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[Ranking] Exportação brasileira de açúcar cai 17% no semestre, mas Raízen cresce 8%

Empresa contraria tendência geral de queda nas exportações; de janeiro a junho, 19,82% do volume total exportado pelo Brasil foi produzido pela Raízen

NovaCana 7 min de leitura

A produção brasileira de açúcar na safra 2018/19 foi a menor desde a temporada 2005/06 – módicas 29,07 milhões de toneladas da commodity foram produzidas pelas usinas brasileiras, que, no passado, já chegaram a superar as 38 milhões de toneladas do produto. No primeiro semestre de 2019, a tendência de baixa produção se manteve: o volume foi de 10,28 milhões de toneladas, o menor para o período desde 2012.

O reflexo na exportação do adoçante é óbvio. De janeiro a junho foram despachadas 6,99 milhões de toneladas por porão de navio, o menor volume da série histórica divulgada pela agência marítima Williams Brasil. O montante é 17,28% inferior em relação ao mesmo período de 2018.

E este é o segundo ano consecutivo de reduções para o período. Entre o primeiro semestre de 2017 e o de 2018, o volume despachado pelos portos brasileiros havia retraído em 18,3%. O cenário se refletiu em um montante anual 25% menor frente o ano anterior.

Mesmo com a queda geral, a dianteira entre as empresas exportadoras seguiu sendo da Raízen, que repetiu o resultado do primeiro semestre de 2018. Neste ano, a empresa contrariou a tendência geral e registrou um crescimento de 7,19% no volume exportado, com 1,39 milhão de toneladas de açúcar.

O valor também corresponde a 19,82% das 6,99 milhões de toneladas totais despachadas até junho de 2019. Ou seja, a cada cinco toneladas de açúcar exportadas pelo Brasil no semestre, uma foi produzida pela Raízen.

Confira, na versão completa:

- Ranking das 30 maiores exportadoras de açúcar e variação em relação ao primeiro trimestre de 2018
- Volumes totais exportados no primeiro semestre de 2019
- Histórico e detalhamento das exportações das cinco maiores empresas
- Principais destinos do açúcar brasileiro
- Exportação do adoçante por porto

A produção brasileira de açúcar na safra 2018/19 foi a menor desde a temporada 2005/06 – módicas 29,07 milhões de toneladas da commodity foram produzidas pelas usinas brasileiras, que, no passado, já chegaram a superar as 38 milhões de toneladas do produto. No primeiro semestre de 2019, a tendência de baixa produção se manteve: o volume foi de 10,28 milhões de toneladas, o menor para o período desde 2012.

O reflexo na exportação do adoçante é óbvio. De janeiro a junho foram despachadas 6,99 milhões de toneladas por porão de navio, o menor volume da série histórica divulgada pela agência marítima Williams Brasil. O montante é 17,28% inferior em relação ao mesmo período de 2018.

E este é o segundo ano consecutivo de reduções para o período. Entre o primeiro semestre de 2017 e o de 2018, o volume despachado pelos portos brasileiros havia retraído em 18,3%. O cenário se refletiu em um montante anual 25% menor frente o ano anterior.

exportação acucar 1S2019 20190723

Mesmo com a queda geral, a dianteira entre as empresas exportadoras seguiu sendo da Raízen, que repetiu o resultado do primeiro semestre de 2018. Neste ano, a empresa contrariou a tendência geral e registrou um crescimento de 7,19% no volume exportado, com 1,39 milhão de toneladas de açúcar.

O valor também corresponde a 19,82% das 6,99 milhões de toneladas totais despachadas até junho de 2019. Ou seja, a cada cinco toneladas de açúcar exportadas pelo Brasil no semestre, uma foi produzida pela Raízen.

Em seguida está a Copersucar, com quem a Raízen costuma alternar a dianteira nos despachos. A cooperativa exportou 644,33 mil toneladas entre janeiro e junho – menos da metade do volume da principal concorrente. Além disso, o total foi 1,26% menor que o visto no mesmo período de 2018.

Mesmo com uma redução nos envios de 9,91% no mesmo comparativo, a São Martinho segue em terceiro lugar no ranking, tendo despachado 552,42 mil toneladas da commodity para outros países.

A Coruripe, que nos primeiros seis meses de 2018 elencava o sexto lugar, subiu para quarto na análise mais recente, com 369,48 mil toneladas do adoçante. Ainda assim, a companhia reduziu o volume em 16,29% ante o ano anterior.

