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Usinas buscam certificação para o etanol celulósico

RSB logo 281114“Na primeira geração, quando tivemos biocombustíveis pela primeira vez, assumimos que todos [os combustíveis] eram verdes e sustentáveis. Depois vimos que a realidade é um pouco mais sutil do que isso”

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Enquanto a indústria de etanol 2G dá seus primeiros passos, com o início da produção do biocombustível em escala comercial em países como a Itália e mais recentemente Brasil, entidades como a Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB) apostam em uma certificação para o renovável.

O assunto é tratado como “alta prioridade” para a RSB, já que “a maior parte” das usinas já mostrou interesse na diferenciação de seu produto, de acordo com o head de desenvolvimento de negócios da entidade, Matthew Rudolf, em entrevista ao portal NovaCana.

Enquanto a indústria de etanol 2G dá seus primeiros passos, com o início da produção do biocombustível em escala comercial em países como a Itália e mais recentemente Brasil, entidades como a Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB) apostam em uma certificação para o renovável.

O assunto é tratado como “alta prioridade” para a RSB, já que, segunda ela, “a maior parte” das usinas já mostrou interesse na diferenciação de seu produto.

“Basicamente, as usinas estão dizendo que a certificação as ajudará a entrar em mercados adicionais. E isso é algo que elas querem fazer definitivamente”, afirma o head de desenvolvimento de negócios da entidade, Matthew Rudolf, em entrevista ao portal NovaCana.

A distinção do combustível em um mercado extremamente competitivo e exigente — como o da Califórnia — é a aposta de empresas como GranBio, que obteve uma classificação preliminar inédita para o etanol 2G produzido em Alagoas.

Com um combustível dez vezes mais limpo que o etanol convencional, a empresa de biotecnologia pretende enviar à Califórnia, pelo menos, metade de sua produção de 80 milhões de litros por ano.

Rudolf preferiu não informar quantas ou quais usinas estariam interessadas em uma certificação para o combustível de segunda geração, mas afirmou que “a maioria” das empresas tem interesse numa classificação específica para o renovável.

Para a entidade, estas empresas querem uma certificação forte “porque é importante para a indústria de etanol de segunda geração distinguir-se como uma indústria sustentável”.

Sustentabilidade é a palavra chave

Se para a indústria de primeira geração a sustentabilidade é um elemento importante do negócio, para a de segunda, o conceito é o próprio negócio.

“Na primeira geração, quando tivemos biocombustíveis pela primeira vez, assumimos que todos [os combustíveis] eram verdes e sustentáveis. Depois vimos que a realidade é um pouco mais sutil do que isso”, admite.

“É preciso medir tudo. Aprendemos na primeira geração de biocombustíveis que você não pode tomar por certo que todos os biocombustíveis — ou tudo de qualquer indústria em particular — é automaticamente sustentável”, argumenta.

O executivo acredita que a indústria só estará completa nos próximos três anos. “2015 será o primeiro ano de produção comercial plena. Acredito que dentro de três anos teremos uma indústria completa, com muitas empresas jovens e uma série de usinas”, projeta.

Desafios

Para Rudolf, o etanol 2G pode resolver alguns problemas, como a questão alimentos versus combustível, bem como o uso de terras. Porém, há “pontos muito importantes” que precisam ser encarados. “Tirar muita biomassa da terra é um importante exemplo de como as novas tecnologias podem trazer novos desafios”, cita.

“Ter um fórum como a RSD que trata assuntos relacionados à sustentabilidade, que garante que a indústria está indo para a direção certa e tem o apoio de grupos ambientais é um papel importante, o qual nós queremos desempenhar”, completa.

Leonardo Siqueira – NovaCana

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