Sucroenergética também foi habilitada em um programa de incentivos, podendo abater até R$ 192 mil em impostos na aquisição de equipamentos
A safra 2020/21 trouxe bons resultados para a usina Santa Adélia, que controla três unidades em São Paulo. A companhia registrou um lucro líquido consolidado de R$ 182,03 milhões de acordo com dados divulgados no Diário Oficial do estado. O número representa um crescimento de 103% ante o ciclo anterior, quando a sucroenergética obteve R$ 89,69 milhões.
O resultado é um recorde para a Santa Adélia, também representando uma retomada em sua trajetória de crescimento. Na safra 2019/20, a empresa teve uma queda anual de 1,1% em seu lucro, encerrando a temporada com R$ 89,69 milhões.
Além disso, os planos para o futuro envolvem investimentos. A companhia contratou, em maio deste ano, um financiamento de R$ 100 milhões junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio do programa de crédito vinculado ao programa RenovaBio. Segundo a empresa, os recursos serão destinados à unidade localizada em Jaboticabal (SP).
Para completar, uma portaria publicada no Diário Oficial da União em 15 de junho aprovou a participação da Santa Adélia no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) com um projeto de irrigação de canaviais. A empresa pretende investir R$ 2,08 milhões, podendo abater em torno de R$ 192,24 mil em impostos na aquisição de equipamentos.
Ao final da safra 2020/21, a Santa Adélia divulgou em suas redes sociais a moagem de 5,8 milhões de toneladas de cana, com produção de 137 mil toneladas de açúcar e 322 milhões de litros de etanol. Além disso, a sucroenergética também afirma que realizou a cogeração de 58,8 MWh por tonelada de cana.
Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes:
- Resultados líquidos anuais da usina Santa Adélia
- Relação entre receitas e custos
- Lucro bruto dos últimos anos
- Dívida atual da usina
- Dados sobre o projeto de irrigação
A safra 2020/21 trouxe bons resultados para a usina Santa Adélia, que controla três unidades em São Paulo. Ao final da temporada, a companhia divulgou em suas redes sociais a moagem de 5,8 milhões de toneladas de cana, com fabricação de 137 mil toneladas de açúcar e 322 milhões de litros de etanol. Além disso, também afirmou que fez a cogeração de 58,8 MWh por tonelada de cana.
Com esta produção, a sucroenergética registrou um lucro líquido consolidado de R$ 182,03 milhões de acordo com dados publicados no Diário Oficial do estado. O número representa um crescimento de 103% ante o ciclo anterior, quando a sucroenergética obteve R$ 89,69 milhões.
O resultado é um recorde para a Santa Adélia, também representando uma retomada em sua trajetória de crescimento. Na safra 2019/20, a empresa teve uma queda anual de 1,1% em seu lucro, encerrando a temporada com R$ 89,69 milhões.

A melhora no desempenho é perceptível desde o resultado do lucro bruto, que ficou em R$ 341,20 milhões na safra. O valor envolve um aumento de 8,7% em relação ao período anterior, quando a empresa obteve um resultado de R$ 313,94 milhões.

Na safra 2020/21, as receitas do grupo subiram a uma taxa anual de 9,2%, passando de R$ 1,01 bilhão para R$ 1,1 bilhão. Por sua vez, os custos com os produtos vendidos cresceram em um ritmo bastante similar, de 9,4%, saltando de R$ 698,29 milhões para R$ 763,77 milhões.
Desta forma, estes gastos representaram o equivalente a 69,1% das receitas no ciclo encerrado em março; já na temporada anterior, este índice era de 69%. O resultado interrompe a taxa de queda vista nos dois anos anteriores, porém, a variação de apenas 0,1% demonstra estabilidade nas margens operacionais.

Na safra 2017/18, a sucroenergética teve seu pior desempenho neste indicador, com a relação entre custos e receitas em 80,9%.
Perfil da dívida
Um dos motivos que levaram ao crescimento do lucro líquido da companhia, mesmo com a manutenção nas margens operacionais, é o menor endividamento da usina. Em 2020/21, as despesas financeiras da Santa Adélia – ou seja, os gastos com pagamento de juros – caíram 33,6%, de R$ 226,24 milhões para R$ 150,24 milhões.
Como demonstrado na publicação em Diário Oficial, a posição em 31 de março de 2021 trazia uma queda anual no valor dos empréstimos e financiamentos da companhia, tanto no curto prazo, referente a débitos que vencem em até um ano, quanto nos de médio longo prazo. No total, a dívida bruta era de R$ 996,08 milhões, decréscimo de 14,4%.
Especificamente, o endividamento de curto prazo teve uma redução de 10,9%, passando de R$ 433,14 milhões ao final de 2019/20 para R$ 386,07 milhões no encerramento da safra passada. Já o montante das dívidas de longo prazo saiu de R$ 730,11 milhões para R$ 610,01 milhões, uma queda de 16,5%.

Ainda assim, os planos para o futuro envolvem um aumento nos investimentos. A companhia contratou, em maio deste ano, um financiamento de R$ 100 milhões junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio do programa de crédito vinculado ao programa RenovaBio. Segundo a empresa, os recursos serão destinados à unidade localizada em Jaboticabal (SP).
Projeto de irrigação
Para completar, uma portaria publicada no Diário Oficial da União em 15 de junho aprovou a participação da Santa Adélia no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) com um projeto de irrigação de canaviais. A empresa pretende investir R$ 2,08 milhões, podendo abater em torno de R$ 192,24 mil em impostos na aquisição de equipamentos.
O projeto é referente à usina localizada em Sud Mennucci (SP) e, segundo o documento, a iniciativa contempla a instalação de um pivô central em uma área de 212,89 hectares, além de uma adutora de PVC com 1,77 quilômetro, um sistema de bombeamento com duas motobombas, um injetor de fertilizante, um sistema de gerenciamento remoto via rádio e um sistema de planejamento e gerenciamento de irrigação.
Segundo o texto, assinado pelo ministro Rogério Marinho, qualquer alteração técnica ou de titularidade do projeto deve ser autorizada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, precisando de nova publicação do órgão no Diário Oficial da União.
De acordo com a pasta, o Reidi Irrigação é um meio de incentivo fiscal que busca gerar investimentos privados em infraestrutura, tendo como meta aumentar a área irrigada em todo o país. O modelo pode ser utilizado para novas iniciativas e para empreendimentos que buscam ampliação ou modernização.
Lucas Vasconcelos – NovaCana