Apesar do maior resultado líquido, companhia viu seus custos de produção subirem mais do que a receita
Após registrar uma série de prejuízos, a Umoe Bioenergy obteve seu primeiro resultado azul na temporada 2020/21. Na ocasião, os R$ 33,35 milhões de lucro líquido também representavam uma transição nos registros financeiros da companhia, englobando um período de 15 meses entre janeiro de 2020 e março de 2021. Assim, a temporada 2021/22 traz a primeira vez em que a sucroenergética publica os números do ano-safra (de abril a março).
Na mais recente temporada, o lucro líquido da empresa chegou a R$ 100,24 milhões, um avanço de 200,6% em comparação com a divulgação anterior, mesmo com o período total menor. O valor foi divulgado pela empresa no jornal Gazeta de São Paulo.
Controlada por um grupo da Noruega e associada à Copersucar, a companhia possui uma única usina, em Sandovalina (SP), com capacidade de moagem de 2,6 milhões de toneladas de cana por safra.
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- Histórico de resultados líquidos da empresa
- Evolução da receita líquida e dos custos de produção
- Lucro bruto da Umoe Bioenergy
- Perfil da dívida da companhia
Após registrar uma série de prejuízos, a Umoe Bioenergy obteve seu primeiro resultado azul na temporada 2020/21. Na ocasião, os R$ 33,35 milhões de lucro líquido também representavam uma transição nos registros financeiros da companhia, englobando um período de 15 meses entre janeiro de 2020 e março de 2021. Assim, a temporada 2021/22 traz a primeira vez em que a sucroenergética publica os números do ano-safra (de abril a março).
Na mais recente temporada, o lucro líquido da empresa chegou a R$ 100,24 milhões, um avanço de 200,6% em comparação com a divulgação anterior, mesmo com o período total menor. O valor foi divulgado pela própria empresa no jornal Gazeta de São Paulo.
Controlada por um grupo da Noruega e associada à Copersucar, a companhia possui uma única usina, em Sandovalina (SP), com capacidade de moagem de 2,6 milhões de toneladas de cana por safra.

Mais receita e mais custos
Assim como muitas sucroenergéticas, a Umoe se beneficiou de preços mais elevados de açúcar e etanol na safra 2021/22. No período, a companhia teve uma receita operacional líquida de R$ 555,62 milhões, 12,5% acima dos R$ 494,1 milhões vistos entre janeiro de 2020 e março de 2021.
Entretanto, os custos dos produtos vendidos subiram 18,9% na mesma comparação, indo de R$ 352,61 milhões para R$ 419,38 milhões.
Com isso, as despesas representaram o equivalente a 75,5% das receitas, um aumento de 4,1 pontos percentuais em relação ao indicador divulgado no ano anterior. Apesar da elevação, o número significa que a companhia operou com margem para lucro, diferente do que aconteceu entre 2012 e 2015, quando seus custos superavam os ganhos.

Contudo, esse desempenho implicou em uma queda de 3,7% no lucro bruto da Umoe, que passou de R$ 141,49 milhões em 2020/21 para R$ 136,24 em 2021/22 – vale lembrar que essa comparação não é igualitária, uma vez que o primeiro período se refere a 15 meses.
Além disso, considerando a série histórica iniciada em 2011, estes são os maiores valores já obtidos neste quesito pela sucroenergética.

Para completar, a safra 2021/22 teve números equilibrados entre as receitas e despesas financeiras da companhia, resultando em um saldo positivo de R$ 69 mil. No período fiscal anterior, o impacto foi negativo em R$ 73,21 milhões.
De acordo com a Umoe, as receitas financeiras da empresa abrangem juros recebidos sobre fundos investidos e variações positivas no valor justo de ativos financeiros. Já as despesas financeiras são os juros sobre empréstimos, as variações negativas no valor justo de ativos financeiros e outras perdas reconhecidas nos ativos financeiros.
Dívida em queda
Além disso, a sucroenergética também contabilizou uma redução em seu endividamento pela segunda safra consecutiva. Segundo os números divulgados, as dívidas brutas com empréstimos e financiamentos somavam R$ 110,07 milhões em 31 de março deste ano, uma queda de 34,7% em relação à posição de um ano antes.

Dentro desse valor, R$ 31,47 milhões se referem a despesas com vencimento ao longo da safra 2022/23. Em 31 de março de 2021, os débitos com vencimento em curto prazo somavam 59,92 milhões; assim, houve uma redução de 47,5% nesta categoria.
Por fim, a posição das dívidas comprometidas no longo prazo – ou seja, que possuem vencimento superior a um ano – diminuiu 27,7% no período, de R$ 108,74 milhões para R$ 78,61 milhões.
Renata Bossle – NovaCana