A Cofco vem em seguida, com 313,35 mil toneladas, montante 28,37% inferior ao mesmo período do ano anterior.

exportação acucar 1S2019 ranking 20190723

Em contrapartida, a usina Santa Terezinha, que em 2018 ocupava o quarto lugar, caiu para sétimo no ranking atual. A empresa registrou uma redução de 49,78% no volume exportado nos primeiros seis meses do ano, com 237,4 mil toneladas.

Além disso, a SJC Bioenergia foi a companhia que, dentre as 30 maiores exportadoras, teve a maior redução no volume entre o primeiro semestre de 2018 e 2019: 57,83%. Já a Czarnikow foi a companhia com maior aumento percentual, nos mesmos parâmetros, exportando 931,10% a mais em relação ao mesmo período do ano passado.

exportação acucar 1S2019 por usina 20190723

Compradoras do açúcar nacional

A líder de exportação, Raízen, tem como principal trading compradora do seu açúcar a Wilmar – com quem a empresa possui uma joint venture, a RaW. No primeiro semestre de 2019, foi registrado um volume de 465,72 mil toneladas.

Em seguida, o segundo maior montante foi comercializado com a Sucden – 306,77 mil toneladas –, que foi enviado a pelo menos seis diferentes países. Já a Louis Dreyfrus adquiriu 205,19 mil toneladas do açúcar produzido pela Raízen. Todos os embarques foram realizados pelo Porto de Santos.

Por sua vez, a principal compradora da Copersucar é a Alvean, joint venture formada pela cooperativa em conjunto com a Cargill. Neste caso, foram 183,54 mil toneladas enviadas para quatro diferentes países. Para a Nom UK, o grupo vendeu 94,10 mil toneladas. Dos embarques feitos no período, 31 foram por Santos, enquanto três aconteceram por Paranaguá (PR).

O porto santista também dominou os 43 despachos do açúcar da São Martinho. Foram 151,91 mil toneladas adquiridas pela Sucden, que destinou o montante para oito principais destinos. Já a Wilmar adquiriu 123,95 mil toneladas do adoçante do grupo.

A Coruripe também teve a Sucden como principal compradora (77,63 mil toneladas), com 35 envios por Santos e outros onze por Maceió. Já a Cofco teve a Louis Dreyfrus como principal compradora (106,85 mil toneladas) e todas as 20 saídas foram por Santos.

Rotas do açúcar brasileiro

Assim como no primeiro semestre de 2018, a Argélia segue sendo o principal destino da commodity brasileira. Nos primeiros seis meses de 2019, foram 804,96 mil toneladas destinadas ao país africano, oriundas de 49 companhias distintas. O maior volume, 78,81 mil toneladas, provém da usina São Martinho, mas ele é seguido de perto por 76,71 mil toneladas de açúcar da Santa Terezinha.

A Nigéria, em seguida, recebeu 672,60 mil toneladas de açúcar brasileiro, sendo que 124,27 mil toneladas são provindas da Copersucar e outras 104 mil toneladas pela Raízen. Bangladesh, por sua vez, recebeu 480,65 mil toneladas do açúcar nacional, com 82,46 mil toneladas produzidas pela São Martinho.

Em seguida, China, Iraque e Irã receberam, respectivamente, 397,12; 305,52 e 234,27 mil toneladas do adoçante brasileiro.

Porém, os dados da Williams Brasil não informam o destino de 2,82 milhões de toneladas, que representam grande parte do açúcar exportado.

Em relação aos portos de saída, o volume de despachos mais elevado segue sendo o de Santos. Do total, 79,02% ou 5,52 milhões de toneladas foram despachadas pelo porto paulista. O volume é 16,18% menor que o registrado nos primeiros seis meses de 2018.

exportação acucar 1S2019 por porto 20190723

Segundo informações da Reuters, com a queda generalizada nas exportações de açúcar, os terminais do porto santista destinados ao despacho na commodity também estão sendo usados para grãos.

Já do porto de Paranaguá foram 940,62 mil toneladas despachadas no semestre, uma diminuição de 27,42% ante o mesmo período do ano passado. Além disso, foram despachados volumes menores por três outros portos brasileiros: 414,16 mil toneladas por Maceió (AL), 75,44 mil toneladas por Recife (PE) e outras 37,55 mil toneladas via Suape (PE).

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Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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