Primeiro era em 2015. Depois 2016. Em seguida, a previsão passou para 2017. Agora, só em 2018. Esse é o cronograma de funcionamento em capacidade plena da Bioflex, usina de E2G da Granbio
Primeiro era em 2015. Depois 2016. Em seguida, a previsão passou para 2017. Agora, só em 2018.
Esse é o cronograma de funcionamento em capacidade plena da Bioflex, usina de etano celulósico da Granbio. Apesar da mudança, o novo prazo ainda pode ser considerado otimista, dada as previsões de outros players do mercado nacional.
Primeiro era em 2015. Depois 2016. Em seguida, a previsão passou para 2017. Agora, só em 2018.
Esse é o cronograma de funcionamento em capacidade plena da Bioflex, usina de etano celulósico da Granbio.
Inaugurada em setembro 2014, a primeira usina de etanol de segunda geração (E2G) do Hemisfério Sul é a menina dos olhos da companhia. Com capacidade de produzir 82 milhões de litros anuais do biocombustível, a previsão inicial era atingir produção plena seis meses após o início do funcionamento. A ideia era começar produzindo 1 milhão de litros mensais e, aos poucos, aumentar a produção até a capacidade de 8 milhões de litros por mês.
Não foi o que aconteceu. Desde o início das operações a usina gerou pouco mais de 4 milhões de litros de E2G. Ou seja: em cerca de um ano e meio de funcionamento o empreendimento concebeu a metade do que pode produzir em um mês.
A primeira meta foi divulgada pelo presidente da companhia, Bernardo Gradin, quando a Bioflex foi inaugurada.
Em 2015, durante um evento em São Paulo, o vice-presidente, Alan Hiltner, afirmou que a capacidade plena seria atingida em 2016.
No início de abril deste ano a frustração veio em dobro: além de afirmar que a capacidade plena chegaria apenas em 2017, a Granbio anunciou a paralisação da Bioflex até outubro para avaliar tecnologias de pré-tratamento. Essa etapa, segundo a empresa, é a principal responsável pelo atraso na produção.
Agora, a empresa informou em seu relatório financeiro que o esperado momento só deve acontecer em 2018.
A Granbio ainda não conseguiu fazer a usina funcionar de forma contínua e com estabilidade. O documento da empresa informa que “até o momento, a planta operou de forma instável e com baixa utilização da sua capacidade. A previsão é obtenção da estabilidade operacional ao longo do 4º trimestre de 2016, a partir de quando se espera o início do escalonamento gradativo da produção com previsão de operação a plena capacidade em 2018”.
Apesar da nova mudança, o prazo ainda pode ser considerado otimista, dada as previsões de outros players do mercado, como BNDES e Novozymes.
O resultado financeiro da usina pode ser conferido no texto: Com prejuízo de R$ 38,8 milhões, usina de E2G da Granbio amplia perdas em 2015
Jorge Mariano – NovaCana