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Usina Vale do Paraná tem pior prejuízo em cinco anos, com perda de R$ 53 milhões

Unidade teve resultado operacional positivo, porém, variação cambial prejudicou o desempenho financeiro da companhia

NovaCana 4 min de leitura

Sem registrar resultados positivos desde 2016, a Usina Vale do Paraná, única operação do grupo guatemalteco Pantaleon no Brasil, divulgou que teve uma perda líquida de R$ 53,12 milhões no ano passado.

A usina, localizada em Suzanópolis (SP) tem capacidade de moagem de 2 milhões de toneladas de cana por safra.

Em relação a 2017, quando foi registrado um prejuízo de R$ 9,22 milhões, as perdas cresceram 476,1%. Além disso, este também é o pior resultado da companhia desde o prejuízo de R$ 59,17 milhões visto em 2013.

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O resultado negativo, entretanto, não está diretamente vinculado ao desempenho operacional da Vale do Paraná.

Leia mais:

- Histórico de resultados da Vale do Paraná
- Análise do desempenho operacional: lucro bruto, receitas e custos
- Impacto da variação cambial e de outras despesas no resultado da companhia
- Perfil das dívidas de curto e longo prazo

Sem registrar resultados positivos desde 2016, a Usina Vale do Paraná, única operação do grupo guatemalteco Pantaleon no Brasil, divulgou que teve uma perda líquida de R$ 53,12 milhões durante o ano passado.

Em relação a 2017, quando foi registrado um prejuízo de R$ 9,22 milhões, esse montante cresceu em 476,1%. Além disso, este também é o pior resultado da companhia desde o prejuízo de R$ 59,17 milhões visto em 2013.

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O resultado negativo, entretanto, não está diretamente vinculado ao desempenho operacional da Vale do Paraná. Em 2018, o lucro bruto da usina foi de R$ 67,52 milhões – um crescimento de 18% ante os R$ 57,20 milhões registrados um ano antes.

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Na comparação simples entre receitas e custos de produção, a usina registrou uma pequena piora na comparação anual. Em relação a 2017, as receitas subiram 11,4% – de R$ 259,26 mi para R$ 288,93 mi – enquanto os custos apresentaram uma elevação superior, de 15,6% – de R$ 188,60 mi para R$ 218,03 mi.

Com isso, os custos passaram a representar 75,5% da receita, ante 72,7% em 2017. O indicador do ano anterior, contudo, foi um dos melhores já registrados pela Vale do Paraná, que chegou a ter prejuízo operacional em 2012.

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A usina, localizada em Suzanópolis (SP) e com capacidade de moagem de 2 milhões de toneladas de cana por safra, divulgou sua demonstração financeira referente ao período de janeiro a dezembro no Diário Oficial do estado.

Câmbio é o vilão

Segundo os números apresentados pela companhia, despesas diversas somaram R$ 33,86 milhões – majoritariamente, custos administrativos e com vendas. Ainda assim, este valor é 5,5% menor que os R$ 35,82 milhões vistos em 2017. Outra redução se deu com as despesas financeiras de R$ 30,97 milhões, valor que cresceu 20% na comparação anual.

O impacto mais significativo, entretanto, foi a perda com variação cambial. Nesse caso, o valor líquido foi negativo em R$ 56,78 milhões, ante um prejuízo de R$ 8,33 milhões em 2017.

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Assim, considerando o resultado líquido de R$ 53,12 milhões, a Vale do Paraná poderia ter registrado um lucro de R$ 3,66 milhões se a variação cambial fosse desconsiderada.

Dívidas crescentes

Outra característica dos resultados financeiros da Vale do Paraná é uma dívida crescente com empréstimos e financiamentos. Desde 2014, a posição dos débitos da companhia em 31 de dezembro tem registrado variações que vão de 1% a 29,4%.

Entre 2017 e 2018, aliás, esse indicador foi de 23,5%. No total, as dívidas da empresa somavam R$ 381,96 milhões ao final do ano passado.

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Deste montante, R$ 155 milhões terão vencimento ao longo de 2019. Este valor é 53% menor que o dos débitos que tiveram vencimento em 2018.

Assim, a maior parte do montante devido pela Vale do Paraná é referente a débitos que devem ser amortizados em médio e longo prazo. Em 31 de dezembro, esta dívida era de R$ 266 milhões, um crescimento de 324% em relação à posição vista um ano antes.

Renata Bossle – NovaCana

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