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Usina Rio Pardo encerra safra operando armazenamento de açúcar em Santos

usina rio pardo 3A instalação foi locada há aproximadamente seis meses e tem facilitado a logística para o cumprimento de contratos

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A Usina Rio Pardo, localizada em Cerqueira César (SP), encerra nesta quinta-feira (4) a safra canavieira 2014/15 e, para facilitar a logística de açúcar, a empresa está operando uma área de armazenamento em Santos. A instalação foi locada há aproximadamente seis meses e tem facilitado a logística para o cumprimento de contratos e também a estocagem à espera de melhores preços para a commodity.

Conheça a seguir mais informações sobre a nova área de armazenagem e os números de produção e faturamento da usina na safra atual.

A Usina Rio Pardo, localizada em Cerqueira César (SP), encerra nesta quinta-feira (4) a safra canavieira 2014/15 e, para facilitar a logística de açúcar, a empresa está operando uma área de armazenamento em Santos. A instalação foi locada há aproximadamente seis meses e tem facilitado a logística para o cumprimento de contratos e também a estocagem à espera de melhores preços para a commodity. Com a localização é possível conseguir preços mais competitivos.

“Se sobrar açúcar depois de cumprir o contrato, e eu quiser esperar um preço melhor, já está lá [próximo ao porto para exportação]. Aí, assim que aparecer uma oportunidade de negócio consigo um preço de frete mais barato estando lá, o que é muito importante”, explicou um representante da companhia.

Em julho a diretoria da Rio Pardo autorizou a abertura da filial de armazenamento, mas a ata informando a decisão só foi conhecida nesta terça-feira (2), com a publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

O armazém fica a cerca de 10 quilômetros do pátio do Porto de Santos e tem capacidade para guardar 2,5 mil toneladas de açúcar por safra. Embora a área esteja operando há meses, sua utilização só foi intensificada no final de safra, com a melhora do ATR que possibilitou mais matéria-prima à produção. Como o açúcar já estava negociado, os volumes estavam sendo enviados diretamente para o porto.

O contrato de aluguel vai até julho e poderá ser renovado por mais um ano. Até maio a companhia decide se continua com a armazenagem em Santos ou opta por uma área na microrregião de Avaré, onde se situa a usina.

Apesar dos efeitos adversos do clima, a empresa conseguiu manter a moagem em linha com o ciclo anterior. Para o próximo ano a expectativa é conseguir alguma melhora em função do plantio realizado e de chuvas regulares para o desenvolvimento das plantas.

Safra “pé no chão” e sem quebra
Nesta quinta a usina deve fechar a safra com uma moagem de 1,830 milhão de toneladas de cana, em linha com o processamento no ciclo anterior. A produção de açúcar é estimada em 109 mil toneladas, 7,5% menor do que no ciclo anterior, e a fabricação de etanol em 77 milhões de litros, crescimento de 4,5% na comparação com os 73,7 milhões de litros gerados em 2013/14.

A cogeração da Rio Pardo pertence à francesa Albioma, que adquiriu em março o ativo, com 60 MW de potência instalada, pelo valor de R$ 137 milhões. A transação dá o direito de uso do ativo por 20 anos.

Conforme a companhia, que estava apurando nesta quarta-feira o fechamento dos números da safra, o faturamento vai totalizar cerca de R$ 190 milhões, sendo R$ 92 milhões com açúcar e R$ 98 milhões com etanol.

“Batemos a meta. Não houve quebra aqui do nosso lado, até porque fomos bem pé no chão para fazer o orçamento”, informou a empresa. As metas para a próxima safra ainda estão sendo avaliadas.

Amanda SchArr – NovaCana

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