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Usina Santa Adélia tem lucro de quase R$ 90 milhões na safra 2019/20

Sucroenergética registrou aumento na receita líquida e queda nos custos de produção; ainda assim, resultado líquido teve piora de 1,1% na comparação anual

NovaCana 5 min de leitura

Depois de registrar uma recuperação em seus resultados financeiros em 2018/19, a usina Santa Adélia, que controla três unidades em São Paulo, apresentou uma nova melhora em seus indicadores operacionais. Na safra 2019/20, encerrada no final de março, a companhia obteve um aumento na receita líquida e uma redução nos custos com produtos vendidos.

Ao longo dos últimos anos, a Santa Adélia tem feito diversos esforços para melhorar suas margens e ampliar seus lucros. Um dos mais recentes foi o anúncio de que paralisará as operações na unidade Pioneiros, em Sid Menucci (SP), a partir do próximo ano. O objetivo, segundo a sucroenergética, é reduzir custos ao concentrar a moagem na unidade Pereira Barreto, localizada a 50 quilômetros, no município paulista de mesmo nome.

Ainda assim, segundo os números divulgados pela própria companhia no Diário Oficial de São Paulo, a Santa Adélia teve uma queda de 1,1% em seu lucro líquido, que passou de R$ 90,72 milhões em 2018/19 para R$ 89,69 milhões em 2019/20.

Um dos fatores que contribuiu para esta retração no desempenho foi uma maior cobrança do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Somados, os dois impostos chegaram a R$ 69,09 milhões na última safra, um aumento de mais de 1.000% ante os R$ 5,97 milhões registrados em 2018/19.

No texto completo (exclusivo para assinantes), saiba mais sobre o resultado financeiro da usina Santa Adélia, com gráficos comparativos das últimas safras.

- Resultado líquido
- Resultado bruto
- Evolução das receitas e custos
- Perfil das dívidas: débitos com empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo

Depois de registrar uma recuperação em seus resultados financeiros em 2018/19, a usina Santa Adélia, que controla três unidades em São Paulo, apresentou uma nova melhora em seus indicadores operacionais. Na safra 2019/20, encerrada no final de março, a companhia obteve um aumento na receita líquida e uma redução nos custos com produtos vendidos.

Ao longo dos últimos anos, a Santa Adélia tem feito diversos esforços para melhorar suas margens e ampliar seus lucros. Um dos mais recentes foi o anúncio de que paralisará as operações na unidade Pioneiros, em Sid Menucci (SP), a partir do próximo ano. O objetivo, segundo a sucroenergética, é reduzir custos ao concentrar a moagem na unidade Pereira Barreto, localizada a 50 quilômetros, no município paulista de mesmo nome.

Ainda assim, segundo os números divulgados pela própria companhia no Diário Oficial de São Paulo, a Santa Adélia teve uma queda de 1,1% em seu lucro líquido, que passou de R$ 90,72 milhões em 2018/19 para R$ 89,69 milhões em 2019/20.

Um dos fatores que contribuiu para esta retração no desempenho foi uma maior cobrança do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Somados, os dois impostos chegaram a R$ 69,09 milhões na última safra, um aumento de mais de 1.000% ante os R$ 5,97 milhões registrados em 2018/19.

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Considerando apenas a fase operacional – ou seja, a receita obtida com a venda de açúcar, etanol e energia elétrica e o custo para a fabricação destes produtos –, a Santa Adélia apresentou um crescimento anual de 32,9%. Em 2019/20, o lucro bruto da companhia chegou a R$ 290,19 milhões.

Este é o segundo ano consecutivo de melhora neste resultado, além de ser a primeira vez que a companhia supera o lucro líquido de R$ 245,63 milhões registrado em 2015/16.

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Neste caso, a melhora pode ser atribuída tanto a um aumento de 7,3% na receita líquida – que ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão – quanto a uma queda de 0,4% nos custos de produção. Aliás, trata-se da terceira redução em sequência registrada nos gastos da sucroenergética, que foram de R$ 722,03 milhões em 2019/20.

Com isso, a Santa Adélia obteve uma melhora em suas margens operacionais e, na última safra, os custos representaram o equivalente a 71,3% das receitas. Em 2017/18, quando a companhia registrou seu pior desempenho dos últimos anos, este indicador era de 80,9%.

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Ao mesmo tempo, a companhia voltou a registrar um aumento em seu endividamento com empréstimos e financiamentos. Em 31 de março deste ano, a posição das dívidas da companhia era de R$ 1,16 bilhão, 11,5% acima do total visto um ano antes.

Além disso, a maior parte deste crescimento pode ser atribuído às dívidas com vencimento ao longo da safra 2020/21, que somavam R$ 433,14 milhões. Na temporada anterior, o montante comprometido com dívidas de curto prazo era de R$ 328,28 milhões.

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Por sua vez, a posição das dívidas da companhia com vencimento em longo prazo aumentou 2,1% na comparação anual, chegando a R$ 730,11 milhões ao final da safra 2019/20.

Renata Bossle – NovaCana

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