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2007, 2009 e 2014: A valorização das terras do grupo São Martinho

infografico terras sao martinho-grafico-01Com uma impressionante área de 58,2 mil hectares, um dos principais grupos do setor fez uma nova avaliação dos preços das terras
NovaCana 4 min de leitura
Depois da agência de classificação de risco, Fitch Ratings, informar quanto está valendo as terras de vários grupos do setor, um relatório de avaliação das propriedades do grupo São Martinho foi além e apresentou a evolução no preço das terras de 2009 a 2014 em quatro regiões de São Paulo.

A análise foi feita pela consultoria Deloitte e deve servir de referência para os preços das propriedades na regiões avaliadas. A pesquisa adotou as normas e diretrizes da ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas), que estabelece critérios para a avaliação patrimonial e define métodos para o estabelecimento de valores.

Confira a seguir os detalhes do preço das terras em quatro regiões de São Paulo, e mais:
- A evolução nos preços das terras em três períodos: 2007, 2009 e 2014
- Infográfico: Mapa com local, área, valorização e preço das terras da São Martinho
- Comparação do volume de terras e preço com outras três sucroalcooleiras

Depois da agência de classificação de risco, Fitch, informar quanto está valendo as terras de vários grupos do setor, um relatório de avaliação das propriedades do grupo São Martinho foi além e apresentou a evolução no preço das terras de 2009 a 2014.

De acordo com a análise feita pela consultoria Deloitte, os 58,2 mil hectares do São Martinho valem hoje R$ 3,1 bilhões, um crescimento de mais de 65% sobre a primeira reavaliação feita em 2009 (veja gráfico).

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Em Pradópolis (SP), na região de Ribeirão Preto, as terras da companhia foram avaliadas em R$ 1,5 bilhão. Com uma área de 32.477 hectares, o valor de mercado das propriedades subiu 41% em 2014, na comparação com 2009.

Em Iracemópolis (SP), na região de Limeira, a valorização chegou a 42% e o preço das terras é de R$ 45,7 mil por hectare. Já em Américo Brasiliense, na região de Araraquara, a alta no valor das áreas foi de 52,26%. Este número levou em conta apenas a participação do grupo São Martinho na Usina Santa Cruz e na Agropecuária Boa Vista, adquiridas recentemente.

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Valorização semelhante
Em um comunicado aos investidores, a companhia explicou que a avaliação das terras adotou o "Método Comparativo Direto de Dados de Mercado", que determina o valor de mercado de um bem por meio da comparação com outros similares, através de seus preços de venda, "tendo em vista as suas características semelhantes".

Dessa maneira, os dados divulgados pelo São Martinho indicam que esta significativa evolução nos preços aconteceu também nas demais propriedades das regiões avaliadas.

Logística
Na avaliação do analista de açúcar e etanol, Mauricio Lima Muruci, da Safras & Mercados, o principal fator que determina o valor de uma terra é a questão logística. As propriedades do São Martinho, estão localizadas no raio do etanolduto que interliga Ribeirão Preto a Paulínia, e ficam a poucos quilômetros de Santos, locais importantes para o escoamento da produção de etanol e açúcar.

Em alguns casos, a disponibilidade de terras para monetização é considerada um ativo de alta liquidez. Segundo dados da agência classificadora de riscos Fitch Ratings, o Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) possui 24 mil hectares de terra, avaliados em R$ 1,3 bilhão, em regiões altamente produtivas do Estado de São Paulo.

Já a Usina São João (USJ) detém mais de 30 mil hectares de propriedades de terra, cujo valor de mercado atual supera R$ 1,1 bilhão e 90% das quais estão livres de quaisquer encargos. A Biosev, possui 3 mil hectares de terras com um valor de mercado de R$ 47 milhões. A Raízen não possui terras para venda.

Por telefone, a assessoria de imprensa da agência informou que esses valores informados são recentes e foram obtidos diretamente com as usinas.

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Leonardo Siqueira - NovaCana
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