Produtores de etanol conseguiram classificações mais eficientes e uma rota incomum, para o renovável feito a partir do melaço da cana
O mercado que mais valoriza o etanol de cana brasileiro no mundo, continua na mira das usinas tupiniquins. Mais três unidades obtiveram novos cadastros junto ao Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia (California Air Resources Board - Carb), o que as habilita a exportarem para o principal estado consumidor do renovável de cana nos Estados Unidos.
As produtoras do biocombustível conquistaram registros que sinalizam a primeira etapa do processo para a exportação ao estado da costa oeste norte-americana, que exige o cumprimento do rigoroso Padrão de Combustíveis de Baixo Carbono (Low Carbon Fuel Standard – LCFS). As rotas cadastradas pertencem a três usinas, uma delas ganhou a possibilidade de exportar etanol feito a partir de melaço.
O mercado que mais valoriza o etanol de cana brasileiro no mundo, continua na mira das usinas tupiniquins. Mais uma unidade obteve cadastro junto ao Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia (California Air Resources Board - Carb), o que a habilita a exportar para o principal estado consumidor do renovável de cana nos Estados Unidos. Outras duas unidades já registradas, incluíram novas classificações para sua produção, mais competitivas que as anteriores.
As produtoras do biocombustível estão na lista dos cadastros pendentes, registro que sinaliza a primeira etapa do processo para a exportação ao estado da costa oeste norte-americana, que exige o cumprimento do rigoroso Padrão de Combustíveis de Baixo Carbono (Low Carbon Fuel Standard – LCFS). As rotas cadastradas pertencem a usinas dos grupos Jalles Machado, Abengoa e São Martinho.
Com esta atualização, sobe para 79 o número de usinas de etanol brasileiras cadastradas para realizar o primeiro envio à Califórnia, por isso ainda constam com o status “pendente”, sinalizando que ainda não exportaram. Quando realizarem a primeira remessa de biocombustível ao estado norte-americano o status mudará para “aprovado”, depois que as emissões de todo trajeto forem contabilizadas, habilitando efetivamente a operação dentro do padrão, como já ocorre com 39 das unidades brasileiras.
Usinas registradas
A principal novidade é o registro do grupo Jalles Machado, que habilitou a sua unidade matriz, em Goianésia (GO), para a exportação de etanol com duas classificações com intensidades de carbono (CI) diferentes (ETHS002 e ETHS003, com CI 58,4 e 66,4, respectivamente), ambas com crédito por cogeração, mas uma delas sem colheita mecanizada. Até o momento o grupo goiano ainda não possuía cadastro junto ao Carb.
A já cadastrada Unidade São Luiz, da Abengoa Bioenergia, ganhou uma rota especial para o etanol de melaço (ETHM010). A usina localizada em Pirassununga (SP) já possuía cadastro aprovado para duas rotas referentes à produção convencional do renovável de cana, mas a nova classificação traz uma CI mais baixo, de 54,92, substituindo uma das classificações anteriores (código ETHS003). A unidade é a segunda do Brasil a conseguir aprovar o etanol de melaço junto a Carb, a primeira foi a Costa Pinto, da Raízen.
A usina São Martinho, que leva o nome do grupo, localizada em Pradópolis (SP), ganhou um código diferente para exportar o produto, com CI menor do que a classificação já autorizada. A usina cadastrou o ETHS002, que rotula o etanol brasileiro com colheita mecanizada e crédito por cogeração. Anteriormente, as exportações realizadas possuíam apenas uma rota de processo padrão de produção (ETH001) sem crédito pelo emprego de tecnologias de colheita e produção de energia elétrica, com um dos CI mais altos (73,4) entre as rotas para o biocombustível brasileiro.
A mais recente atualização da lista das usinas brasileiras com registro junto Carb, combinados cadastros pendentes e aprovados, totaliza 118.
Marina Gallucci – NovaCana