Manoel Pereira de Queiroz aponta que safra de margens apertadas mostrará quais sucroenergéticas “fizeram a lição de casa”
O acesso a crédito no agronegócio está mais restrito. De acordo com o sócio sênior da Mapa Capital, Manoel Pereira de Queiroz, embora isso seja mais preocupante para quem atua com grãos, o cenário já afeta as sucroenergéticas e, principalmente, os produtores de cana-de-açúcar.
“O setor de grãos está vivendo uma ‘tempestade quase-que-perfeita’. Eles têm dívidas passadas sendo carregadas, têm um custo de produção elevado e, se a guerra continuar, existe risco de falta de fertilizantes”, afirma, acrescentando que a restrição a esses produtos no Brasil “não é provável, mas é possível”.
Além disso, há a questão da taxa de juros elevada, com a Selic atualmente definida em 14,5% ao ano. De acordo com Queiroz, embora anteriormente houvesse rumores de uma redução para 12%, agora o mercado fala em 13,5% ou 14% – uma diminuição que, se confirmada, poderia facilmente ser revertida em spread bancário. Atualmente, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e o spread somam de 18% a 20% ao ano.
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