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Vale do Paraná mantém sequência de prejuízos com perda de R$ 28,83 milhões em 2019

Companhia, que apresentou piora em seus resultados operacionais, registrou seu terceiro prejuízo consecutivo

NovaCana 4 min de leitura

No ano passado, a usina Vale do Paraná – unidade brasileira do grupo guatemalteco Pantaleon – chamou a atenção do setor sucroenergético ao ser a primeira usina de etanol a entrar em consulta pública para certificação no programa RenovaBio.

Cinco meses depois, a companhia obteve o aval da ANP para participar do programa: o etanol hidratado recebeu a nota 66,4 gCO2/MJ, enquanto o anidro obteve 66,8 gCO2/MJ. Com isso, segundo cálculos do NovaCana, a Vale do Paraná poderá emitir mais de 400 mil CBios se atuar no limite da capacidade de produção diária autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) durante uma safra com 180 dias de moagem.

As perspectivas para o RenovaBio, no entanto, não afetaram a sequência de prejuízos registrada pela companhia. Em 2019, a Vale do Paraná teve um resultado líquido negativo de R$ 28,83 milhões – seu terceiro prejuízo consecutivo. Ainda assim, o valor é 45,7% menor que o resultado líquido de 2018, quando as perdas somaram R$ 53,12 milhões.

Leia mais:

- Histórico dos resultados financeiros da Vale do Paraná, desde 2012
- Resultados operacionais: receitas, custos e lucro bruto
- Impacto da variação líquida sobre os resultados
- Perfil das dívidas da companhia com empréstimos e financiamentos

No ano passado, a usina Vale do Paraná – unidade brasileira do grupo guatemalteco Pantaleon – chamou a atenção do setor sucroenergético ao ser a primeira usina de etanol a entrar em consulta pública para certificação no programa RenovaBio.

Cinco meses depois, a companhia obteve o aval da ANP para participar do programa: o etanol hidratado recebeu a nota 66,4 gCO2/MJ, enquanto o anidro obteve 66,8 gCO2/MJ. Com isso, segundo cálculos do NovaCana, a Vale do Paraná poderá emitir mais de 400 mil CBios se atuar no limite da capacidade de produção diária autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) durante uma safra com 180 dias de moagem.

As perspectivas para o RenovaBio, no entanto, não afetaram a sequência de prejuízos registrada pela companhia. Em 2019, a Vale do Paraná teve um resultado líquido negativo de R$ 28,83 milhões – seu terceiro prejuízo consecutivo. Ainda assim, o valor é 45,7% menor que o resultado líquido de 2018, quando as perdas somaram R$ 53,12 milhões.

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Em parte, a diminuição no prejuízo é derivada do menor impacto negativo do câmbio sobre os resultados da usina. Enquanto a variação cambial líquida representou perdas de R$ 56,78 milhões em 2018, o efeito no ano passado foi negativo em R$ 16,56 milhões no período de janeiro a dezembro de 2019.

A Vale do Paraná não registra ganhos com a variação cambial desde 2016. Este também foi o último ano em que a companhia obteve lucro líquido.

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Queda no desempenho operacional

Apesar do prejuízo menor na comparação com o ano anterior, as receitas da Vale do Paraná tiveram uma queda de 20,2% no mesmo comparativo, totalizando R$ 230,62 milhões em 2019.

O resultado foi ainda mais prejudicado porque os custos com os produtos vendidos não caíram na mesma proporção. De janeiro a dezembro, a companhia registrou despesas de R$ 202,35 milhões – um valor 7,2% abaixo do visto em 2018.

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Desta forma, os custos representaram o equivalente a 87,7% da receita. O número indica uma perda no desempenho operacional da companhia: em 2018, o resultado foi de 75,5% e, em 2017, ele foi de 72,7%.

Considerando estes dois fatores – receita líquida e custos dos produtos vendidos – e a variação positiva de R$ 2,63 milhões no ativo biológico da empresa (cana em pé), o lucro bruto da Vale do Paraná foi de R$ 30,90 milhões no último ano.

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O valor é 54,2% menor que o registrado em 2018, quando a companhia obteve lucro bruto de R$ 67,52 milhões. Na ocasião, foram registradas perdas de R$ 3,39 milhões com a desvalorização dos canaviais da companhia.

Dívida em trajetória de crescimento

Além dos diversos prejuízos registrados nos últimos anos, a Vale do Paraná também tem apresentado um crescimento em seu endividamento com empréstimos e financiamentos. Esta é a sexta vez consecutiva em que a posição observada no último dia do ano é maior que a vista no encerramento do período anterior.

Em 31 de dezembro de 2019, a usina contabilizava R$ 414,69 milhões em débitos. A posição é 8,6% maior do que a observada um ano antes.

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Dentre as dívidas observadas ao final do ano passado, R$ 136,72 milhões têm vencimento ao longo de 2020, enquanto os R$ 277,97 milhões restantes contam com um período superior para pagamento. Na comparação as posições vistas em 31 de dezembro de 2018, as dívidas de curto prazo aumentaram em 17,9% e as de longo prazo em 4,5%.

Renata Bossle – NovaCana

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