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Usina Ester tem plano de recuperação judicial aprovado; dívida é de R$ 500 milhões

Conforme ata enviada pela empresa, a Ester possui 913 credores com débitos somando R$ 495,6 milhões

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Após realizar o seu pedido de recuperação judicial em maio deste ano, o plano da Usina Ester foi aprovado pela maioria dos credores na última quinta-feira, 23, durante assembleia-geral, realizada no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Açúcar de Cosmópolis, na cidade paulista homônima. A reunião também pode ser acompanhada por videoconferência.

O CFO da usina Ester, Igor Cafeli, disse com exclusividade ao NovaCana que foi uma “ótima notícia” e completou: “Segundo comentários do mercado, foi a aprovação sucroalcooleira mais rápida da história”. Conforme ata enviada pela empresa, a Ester possui 913 credores com débitos somando R$ 495,6 milhões.

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Após realizar o seu pedido de recuperação judicial em maio deste ano, o plano da Usina Ester foi aprovado pela maioria dos credores na última quinta-feira, 23, durante assembleia-geral, realizada no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Açúcar de Cosmópolis, na cidade paulista homônima. A reunião também pode ser acompanhada por videoconferência.

O CFO da usina Ester, Igor Cafeli, disse com exclusividade ao NovaCana que foi uma “ótima notícia” e completou: “Segundo comentários do mercado, foi a aprovação sucroalcooleira mais rápida da história”. Conforme ata enviada pela empresa, a Ester possui 913 credores com débitos somando R$ 495,6 milhões.

Deste total, 263 credores, somando R$ 450,92 milhões, estavam presentes na assembleia e tiveram direito ao voto. Destes, 248 votaram pela aprovação do plano, ou 94,3% do total.

Planejamento de quitação

Ainda segundo informações enviadas pela usina Ester, será realizado o pagamento de até 150 salários-mínimos, aos credores trabalhistas, em até 12 meses após a homologação do plano ou habilitação do crédito. Caso um credor trabalhista seja titular de crédito superior a este valor, será enquadrado como credor quirografário.

No caso dos credores garantia real, o pagamento inicial será de R$ 25 mil, limitado ao valor do respectivo crédito, em até seis meses contados da data da homologação do plano.

Caso haja saldo remanescente, existem duas opções de recebimento do valor: por meio de recursos decorrentes da alienação dos bens da usina dados em garantia ou 1% ao ano, com a primeira parcela em junho de 2024, e o saldo pago em uma parcela no 20º ano a partir da homologação do plano.

“Motivos externos”

Conforme a companhia informou na época da homologação do plano, a iniciativa foi tomada por “motivos externos” à operação. “A medida se faz necessária para a reorganização financeira da companhia, que teve suas condições de liquidez de curto prazo afetadas por dois fatores: a seca recente, que provocou perda relevante de produção em toda a região, e a acentuada elevação dos juros no país, que encareceu o custo de financiamento às empresas”, justifica.

O comunicado ainda apontou que a Ester estaria comprometida em encontrar uma “solução equilibrada” e “tão rápida quanto o processo jurídico permitir”.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
Com reportagem adicional de Renata Bossle

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