do estado, a companhia relata que os recursos serão destinados para a compra de insumos agrícolas necessários à produção e industrialização de etanol e energia.

O documento também coloca que os papéis serão “verdes”, ou seja, estarão sujeitos a obrigações de caráter socioambiental e verificação da Sitawi Finanças do Bem, uma organização social de interesse público (OSCIP) que atua na análise da performance socioambiental de empresas e instituições financeiras.

Segundo a Colombo, a Sitawi deve avaliar se as “disposições socioambientais” são satisfatórias conforme critérios e procedimentos próprios de verificação, e emitirá um parecer independente. É este documento que classificará os títulos como “debêntures verdes”.

Na reunião, representantes de 98,2% do capital social da companhia aprovaram a emissão, com apenas dois acionistas minoritários se posicionando contra a proposta. A assembleia foi comandada pelo presidente do conselho de administração da usina Colombo, Sérgio Augusto Colombo.

Leia mais sobre as características das debêntures, os juros remuneratórios e as datas para pagamento no texto completo (exclusivo para assinantes).

Conforme adiantado pelo NovaCana, os acionistas da Colombo Agroindústria, que controla três usinas em São Paulo, reuniram-se em 21 de janeiro para tratar da emissão, formalização e operacionalização de debêntures da companhia no valor de R$ 360 milhões.

Em ata publicada no Diário Oficial do estado, a companhia relata que os recursos serão destinados para a compra de insumos agrícolas necessários à produção e industrialização de etanol e energia.

O documento também coloca que os papéis serão “verdes”, ou seja, estarão sujeitos a obrigações de caráter socioambiental e verificação da Sitawi Finanças do Bem, uma organização social de interesse público (OSCIP) que atua na análise da performance socioambiental de empresas e instituições financeiras.

Segundo a Colombo, a Sitawi deve avaliar se as “disposições socioambientais” são satisfatórias conforme critérios e procedimentos próprios de verificação, e emitirá um parecer independente. É este documento que classificará os títulos como “debêntures verdes”.

Na reunião, representantes de 98,2% do capital social da companhia aprovaram a emissão, com apenas dois acionistas minoritários se posicionando contra a proposta. A assembleia foi comandada pelo presidente do conselho de administração da usina Colombo, Sérgio Augusto Colombo.

Características, juros e datas de pagamento

Conforme os termos aprovados, as debêntures da Colombo não são conversíveis em ações e são classificadas como uma dívida quirografária, que não dá direito a bens da companhia em caso de inadimplência, com garantia adicional fidejussória.

Com isso, na ocorrência de calote, a responsabilidade pelo pagamento passa a ser de uma terceira parte. Os papéis ainda servirão de lastro para uma emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) já anunciada pela companhia.

No total, serão emitidas 360 mil debêntures em 23 de março deste ano, no valor de R$ 1 mil cada e com vencimento em 12 de março de 2027. Segundo a Colombo, os títulos que não forem adquiridos devem ser cancelados.

O valor das debêntures será atualizado pela variação percentual acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Além disso, serão aplicados juros remuneratórios a serem definidos por meio de um procedimento de coleta de intenções (bookbuilding), limitados ao maior valor entre 4,5% ao ano ou a cotação indicativa divulgada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) da taxa interna de retorno do Tesouro IPCA+ com juros semestrais e vencimento em 2026, acrescida exponencialmente de 1,55% ao ano.

Conforme a ata publicada pela companhia, os juros serão pagos em 12 parcelas, sendo a primeira em setembro de 2021. As demais datas serão divulgadas no cronograma que será anexado à escritura de emissão. Já o valor principal das debêntures será quitado em duas parcelas, em março de 2026 e em data a ser disponibilizada também na escritura da emissão.

Além disso, a empresa afirma que, como não haverá a intermediação de instituições integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários, não serão necessários registros na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Anbima.

Renata Bossle – NovaCana

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