Em 31 de março, endividamento bruto da companhia com vencimento ao longo da atual temporada somava R$ 2,07 bilhões
Após registrar prejuízo de R$ 10 milhões na safra 2019/20, o grupo USJ fechou o último ciclo com um resultado líquido positivo de R$ 120,42 milhões. Os números referentes a 2020/21 foram divulgados pela empresa no Diário Oficial de São Paulo.
O lucro, porém, não significa que a companhia está saudável financeiramente. Em 25 de maio deste ano, a agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou a nota RD (inadimplência restrita) da companhia, atribuída originalmente em novembro de 2019. A classificação está apenas um degrau acima do último patamar, onde estão companhias que deixam de arcar com suas obrigações fiscais e abrem processo de falência.
Em 31 de março deste ano, de acordo com os números divulgados pela própria USJ, a dívida bruta com empréstimos e financiamentos somava R$ 2,12 bilhões. Deste total, mais de 90% se referiam a débitos com vencimento durante a safra 2021/22, um montante de R$ 2,07 bilhões.
Na comparação com a posição de um ano antes, as dívidas de curto prazo da empresa tiveram um crescimento de 333,5%.
Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes, o resultado financeiro da USJ na safra 2020/21 e gráficos que trazem o histórico referente às últimas temporadas do grupo.
Após registrar prejuízo de R$ 10 milhões na safra 2019/20, o grupo USJ fechou o último ciclo com um resultado líquido positivo de R$ 120,42 milhões. Os números referentes a 2020/21 foram divulgados pela empresa no Diário Oficial de São Paulo.
O lucro, porém, não significa que a companhia está saudável financeiramente. Em 25 de maio deste ano, a agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou a nota RD (inadimplência restrita) da companhia, atribuída originalmente em novembro de 2019. A classificação está apenas um degrau acima do último patamar, onde estão companhias que deixam de arcar com suas obrigações fiscais e abrem processo de falência.

Em 31 de março deste ano, de acordo com os números divulgados pela própria USJ, a dívida bruta com empréstimos e financiamentos somava R$ 2,12 bilhões. Deste total, mais de 90% se referiam a débitos com vencimento durante a safra 2021/22, um montante de R$ 2,07 bilhões.
Na comparação com a posição de um ano antes, as dívidas de curto prazo da empresa tiveram um crescimento de 333,5%.
Já o total dos empréstimos e financiamento com vencimento a médio e longo prazos diminuiu em 96,5%, indo de R$ 1,87 bilhão ao final do ciclo anterior para R$ 48,76 milhões em 31 de março deste ano.

Ainda assim, a USJ registrou uma redução em suas despesas financeiras, compostas majoritariamente pelo pagamento de juros, que totalizaram R$ 112,31 milhões em 2020/21. O montante traz uma queda de 57,2% em relação aos R$ 262,88 milhões vistos na safra anterior.
Além disso, os efeitos da variação cambial também diminuíram. Mesmo apresentando perdas de R$ 16,24 milhões com os fluxos da moeda, este número foi 68,9% menor na comparação anual; na safra 2019/20, o câmbio influenciou negativamente a empresa em R$ 52,23 milhões.

Desta forma, por mais que o resultado financeiro tenha fechado em um prejuízo de R$ 118,48 milhões, ainda houve uma redução de 60,2% em relação à safra anterior, quando este indicador alcançou os R$ 297,99 milhões negativos.
Desempenho operacional
Além de lucro líquido, a companhia também apresentou uma melhora no seu desempenho operacional pelo segundo ano consecutivo. O lucro bruto da USJ fechou em R$ 172,07 milhões, aumento de 32,8% em relação à safra anterior.

Para chegar a este resultado, a receita operacional do grupo foi de R$ 665,24 milhões em 2020/21, um crescimento de 10,4% em relação a 2019/20, quando registrou R$ 602,78 milhões.
No período, o custo dos produtos vendidos também apresentou aumento, mas a uma taxa menor, de 4,2%. Com isso, as despesas passaram de R$ 473,20 milhões para R$ 493,17 milhões entre as duas safras.

Assim, os custos da USJ representaram o equivalente a 74,1% das receitas, uma queda de quatro pontos percentuais em relação à safra anterior.
Giully Regina – NovaCana