Com um aumento de 28,8% na comparação anual, este é o maior valor da série histórica, iniciada em 2011
Na safra 2022/23, a Umoe Bioenergy registrou seu terceiro lucro consecutivo. O resultado líquido de R$ 129,06 milhões representa um aumento de 28,8% em relação aos R$ 100,24 milhões vistos em 2021/22 e é o maior resultado da série histórica, iniciada em 2011.
Após diversos prejuízos em sequência, a safra 2020/21 marcou o primeiro resultado positivo da companhia. Na mesma ocasião houve uma alteração nos registros financeiros da Umoe, englobando um período de 15 meses entre janeiro de 2020 e março de 2021. A partir da temporada seguinte, a sucroenergética começou a divulgar seus números considerando o ano-safra (de abril a março).
No ciclo mais recente, os resultados da companhia foram favorecidos pela venda de imóveis rurais, que somaram R$ 33,15 milhões. Também houve o recebimento de um crédito outorgado de ICMS destinado aos produtores paulistas e referente ao período entre agosto de 2021 e dezembro de 2022, no valor de R$ 13,44 milhões. Além disso, a Umoe registrou o recebimento de R$ 8,5 milhões por conta de investimentos mantidos junto à Copersucar.
A companhia, controlada por um grupo da Noruega, voltou a ser associada à União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) em fevereiro deste ano. Com uma unidade localizada em Sandovalina (SP), a companhia conta com uma capacidade de moagem de 2,6 milhões de toneladas por safra.
No texto completo, exclusivo para assinantes, você confere:
- Histórico de resultados líquidos da Umoe
- Receita líquida e dos custos de produção
- Lucro bruto
- Perfil da dívida da companhia
Na safra 2022/23, a Umoe Bioenergy registrou seu terceiro lucro consecutivo. O resultado líquido de R$ 129,06 milhões representa um aumento de 28,8% em relação aos R$ 100,24 milhões vistos em 2021/22 e é o maior resultado da série histórica, iniciada em 2011.
Após diversos prejuízos em sequência, a safra 2020/21 marcou o primeiro resultado positivo da companhia. Na mesma ocasião houve uma alteração nos registros financeiros da Umoe, englobando um período de 15 meses entre janeiro de 2020 e março de 2021. A partir da temporada seguinte, a sucroenergética começou a divulgar seus números considerando o ano-safra (de abril a março).
No ciclo mais recente, os resultados da companhia foram favorecidos pela venda de imóveis rurais, que somaram R$ 33,15 milhões. Também houve o recebimento de um crédito outorgado de ICMS destinado aos produtores paulistas e referente ao período entre agosto de 2021 e dezembro de 2022, no valor de R$ 13,44 milhões. Além disso, a Umoe registrou o recebimento de R$ 8,5 milhões por conta de investimentos mantidos junto à Copersucar.

A companhia, controlada por um grupo da Noruega, já é associada à Copersucar e voltou a ser associada à União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) em fevereiro deste ano. Com uma unidade localizada em Sandovalina (SP), a companhia conta com uma capacidade de moagem de 2,6 milhões de toneladas por safra.
Resultado operacional
Com um aumento de 1,7%, a receita operacional da Umoe se manteve praticamente estável entre as duas últimas safras. Em 2022/23, a companhia registrou ganhos de R$ 565,05 milhões.

Os custos de produção, por sua vez, chegaram a R$ 446,35 milhões. Em comparação com os dispêndios da safra passada, de R$ 419,38 milhões, houve uma alta anual de 6,4%.
Desta forma, a relação entre receitas e gastos da Umoe foi de 79% – acréscimo de 3,5 pontos percentuais. Apesar da elevação, o índice ainda mantém uma margem lucrativa para a companhia, diferente do que ocorreu entre os anos de 2012 e 2015, quando os custos superaram os ganhos.

Com isso, o lucro bruto da Umoe sofreu uma redução anual de 12,9%, passando de R$ 136,24 milhões para R$ 118,70 milhões. Mesmo sendo a segunda queda consecutiva neste quesito, o valor ainda é um dos melhores registrados pela companhia nos últimos dez anos.
Posição das dívidas
Os débitos da companhia com empréstimos e financiamentos subiram 4% na comparação anual. Em 31 de março de 2023, a dívida da Umoe somava R$ 114,13 milhões.

Do total, R$ 101,09 milhões se referem a débitos de longo prazo, um aumento de 29% em relação aos R$ 78,61 milhões devidos ao final da safra 2021/22.
Já as dívidas com vencimento no decorrer da safra em andamento caíram 58,5%, para R$ 13,05 milhões. No ano passado, elas correspondiam a R$ 31,47 milhões.
Giully Regina – NovaCana