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Primeira usina de etanol celulósico do Brasil já pode começar a operar

granbio-usina 270814Usina da Granbio recebeu autorização para a produção de etanol nesta quarta-feira (27)
- NovaCana - 3 min de leitura
A primeira usina produtora de etanol de segunda geração (2G) do Brasil está oficialmente autorizada a operar. A Bioflex Agroindustrial, unidade da GranBio, recebeu a autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis nesta quarta-feira (27).

Confira a seguir as informações oficiais sobre a capacidade da usina, os atrasos e alterações no projeto e o histórico de autorizações junto a ANP.

A licença informa que a Bioflex tem capacidade de produção de 228 m³ ao dia de etanol anidro. Por safra a unidade a terá condições de gerar até 82 milhões de litros do biocombustível a partir da palha e do bagaço da cana-de-açúcar.

Localizado na Fazenda São João, no município de São Miguel dos Campos em Alagoas, o empreendimento é considerado o mais avançado do mercado atual de biocombustíveis. Com investimento estimado em R$ 350 milhões. Inicialmente o principal alvo da empresa será a exportação.

O aval da ANP era aguardado porque sem ele a usina não poderia operar. Inicialmente se previa que a planta entrasse em operação no primeiro trimestre de 2014. No entanto, além de ainda não possuir a liberação da reguladora, o projeto da GranBio sofreu alterações e foi ampliado no decorrer das obras, o que retardou o plano.

O projeto teve a cogeração ampliada para, além de abastecer a usina, gerar excedente para a exportação. Uma sociedade da GranBio com o grupo Carlos Lyra foi ampliada para operar a bioeletricidade, a Companhia Energética de São Miguel (CESM). O grupo Carlos Lyra também é o principal fornecedor de biomassa para o projeto.

Autorização de construção

Esta é a segunda autorização recebida pela Granbio da ANP. Em outubro do ano passado a empresa recebeu a autorização para construção da unidade. No entanto, informações indicam que a unidade começou a ser construída muito antes da autorização ser emitida. Em novembro de 2013 a ANP informou ao portal NovaCana que "não encontrou nenhuma irregularidade no procedimento da empresa", mas não respondeu se verificou quando a construção teve início (mais informações na notícia: GranBio teve problemas com autorização da ANP).

A GranBio tem como parceiros a dinamarquesa Novozymes, no fornecimento de enzimas; a holandesa DSM, que fornece a levedura para fermentação dos açúcares celulósicos, de cinco carbonos; a Beta Renewables e a Chemtex, empresas do grupo italiano Mossi & Ghisolfi, provedoras da tecnologia e de equipamentos.

A pioneira do etanol 2G no país ainda tem como sócio o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em 2013, o BNDESPar adquiriu uma fatia de 15% da GranBio, por R$ 600 milhões. Através de diferentes linhas de crédito, o banco público é também o principal financiador da usina em Alagoas e de outros projetos da companhia.

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