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Tarcísio critica subsídio federal exclusivo a produtores de cana do Nordeste

Medida concede apoio financeiro a produtores afetados pelo tarifaço; governador paulista também falou sobre assimetria tributária ante outros estados

G1 2 min de leitura

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) criticou nesta terça-feira, 11, o subsídio anunciado pelo governo federal apenas a produtores de cana-de-açúcar do Nordeste afetados pelas tarifas americanas impostas às exportações brasileiras.

Segundo ele, a medida deixou de fora de São Paulo. O estado é o maior polo produtor da matéria-prima do país, com mais de 50% da área colhida de cana em território nacional.

“Recentemente o governo federal estabeleceu o subsídio para os produtores de cana do Nordeste e eles esqueceram os produtores de cana de São Paulo. E isso não faz o menor sentido”, disse ele na abertura da Fenasucro, a maior feira de bioenergia do mundo que acontece em Sertãozinho (SP), na região de Ribeirão Preto (SP).

O benefício da União será de R$ 12 reais por tonelada de cana-de-açúcar comercializada para os produtores do Nordeste que tiveram prejuízos econômicos na safra 2025/26.

Segundo o governo federal, o objetivo da medida é preservar a renda dos produtores, manter a produção e proteger os empregos do setor sucroenergético.

Assimetria tributária “drena” setor, diz governador

Durante a visita ao interior de São Paulo, ao exaltar avanços da cadeia sucroenergética que contribuem para a transição energética, como o biometano e o combustível sustentável de aviação, Tarcísio de Freitas também questionou subsídios do governo federal a combustíveis fósseis.

“Quando a gente passa para um choque de petróleo e tendo a solução aqui do nosso lado, a gente resolve subvencionar o combustível fóssil. E isso também não faz o menor sentido”, disse.

O governador também afirmou que está criando um grupo de trabalho para tentar solucionar o que ele classificou como uma assimetria tributária em relação a outros estados produtores de etanol.

“A gente precisa diminuir uma assimetria que nós temos que é a assimetria tributária com relação a outros estados produtores, sobretudo de etanol de milho. Isso tem drenado competitividade do nosso setor, principalmente da cana-de-açúcar e do estado de São Paulo”, completa.

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