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USJ é novamente rebaixada pela S&P, que acredita em risco de calote iminente

Essa é a segunda vez em 2019 que a companhia sucroenergética cai na classificação da agência

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Não foi por falta de aviso. Em janeiro deste ano, a S&P Global Ratings rebaixou a nota da USJ Açúcar e Álcool de CCC para CCC-, com perspectiva negativa. Na ocasião, o relatório da agência de classificação de risco apontava que uma possível renegociação das dívidas deixaria a sucroenergética dependente de fatores externos favoráveis, o que poderia levar a um novo rebaixamento.

Agora, dois meses depois, a nota da USJ caiu de CCC- para CC, ainda com perspectiva negativa. Isso indica que há a possibilidade de a companhia ser rebaixada novamente em uma próxima avaliação. O motivo dessa redução – e da chance de mais uma acontecer em breve – está justamente na renegociação das dívidas da companhia.

Segundo a S&P, na última segunda-feira (25), a USJ anunciou uma proposta de oferta de troca com seus credores, referente a notas com vencimento em 2019 e 2021. Para a agência, contudo, a oferta de troca da USJ é de alto risco, pois a empresa não seria capaz de pagar pontualmente os juros, o principal da dívida e suas outras obrigações.

No texto completo, saiba mais sobre a saúde financeira da USJ, a perspectiva de um novo rebaixamento e a proposta de troca de notas feita aos credores da companhia.

Não foi por falta de aviso. Em janeiro deste ano, a S&P Global Ratings rebaixou a nota da USJ Açúcar e Álcool de CCC para CCC-, com perspectiva negativa. Na ocasião, o relatório da agência de classificação de risco apontava que uma possível renegociação das dívidas deixaria a sucroenergética dependente de fatores externos favoráveis, o que poderia levar a um novo rebaixamento.

Agora, dois meses depois, a nota da USJ caiu de CCC- para CC, ainda com perspectiva negativa. Isso indica que há a possibilidade de a companhia ser rebaixada novamente em uma próxima avaliação. O motivo dessa redução – e da chance de mais uma acontecer em breve – está justamente na renegociação das dívidas da companhia.

rating SP USJ 27032019

Segundo a S&P, na última segunda-feira (25), a USJ anunciou uma proposta de oferta de troca com seus credores, referente a notas com vencimento em 2019 e 2021. “A conclusão da oferta está sujeita à aprovação de 67% e 95% dos detentores das notas com vencimento em 2019 e 2021, respectivamente, até 19 de abril de 2019”, relata.

Por conta disso, a agência também colocou a sucroenergética na listagem CreditWatch, com as notas unsecured da empresa com nota C e em perspectiva negativa. Nesse caso, um novo rebaixamento significaria que a USJ se tornou inadimplente, ou entrou em default.

“A listagem CreditWatch com implicações negativas reflete nossa visão da iminência de um default, o que nos levará a rebaixar os ratings de emissor e emissão da empresa para ‘SD’ e ‘D’, respectivamente, uma vez concluída a oferta de troca”, completa.

Para a S&P, a oferta de troca da USJ é de alto risco, pois a empresa não seria capaz de pagar pontualmente os juros, o principal da dívida e suas outras obrigações. “Tendo em vista a estrutura de capital insustentável e a fraca geração de caixa da USJ, consideramos essa oferta de troca como equivalente a um default”, conclui.

Proposta da USJ

Segundo relatório da S&P, o que a USJ está propondo para seus credores em relação às notas com vencimento em 2019 é, para cada US$ 1, realizar o pagamento de US$ 0,333 e trocar o US$ 0,667 restante por novas notas. Já para as notas com vencimento em 2021, a troca sugerida é por uma nova nota de mesmo valor, porém com vencimento em 2023. Essas propostas, entretanto, teriam que ser aceitas antes de 5 de abril de 2019.

Entre 5 e 19 de abril, as condições mudam. Para as notas com vencimento em 2019, o pagamento cai para US$ 0,316 por cada US$ 1, além de troca de US$ 0,634. Já para as notas com vencimento em 2021, a troca seria de US$ 0,95 para cada US$ 1.

As novas notas, ainda conforme a S&P, terão uma opção de PIK (payment-in-kind) para os próximos dois pagamentos de cupom, com uma taxa de 9,875%. A terceira parcela, por sua vez, inclui a opção de pagar um cupom de 4% em caixa e os 5,875% de juros decorridos. Na sequência, a empresa começaria a pagar juros caixa com cupom de 8,5% se o montante em circulação for inferior a US$ 200 milhões, e de 9,875% se o montante em circulação exceder US$ 200 milhões.

Renata Bossle – NovaCana

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