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USJ Açúcar e Álcool ainda está presa a altos custos e a juros elevados, mas volta a ter lucro

usj-sao-francisco-190116Com três usinas em operação no país, a USJ Açúcar a Álcool está começando a superar uma fase complicada na história da empresa

NovaCana 4 min de leitura

Com três usinas em operação no país, a USJ Açúcar a Álcool está começando a superar uma fase complicada na história da empresa. Por exemplo: por mais que a agência de classificação de risco Fitch tenha apontado uma melhora nos indicadores da companhia, persiste a perspectiva de inadimplência.

Em seus resultados anuais referentes à safra 2016/17, a USJ deixa claro esse momento. A companhia – que reviu alguns números da safra anterior – saiu de um prejuízo de R$ 102,12 milhões em 2015/16 para um lucro de R$ 73,42 milhões. O resultado, ainda que aparentemente animador, ainda é bastante tímido para uma empresa com uma receita que supera os R$ 570 milhões.

Mas, para onde vai o dinheiro da USJ? Os detalhes no texto a seguir.

Com três usinas em operação no país, a USJ Açúcar a Álcool está começando a superar uma fase complicada na história da empresa. Por exemplo: por mais que a agência de classificação de risco Fitch tenha apontado uma melhora nos indicadores da companhia, persiste a perspectiva de inadimplência.

Em seus resultados anuais referentes à safra 2016/17, a USJ deixa claro esse momento. A companhia – que reviu alguns números da safra anterior – saiu de um prejuízo de R$ 102,12 milhões em 2015/16 para um lucro de R$ 73,42 milhões. O resultado, ainda que aparentemente animador, ainda é bastante tímido para uma empresa com uma receita que supera os R$ 570 milhões.

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Em grande parte, a empresa está presa a uma alta taxa de custo operacional, superior a 76% da receita líquida obtida com a venda de produtos. No setor sucroenergético, essa taxa costuma ser superior a 70%, mas outros grupos conseguiram resultados melhores, como, por exemplo, a Cerradinho Bioenergia (72%) e, mais especificamente, o Grupo São Martinho (51%).

Ainda assim, a USJ registrou uma melhora nesse índice. Em 2014/15, a relação entre receita operacional líquida e o custo dos produtos vendidos foi de 79%. Já em 2015/16, o índice chegou a 81%.

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Dessa forma, o lucro bruto da companhia – que considera ainda mudanças no valor do ativo biológico (cana em pé) – conquistou um crescimento significativo no último ano, indo para R$ 133,22 milhões. O valor é 50,8% superior aos R$ 88,32 milhões vistos na safra 2015/16.

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Contudo, o resultado da empresa ainda é negativo devido aos juros pagos ou incorridos, expressos no balanço como despesas financeiras. Na última safra, encerrada em 31 de março de 2017, eles somaram R$ 249,58 milhões – ou R$ 116,36 milhões a mais que o lucro bruto.

A verdade é que o lucro registrado no período só foi possível devido aos ganhos obtidos com aplicações no mercado financeiro. Ou seja, no final das contas, a indústria de açúcar e etanol conseguiu sair do vermelho por causa de investimentos que podem ter sido em títulos públicos, títulos privados, fundos de investimento, outras ações, entre outras possibilidades.

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Outro aspecto que também beneficiou a USJ foi a variação cambial líquida, a diferença em moeda nacional resultante das modificações nas taxas de câmbio. Na última safra, essa variação foi positiva em R$ 70,93 milhões, um valor 43,8% superior ao visto no ano anterior.

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Perfil da dívida

Os juros pagos pela USJ já indicam que a companhia possui um alto endividamento. Ainda que a posição em 31 de março de 2017 tenha permanecido acima de R$ 1 bilhão, o valor do passivo comprometido com empréstimos e financiamentos é consideravelmente menor na comparação com os outros anos. Em relação a 2015/16, a queda foi de 21,7%.

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A maior parte desse valor está concentrada no longo prazo, sendo que R$ 229,54 milhões tinham vencimentos para os 12 meses seguintes à data da posição divulgada. Esse indicador também é menor que o visto no ano anterior, quando os empréstimos e financiamentos de curto prazo somavam R$ 321,99 milhões.

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Renata Bossle – NovaCana

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