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“Para setor de biocombustíveis é agora ou nunca; vejo que é mais agora”, diz CEO da Be8

Companhia de biodiesel enxerga bom potencial para energia líquida e aponta caminhos para evolução


NovaCana - Publicado: 04 Out 2023 - 19:44

O mercado de biocombustíveis anda de mãos dadas com o de transição energética – e empresas como Raízen, Inpasa e Be8 endossam esta visão. Nesta quarta-feira, 4, as três companhias estiveram presentes no primeiro dia da nona edição do Teco Latin America, evento da Novozymes que reúne especialistas do setor em São Paulo (SP).

De acordo com o CEO da Be8, companhia líder em biodiesel no Brasil, Erasmo Battistella, certificações são fundamentais para atender os mercados mundiais mais exigentes, angariando mais espaço de mercado.

“Para o setor de biocombustíveis é agora ou nunca. Vejo, hoje, que é mais agora do que nunca. Os programas estão voltando, as misturas [de biodiesel no diesel e de anidro na gasolina] estão voltando, assim como a aliança entre Brasil e Estados Unidos para produção de biocombustíveis. É preciso aproveitar isso”, considera.

Conforme o CEO da Be8, o país precisa avançar na regulamentação do SAF e fortalecer o RenovaBio, o que significaria não ter mais alterações da meta, oferecendo segurança e previsibilidade ao mercado. “Também precisamos olhar para exportação dos biocombustíveis. Temos um mercado potencial gigantesco na América do Sul, temos que convidar nossos vizinhos a crescer”, completa.

Ele ainda pontua que, apesar de ser uma companhia de biodiesel, a Be8 decidiu aproveitar uma oportunidade ao fazer uma planta de etanol de cereais. A unidade terá capacidade para 220 milhões de litros ao ano, de anidro e hidratado, além de 155 mil toneladas ao ano de farelo.

Renovação e ampliação

Já a Raízen tem focado na modernização dos seus parques industriais, com o uso mais eficiente do bagaço de cana, que é muito demandado para a produção de energia. “Temos usinas de até 100 anos, tem um caminho de modernização dessas unidades”, explica o diretor global de transição energética da Raízen, Mateus Lopes.

“Como setor, queremos que as nossas moléculas renováveis estejam em local de destaque no debate de transição energética”, Mateus Lopes (Raízen)

Além disso, a Raízen tem o plano de construir 20 plantas de etanol de segunda geração (E2G) até 2030, com a perspectiva de inaugurar duas unidades por ano. Para Lopes, é um plano bastante ousado, mas possível.

Ele ainda relata que há também expectativas de redução de pegada de carbono de outras maneiras, como a busca por mais produtividade por hectare.

DDGS na transição

A partir de uma tonelada de milho, a Inpasa consegue produzir 470 litros de etanol, 230 quilos de DDGS, 24 quilos de óleo de milho e 360 quilos de CO2. Ainda assim, a empresa busca por mais.

“É necessário intensificar o processo produtivo, tornando a produção mais sustentável do ponto de vista ambiental e econômico”, afirma o gerente comercial da Inpasa, Daniel Sarmento.

Especificamente quanto ao DDGS, ele observa que houve uma melhoria no peso dos gados analisados pela Inpasa. Segundo o gerente, isso comprovaria a eficácia do coproduto do etanol de milho na nutrição animal, substituindo outros alimentos concentrados proteicos de forma favorável.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
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