
“A indústria é responsável por um terço do consumo global de energia e a otimização da eficiência energética permite comercializar mais energia excedente”, Felipe Rover (Siemens)
Entre os desafios enfrentados em plantas de etanol de milho está a melhoria contínua das operações com maior controle de processos, como na fermentação. Mas a tecnologia é a grande aliada.
“Controle de temperatura e assepsia podem garantir o adicional em produtividade, por isso, é relevante ter um controle preciso”, explica o gerente de contas da Siemens, empresa global focada em tecnologia e inovação, Felipe Rover.
No final do dia, o objetivo é produzir mais etanol de milho com menos recursos por meio da agregação de dados. “O fator-chave é combinar o mundo real com o mundo digital”, afirma o gerente, que complementa: “Uma planta consegue gerar 2,2 mil terabytes de dados. É uma quantidade imensa de informações e uma riqueza de dados que deve ser usada desde a fase de projeto”.
No sistema de gêmeo digital, por exemplo, a usina passa a existir nesses dois mundos, propiciando fazer mais atividades com menos recursos e de forma mais rápida. A agilidade vem da possibilidade de testar processos de forma simulada no meio digital.
As informações foram divulgadas na nona edição do Teco Latin America, promovido pela Novozymes. O evento reúne especialistas do setor nos dias 4 e 5 de outubro, em São Paulo (SP), para debater o atual cenário e as perspectivas da indústria de etanol de milho.
Leveduras são extremamente importantes para parte de fermentação do etanol, conforme o especialista em tecnologia industrial da Novozymes, Fabrício Barros.
De acordo com ele, as opções convencionais podem ser limitantes no processo produtivo, assim como na produção de glicerol. Assim, seria importante usar leveduras mais eficientes para que não haja sobra de açúcar ou a necessidade de uso elevado de ureia.
Durante o Teco Latin America, a Novozymes lançou o Innova Prime, que visa uma redução de glicerol, contribuindo para o rendimento de etanol e para a melhoria na qualidade do DDGS. A promessa é de uma fermentação 3% mais eficiente, além do aumento de sólidos, gerando consistência de operação em condições adversas e redução de insumos e nutrientes.
Como reforça o líder da engenharia de processos da Katzen, empresa fornecedora líder mundial de tecnologia de processos, Ethan Campbell, o objetivo do processo é que ele seja o mais eficiente possível. Segundo ele, apesar da fermentação perfeita não ser possível, é preciso maximizar a produção de etanol com consistência.
“A levedura selecionada pode ter condições melhores do que uma convencional. Após a produção do etanol, é preciso não o perder nas fases seguintes da produção. A melhor maneira de otimizar a fabricação é otimizar a levedura, que é um ser vivo e precisa estar bem alimentada e segura”, explica o líder de engenharia.
Conforme Campbell, as condições de PH e temperatura precisam ser ideias; temperaturas muito elevadas, por exemplo, são negativas. Fatores de estresse das leveduras, portanto, precisam ser sempre monitorados no processo produtivo.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
Conteúdo patrocinado pela Novozymes